Luiz Ronaldo de Souza vence inter 1 no encerramento da temporada em SP

Valendo peso dois, a última etapa da Copa Santo Amaro de Adestramento, válida como final do Campeonato Paulista de Adestramento (CPA), reuniu 53 conjuntos no Clube Hípico de Santo Amaro, principalmente, os que estavam na disputa pelos títulos. A competição também teve grande participação dos alunos da escola de equitação na categoria estreante, uma reprise elaborada pelo clube para incentivar a participação de novatos na modalidade.

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Além da estreante com 17 conjuntos, a preliminar amador e a média 2 amador, ambas com cinco concorrentes cada, foram as mais disputadas. Nas séries fortes, Luiz Ronaldo de Souza, com Bilan, venceu a prova na reprise intermediária 1 (67,304%), seguido de Bruno de Certaines com Finesse (66,225%). Roberto de Souza Filho, o Billy, foi primeiro lugar na forte 1 com Fantomen do Pagliarin (64,333%).

“A temporada 2018 foi muito boa, de muito aprendizado e com bastante treinamento, o que resultou em uma evolução nas notas”, disse Ronaldo, enfatizando que o que mais aprimorou durante o ano foi o conhecimento técnico. “Para 2019, vou tentar fazer os CDIs de olho em uma vaga para o Pan”, contou o cavaleiro que, além da prova, ganhou a Copa CHSA, o Campeonato Paulista de Adestramento e o Ranking da SHP na série forte 2 profissional.

Vencedor em 2018 da Copa CHSA e do CPA na forte 1, Billy Souza disse que teve uma evolução grande em 2018, tanto para ele quanto para o Fantom “No começo do ano, tivemos boas notas, o que é uma enorme satisfação, pois fui eu quem comecei, fiz o cavalo, e ele está subindo o nível”, disse o cavaleiro que vai migrar para forte 2 no ano que vem.

Adestramento crescendo

Ao comentar a temporada, a diretora de adestramento do CHSA, Luciana Simões Marques Ferrara, destacou que foi um ano difícil. “Mas estou feliz, porque conseguimos começar bem e terminar bem. No meio do ano, não tivemos um índice tão alto de participantes, mas tivemos provas de qualidade e isto importa muito”, enfatizou.

Para fomentar o adestramento, a diretora ressaltou a importância de se trabalhar com as escolas de equitação incentivando os alunos a terem base de adestramento e a participarem de provas da modalidade. “Acho muito importante o trabalho com a escola. O adestramento só vai crescer quando as pessoas souberem o que ele é, porque as pessoas não sabem; acham que hipismo é saltar e não sabem que têm outras opções. E, a partir do momento que elas começam a fazer, acabam se encantando. Quem quer saltar, vai saltar, até porque uma modalidade complementa a outra”, explicou.

Para o ano que vem, Ferrara confirmou a realização do Campeonato Brasileiro de Adestramento no Clube Hípico de Santo Amaro. Quanto à Copa, o ranking deve seguir com as etapas, mas ainda tem itens a definir antes de divulgar o calendário oficial.

“Estou feliz com o adestramento. Está havendo um trabalho muito bom entre a CBH e a FPH. É um esporte que não é fácil, mas o Brasil foi bem em Tryon e na Argentina, e os clubes estão imbuídos em melhorar o esporte. Estamos conseguindo resgatar novamente o nosso adestramento”, disse a juíza Lindinha Macedo. Além dela, Márcio Navarro de Camargo, André Ganc e Sérgio Castany de Fiori julgaram as provas.

Para Lindinha Macedo, um fator-chave para o desenvolvimento na modalidade é a consciência equestre. “Eu tenho ficado feliz, porque tenho visto cavaleiros até em séries iniciantes, preliminares, já desenvolvendo uma grande consciência equestre. O que eu muito importante é o cavaleiro participar em todas as reuniões promovidas pelo adestramento, em cursos e palestras, para entender aquilo que se busca e que se procura no cavalo”, disse.

Juiz das séries elementar a forte 2 na prova, Camargo destacou que viu disputas  boas entre os conjuntos que estavam disputando o CPA. “Eles vieram fortes para a última etapa”, disse. Para se preparar para a temporada 2019, o juiz salientou que os cavaleiros devem focar em trabalhar a escala de treinamento. “Ritmo, cadência, descontração e contato precisam ser trabalhados. Os cavaleiros têm de dar ênfase à primeira fase da escala, porque ela ainda está a desejar. Ainda vemos muitos cavalos sobre as espáduas”, explicou.

Falando sobre a temporada 2018, Camargo apontou para o aumento na quantidade de pessoas competindo nas etapas. “Tivemos etapas com mais de 70 conjuntos e, antes, colocar 30 pessoas era difícil. Estamos no caminho certo.”

Para a Copa CHSA, os conjuntos precisam participar de, pelo menos, quatro das sete etapas, sendo a final obrigatória. Para a somatória do índice porcentual são descartadas três notas de menor porcentual. A última etapa tem peso dois. São consagrados campeões e vice em cada série e categoria.

>>> Confira os resultados da última etapa da Copa CHSA, válida como final para o CPA, aqui

 

 

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