Tóquio 2020: seleção do time EUA mira conjuntos com notas acima de 74%

Com a vaga conquistada nos Jogos Equestres Mundiais (WEG – Tryon) e sem problemas para entregar o “NOC Certificate of Capability”, os Estados Unidos divulgaram um documento extenso e bastante detalhado de 14 páginas especificando como se dará a seleção do time que representará o país no Japão.


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De modo geral, em uma primeira fase, serão observados concursos internacionais (CDI 3*,4*, 5*, CDI-W ou CDIO), tanto nos Estados Unidos quanto fora, nas provas de grande prêmio, GP especial e estilo livre, entre 9 de setembro e 26 de abril. Os dez melhores conjuntos no ranking da Federação Equestre dos EUA (USEF) também são convidados a competir em provas em Wellington em fevereiro de 2020. Os conjuntos também precisam competir em pelo menos dois CDIs depois de janeiro.

A USEF nomeará oito conjuntos na lista curta (short list) e outros quatro poderão ser apontados como reservas, após a conclusão do período inicial do processo de qualificação, em 26 de abril de 2020.

A lista, recomendada ao comitê de esporte de adestramento pelos selecionadores e com consultoria do chefe de equipe e time veterinário, fica sujeita à aprovação do conselho de diretores da USEF.

>>> Confira a página da Federação Equestre dos EUA (USEF) sobre o processo seletivo do adestramento para Tóquio 2020 

Os critérios usados para seleção incluem pontuações dos testes (GP, GPS e freestyle) em CDIs ou CDNs, sendo que as pontuações dos concursos nacionais valem menos que CDIs; classificação nas competições de qualificação, incluindo as obrigatórias; desempenho na provas obrigatórias; consistência de pontuações acima de 74%; tendência nas pontuações; experiência internacional anterior de atleta e / ou cavalo; erros, eliminação ou desistências; potencial para contribuir para ter equipe vencedora da medalha; e comportamento do atleta e pessoas associadas ao atleta, como proprietários, treinadores e tratadores, que podem ter um impacto na criação de um ambiente de equipe positivo.

As regras trazem exceções como a possibilidade de atletas apresentarem “habilidade comprovada”, isto é que tenha representado os EUA na Copa do Mundo da FEI em 2019 ou 2020 obtendo mínimo de 77% no GP e tenha obtido resultados recentes de no mínimo 77% em GP e GPS em CDI4*, CDI5*, CDI-W ou CDIO3*/4*/5*.

Os apontados na short list serão observados em competições, incluindo algumas mandatórias e que podem ser na Europa.

Além dos itens avaliados para a lista curta, a escolha dos conjuntos para o time também considera a experiência com juízes dos Jogos Olímpicos de 2020; posição no ranking da FEI; o desempenho geral e a solidez do conjunto e a probabilidade da capacidade do cavalo de permanecer em forma para competir nos Jogos Olímpicos de 2020; experiência com juízes relevantes para os Jogos Olímpicos de 2020; a classificação do conjunto no Ranking FEI em comparação com as colocações individuais dos outros atletas; e as condições físicas em que os Jogos serão realizados, incluindo os requisitos de quarentena e a viagem ao Japão, e o impacto potencial dessas condições no desempenho do conjunto.

Brasil
A Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) busca resultados acima dos 68% em provas de grande prêmio, tanto com juiz FEI 5* quanto no porcentual final, para a formação da equipe titular que representará o Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Além disto, será reserva do time o conjunto que obtiver a média mais alta considerando seus dois melhores resultados em provas de GP disputadas entre os Jogos Pan-Americanos de Lima e 31 de dezembro de 2019, nas provas validadas pela Federação Equestre Internacional (FEI), mas desde que apresente, pelo menos, um resultado acima de 66% em 2020.

Contudo, para garantir a vaga conquistada com a medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos, o Brasil ainda precisa enviar à Federação Equestre Internacional (FEI) até 31 de dezembro de 2019 uma lista contendo, no mínimo, três conjuntos que conseguiram, pelo menos, dois requisitos mínimos de elegibilidade (MER, na sigla em inglês para minimum eligibility requirements).

É o chamado “NOC Certificate of Capability” ou certificado de capacidade. Até o momento, Leandro Silva com DiCaprio é o único conjunto brasileiro com índice, mas ele tem apenas um: nota final de 67,326% na prova de grande prêmio nos Jogos Pan-Americanos de Lima, sendo 68,478% com a juíza FEI 5* Janet Foy, dos Estados Unidos, e 68,804% com a juíza FEI 5* Mary Seefried, da Austrália.

 

 

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