FEI testa versão reduzida e interativa do GP no CDI-W de Londres, Olympia

A Federação Equestre Internacional (FEI) testou no CDI-W London, conhecido por Olympia – The London International Horse Show, uma versão mais compacta da reprise de grande prêmio. O CDI de Londres valeu como uma etapa da Copa do Mundo da FEI (FEI Dressage World Cup), cuja final será dias 3 a 7 de abril de 2019 em Gotemburgo, na Suécia.

De acordo com o comunicado oficial, o objetivo do novo teste é tentar realizar uma competição mais rápida e interessante para o público em geral no primeiro dia de provas. A versão foi idealizada pela FEI junto com cavaleiros internacionais de adestramento. Confira a versão curta da reprise GP.

Acordado pelo Comitê da Copa do Mundo de Adestramento da FEI, a versão resumida do GP formará um projeto piloto de dois anos com objetivo de engajar ativamente o público e ampliar o apelo da disciplina, especialmente durante o grande prêmio.

A versão mais curta, que leva, aproximadamente, cinco minutos para ser executada, exige o mesmo alto nível de habilidade técnica, acuracidade e precisão. Além do menor tempo, as mudanças incluem:

– o conjunto seleciona uma música que será tocada durante a apresentação e que refletirá a personalidade do conjunto;

– após o GP, os cavaleiros deverão permanecer na arena para ver as pontuações dos juízes, o que proporcionará imediatismo e reação instantânea;

– A audiência pode atribuir notas aos conjuntos e ao final compará-las às do júri (em WEG, o público também pôde dar notas por meio de um aplicativo da SAP);

– Após cada apresentação, os atletas deverão desmontar e dar entrevista perante o público para discutir o seu desempenho. Coletivamente, isso dará ao público uma aula magna (masterclass) com a perspectiva de toda a competição.

Em nota, defendendo o modelo, Richard Davison, consultor de adestramento do comitê organizador do Olympia e que tem trabalhado junto com a FEI no projeto, disse que a Copa do Mundo é uma oportunidade realmente importante para mostrar o adestramento e ampliar seu apelo junto ao grande público.

Segundo ele, o projeto piloto é uma iniciativa “empolgante e que visa a agregar consideravelmente mais apelo ao espectador, mantendo os valores tradicionais de adestramento e um formato altamente competitivo”.

O que os atletas comentaram
As provas de adestramento do Olympia ocorrem nas noites de segunda-feira 17/12 (GP) e terça-feira 18/12 (GP freestyle) – o site da FEI TV tem algumas das apresentações abertas gratuitamente para a público.  O valor da inscrição por cavalo no  CDI-W foi de 330 euros e teve 15 mil euros de premiação distribuída entre o primeiro e oitavo colocados. O GP teve 12 concorrentes.

A prova foi vencida pelo holandês Hans Peter Minderhoud, que montou Glock’s Dream Boy N.O.P. e terminou com 73,895%.  Apresentando Hawtins Delicato, Charlotte Dujardin ficou em segundo com 73,026%, seguida do alemão Frederic Wandres com Duke of Britain (72,632%). A portuguesa Maria Caetano terminou em sétimo com o lusitano Coroado, com 70,789%. Foi a estreia dela no Olympia. Confira todos os resultados do GP aqui.

Segundo a imprensa internacional, Minderhoud disse que a novidade foi diferente de tudo o que habitualmente fez, mas para ele foi um momento muito bom quando as pontuações apareceram. Para Dujardin, descer do cavalo ainda na arena e ter uma entrevista imediatamente a abalou um pouco, mas ela disse que foi ótimo ter o apoio da multidão.

O juiz britânico, Stephen Clarke, afirmou que a prova foi bastante difícil, uma vez que os exercícios surgem numa sequência rápida e são curtos. Ele também disse que o público foi bom e podia-se mesmo sentir o interesse e entusiasmo.  O estádio tinha 4.700 pessoas ocupando um espaço onde cabem 7 mil pessoas.

O alemão Wandres disse que, quando viu a arena pela primeira vez achou que era de tirar o fôlego, e completou dizendo que foi a melhor prova que já esteve, apesar de ter ficado nervoso em executar o novo teste.

De acordo com o site Dressage-News, a alemã Katrina Wüst, que foi presidente do júri e é bem conhecida por trabalhar na inovação em dressage, desenvolvendo o “grau de dificuldade” para freestyles, por exemplo, declarou seu apoio ao benefício de expor os cavaleiros como estrelas semelhantes ao que ocorre em outros esportes, como o futebol, onde os melhores jogadores são celebridades.

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