Taça Brasil: Cristiano Silva mantém hegemonia na elementar e Carlos Vicente vence a preliminar

A série elementar profissional foi a mais disputada da Taça Brasil de Adestramento e, com 15 concorrentes, também registrou o maior número de participações de todo o evento nacional, que reuniu o Campeonato Brasileiro para amadores e um concurso nacional (CAN) para cavalos novos e seniores. Mais uma vez, Cristiano Augusto da Silva dominou a prova elementar com o Freigeist Zu Nendorf, ganhando os dois dias e fechando com uma média de 73,020%. Já a preliminar profissional teve oito conjuntos e vitória, também em ambas as provas, de Carlos Vicente Pereira Cardoso com média final de 68,995%, montando Nobre da Sasa JE. Os dois cavaleiros, assim como a vasta maioria dos concorrentes, representam a Federação Paulista de Hipismo (FPH).


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“Foi um fim de semana incrível. No primeiro dia, registramos 72,279% e tive um errinho no primeiro alto, o passo livre não foi tão fluente, poderia ter sido um pouco melhor. Mas, de uma maneira geral, foi uma prova bem limpa, sem erros grandes. E, na sexta, eu acredito que fiz a melhor prova do ano com ele, com nota de 73,760%, que foi a segunda maior nota dele no ano — a mais alta foi um 74% num ranking da SHP. Os altos foram muito bons e o passo, mais fluente; foi uma prova muito boa”, avaliou Cristiano da Silva.

A dupla vem de vitórias ao longo do ano. Em setembro, venceu dois dias e ganhou o CAN Rancho Cariama e, em agosto, ganharam tudo no CAN da Copa Sabemi. “Claro que sempre acho que tem coisa para melhorar, que poderia ter feito algo a mais. Mas ele teve uma evolução muito grande, uma evolução tanto técnica quanto física, e foi um cavalo muito estável ao longo do ano, oscilando entre 71% alto até 74% e alguma coisa”, ponderou o cavaleiro do Haras Cachoeira e que no evento nacional foi o chefe de equipe da FPH.

“Estou feliz em ter, pelo terceiro ano seguido, estas notas mais altas, acima de 70%, começou com Beethoven na elementar e depois na preliminar e agora com Freigeist Zu Nendorf, então, estou feliz que com os dois cavalos conseguimos manter. Foi meu 11º título brasileiro”, destacou o campeão na elementar profissional.

A disputa pela segunda e terceira colocações foi mais acirrada. Lindelvan da Costa Santos com Quespetaculo do Vouga ganhou o primeiro dia com 68,793%, mas no segundo os 67,880% o deixou na quarta colocação da sexta-feira. Por sua vez, Frederico Correa Mandrot subiu a nota de Ofensor da Sasa JE de 66,207% na quinta, quando ficou em sétimo, para 70,440% na sexta, o que o posicionou em segundo no dia e o levou ao terceiro posto no campeonato com média de 68,324%. Assim, coube a Lindelvan levar para a Coudelaria Rocas do Vouga o título de vice-campeão com 68,337%.

Na preliminar, as vitórias de Carlos Vicente e Nobre da Sasa JE — com 69,546% na reprise número 2 e 68,444% na de número 3 — garantiram o título de campeão da Taça Brasil ao conjunto da Fazenda Sasa JE.

A temporada do conjunto começou no CAN do CHSA em junho quando na preliminar número 1 pontuou 69,074% e na nº 2, 68,636%. Depois a dupla obteve um disputado segundo lugar no geral no CAN Rancho Cariama, em setembro.

A trajetória de Carlos Vicente com Nobre começou em março deste ano. “Formamos um bom conjunto, que ainda está em fase de adaptação. Ele teve uma evolução muito boa nesse período e tem potencial para evoluir muito mais”, disse.

“Falando da Taça Brasil, fizemos um bom campeonato e contamos também com ajuda do nosso treinador Hugo Pereira, que nos ajudou muito nesses dias. Temos que melhorar alguns pontos, tipo conexão e moldura”, assinalou.

Agora, o plano dele com o Nobre é finalizar o ano na preliminar e subir de categoria em 2025, mirando a média 2.

As provas no Clube Hípico de Santo Amaro foram julgadas por Bruno Magalhães; Petra Garbade; Claudia M Sant´anna; Claudia Moreira de Mesquita; Márcio Camargo (presidente do júri de campo); Sandra Oliveira Martins; Sergio de Fiori; e Rosalind Macedo.

A principal competição nacional do ano para os profissionais teve a participação de um total de 37 concorrentes, das federações paulista, do Rio Grande do Sul, do Paraná e de Brasília, além da Comissão de Desportos do Exército (CDE), sendo 15 na elementar, oito na preliminar, cinco na média 1, três na média 2 e seis na forte 1. A título de comparação, a edição 2023 da TBA teve 44 concorrentes, sendo nove na elementar, seis na preliminar, 12 na média 1, 11 na média 2 e seis na forte 1.

Foto: site CBH

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