A Confederação Brasileira de Hipismo emitiu um comunicado convocando cavaleiros e proprietários com cavalos interessados em participar do processo seletivo para os Jogos Sul-Americanos de Santa Fé (Odesur 2026), na Argentina; o Campeonato Mundial de Adestramento da Federação Equestre Internacional (Aachen 2026), na Alemanha, e os Jogos Pan-Americanos (Lima 2027), no Peru, para uma reunião no próximo dia 13 de setembro.
A reunião ocorre após os concursos internacional e nacional na Coudelaria Rocas do Vouga, em Itu (SP), e no mezanino da pista oficial logo após o término da série internacional. Trata-se do segundo encontro promovido pela CBH para explicar o processo seletivo para o ciclo olímpico 2025-2028. A primeira ocorreu em março no Clube Hípico de Santo Amaro.
As regras para Aachen 26 já foram publicadas pela Federação Equestre Internacional, mas o processo para Odesur 26 e Lima 27 ainda não saíram, segundo apurou Adestramento Brasil. A principal questão reside se os Jogos Sul e Pan-Americanos serão mistos (com small e big tours) ou apenas para as reprises de grande prêmio. Em junho deste ano, Cesar Hirsch respondeu a este meio que isso estava em conversas com o Comitê Olímpico e que, quando as bases técnicas fossem publicadas, o delegado técnico avisaria.
Aachen 26
Em fevereiro deste ano, a CBH anunciou como seria o processo observatório para a escolha dos conjuntos para representar o Brasil no Campeonato Mundial de Adestramento, em agosto de 2026. Como premissa, a CBH estipulou que todos os conjuntos que obtiverem os requisitos mínimos de elegibilidade (MER, na sigla em inglês) poderão participar do processo seletivo. Como já divulgado por Adestramento Brasil, para o Mundial, o MER será de 66%, portanto, abaixo dos 67% exigidos para os Jogos Olímpicos de Paris 2024.
A CBH observará apenas resultados obtidos em competições internacionais de níveis três estrelas ou mais (CDIs 3* ou superior) e desde que o conjunto participe de todas as provas do CDI em questão. No entanto, apenas o resultado da prova de grande prêmio contará para o processo seletivo.
Serão selecionados os conjuntos que obtiverem os maiores porcentuais — resultados isolados por CDI — no período 1º de janeiro de 2025 até a data anterior às nominativas 2026. Ou seja, é obrigatório participar de todas as provas do evento CDI 3* ou superior, mas a nota final do GP que valerá.
Até o momento, nenhum conjunto obteve os dois índices necessários para a composição dos requisitos mínimos de elegibilidade (MER). Nuno Chaves de Almeida registrou 67,413% com Lizarran no CDI 3* de Samora Correia, Lezírias; Renderson Oliveira com Fogoso Campline fez 67% no CDI-W Neumünster; e Adriano Soares com seu Jogador do Drosa somou 66,087% como nota final no CDI 3* de julho na Sociedade Hípica Paulista.
O conjunto competindo no Brasil está inscrito para participar do CDI 3* no Rocas do Vouga e busca seu segundo índice para compor o MER.
Para Aachen 26, é exigido que o conjunto obtenha em, pelo menos dois CDI 3* ou superior, nota de 66% atribuído pelo júri de campo (nota final) e também por dois juízes internacionais distintos e de nível 4 (FEI L4/5*) de nacionalidades diferentes do cavaleiro em provas de grande prêmio. Os dois eventos distintos devem ser entre 1º de janeiro de 2025 até a data das inscrições nominativas.
Pelas regras da seleção da CBH, não havendo um mínimo de três conjuntos aptos a constituir a equipe do Brasil, até dois conjuntos individuais poderão representar o Brasil no Campeonato Mundial de Aachen 2026 — leia matéria completa aqui. Adestramento Brasil tem um resumo de como está a disputa por MERs – confira a planilha
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