Estar em constante formação, buscando aprimorar o aprendizado, é o que vai, efetivamente, levar à melhora da equitação. Em entrevista em vídeo, durante a Semana Cariama 2025, o cavaleiro e treinador espanhol Samuel López Candel deixou claro que o segredo está em seguir em treinamento sempre. “Acima de tudo, quero incutir neles que sempre tenham o desejo de continuar treinando. Não apenas os amadores, mas também os profissionais, porque é muito importante que os profissionais estejam continuamente buscando formação, porque é isso que enriquecerá sua equitação e eles poderão transmiti-la aos amadores e alunos. Eu acho que, além dos aspectos técnicos, essa é a base de todo profissional”, respondeu, ao ser perguntado sobre conselhos que gostaria de deixar para seus alunos nas clínicas.
Falando sobre técnicas, Lopéz Candel, que é o diretor técnico de adestramento do Cariama e assumirá como diretor da Real Escuela Andaluza del Arte Ecuestre, reforçou o foco no assento e na mão que o cavaleiro que tem de ter. “Sempre enfatizo isso, porque não há dúvida de que estamos em algo que se move e, portanto, precisamos fortalecer nossa relação entre o assento e a mão para nos adaptarmos, para entrarmos no movimento e, por sua vez, moldarmos esse movimento para que possamos fazer todos os exercícios.”
A relação mão-assento deve ser continuamente lembrada e reforçada, tanto pelo amador como pelo profissional. Isso significa buscar o ponto de equilíbrio: o cavalo deve se mover em torno do assento, das costas, das garupa; qualquer movimento que você fizer deve girar em torno do seu assento. E, uma vez que você consiga isso, terá o cavalo no ponto de equilíbrio perfeito.
Para alcançar esse ponto, deve-se entender como um cavalo se move para se encaixar em cada movimento. “E então sentir cada movimento, para que seja mais rítmico, com mais ou menos impulsão. Um pouco de atenção aos professores é que deveriam dar mais ênfase em ensinar os cavaleiros a sentir e pensar”, disse, apontando que, por vezes, os professores não explicam como fazer, o que sentir.
“A diferença entre um profissional e um amador é que um profissional ganha a vida com essa profissão e um amador tem outra profissão e monta a cavalo por diversão, por hobby ou por paixão. Mas você tem que treinar igualmente. Existe boa equitação ou equitação ruim. Ser profissional não significa que você monte bem”, seguiu.
“Acho uma ideia fantástica organizar uma semana onde possamos treinar e trocar ideias, tanto profissionais quanto amadores”, avaliou López Candel, ao comentar a iniciativa do Rancho Cariama em promover clínicas para amadores e profissionais — leia mais aqui.
Assista à entrevista na íntegra:


