De mudança a Portugal, Yara Fernandes conta sobre nova etapa profissional

Pouco mais de três anos após passar para a categoria profissional, Yara do Amaral Fernandes está pronta para um novo desafio — e de malas prontas. A amazona, que integrou o Time Brasil vencedor do CDI 1* de Buenos Aires, que garantiu a vaga do País nos Jogos Pan-Americanos de Lima, se mudará para Portugal para trabalhar no Dressage Top, de propriedade de Rodrigo Guedes da Cunha.

Em entrevista ao Adestramento Brasil, a atleta contou como se deu a proposta, o que a motivou, como a eclosão da pandemia da Covid-19 no Brasil retardou seus planos, a mudança de EUA para Portugal e também falou sobre a venda de Dileto HI, garanhão puro sangue lusitano que marcou sua estreia e pavimentou seu caminho como cavaleira profissional.

Rodrigo Cunha a procurou no começo de 2019 para saber se ela teria interesse em juntar-se à equipe da Blueberry Farm, nos Estados Unidos, mas naquela época a proposta não evoluiu. Até que entre o fim do ano passado e começo de 2020, as conversas voltaram e Fernandes foi até os EUA para conhecer o lugar a profundar-se em qual seria o esquema de trabalho como cavaleira profissional contratada. “Gostei muito da mentalidade deles de criação de cavalos de esporte de alto rendimento”, contou.

O que não se esperava, contudo, é que os planos de Yara Fernandes seriam atrasados pela pandemia, que fechou as fronteiras e dificultou a emissão de vistos. Assim, ela permaneceu no Brasil. Nesse tempo, a amazona vendeu seu companheiro Dileto HI com quem iniciou nas séries fortes e disputou, em small tour, os quatro CDIs 2* que serviram para escolha da equipe brasileira nos Jogos de Lima, além, é claro, de ter sido sua montaria no concurso internacional que classificou o Brasil para o Pan-Americano.

Portugal
Durante este ano, há pouco mais de um mês, Rodrigo Cunha anunciou a mudança de seu programa de criação de cavalos e de treino para Portugal, segundo seu post no Facebook, para estar mais “próximo às raízes da raça, criadores clássicos, muitas competições de adestramento”. Cunha garantiu que a segue como criador dos EUA e que mantém o centro de treino em Ocala, na Flórida, durante a temporada de inverno. “Será uma mistura entre os EUA e Portugal. Nossa decisão foi feita para que possamos ter o melhor dos dois mundos. Em breve os nossos amigos cavalos dos Estados Unidos terão a nossa casa de Dressage Top em Portugal para visitar!”, escreveu.

A mudança impactou diretamente Yara Fernandes que, em vez de mudar-se aos Estados Unidos, migrará para Portugal assim que a papelada de imigração estiver pronta. Ela acredita que, em meados de dezembro, o visto deve sair. “Lá vou ter espaço para crescer profissionalmente; oportunidades de entrar em provas; vamos ter aula com a Maria Caetano. Vai ter uma equipe por trás e preciso disto para crescer no esporte e começar a fazer nome”, ressaltou, acrescentando que gostou da mudança para Europa.

Venda dos cavalos
Para poder mudar-se do Brasil, Yara Fernandes precisou vender os animais que tinha tanto 100% como em coparticipação com sócios. Além dos cavalos, ela também precisou direcionar seus alunos a outros profissionais. A venda do Dileto HI, contou, era algo esperado. “Já tinha consciência de que teria de vendê-lo e estou super feliz que ele esteja nas mãos da Raquel [Mattos]”, disse. “O Dileto cresceu muito. Eu tenho noção do quanto errei, acertei e cresci com ele; ele me ensinou muito e me fez crescer”, completou.

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