CBH classifica dez conjuntos para clínica com Daniel Pinto

Dez conjuntos foram selecionados pela Confederação Brasileira de Hipismo para participarem de uma clínica com o treinador Daniel Pinto entre os dias 26 e 28 de outubro na Casa CBH em Indaiatuba, no interior de São Paulo. O objetivo é iniciar o treinamento dos possíveis conjuntos a integrar futuras equipes brasileiras para competições internacionais. No ano que vem, ocorrem o Campeonato Mundial de Adestramento da Federação Equestre Internacional (Aachen 2026), e os Jogos Sul-Americanos de Santa Fé (Odesur 2026). Em 2027, os Jogos Pan-Americanos serão em Lima.



O cavaleiro olímpico português de adestramento, Daniel Pinto participou dos Jogos de Pequim e Sidnei; dos Jogos Equestres Mundiais (1998, 2002, 2006 e 2010) e Campeonatos Europeus de Adestramento (1995, 2001, 2007, 2009, 2015 e 2017). Recentemente, fez clínica com Monica Theodorescu.

A CBH publicou (confira o documento) que uma vaga será destinada a um convidado da entidade e que será priorizada a série big tour. Caso as vagas não sejam ocupadas na sua totalidade com big tour, serão chamados os melhores porcentuais de medium tour e, posteriormente, os melhores em small tour. Os conjuntos que poderão participar serão os que obtiverem nos CDIs de março, maio, julho e setembro, o porcentual mínimo de 61% no primeiro dia.

Pelas regras, um cavaleiro que monte dois animais só poderá participar da clínica com um animal, com prioridade para aquele de nível mais alto. Caso um cavalo tenha sido apresentado por mais de um atleta, todos serão consultados, porém, somente um deles poderá realizar a clínica, sendo a prioridade para o teste de nível mais alto.

A clínica é fechada aos cavaleiros selecionados com seus animais e um tratador. A CBH terá a presença de Fabio Camargo, diretor-veterinário e membro da comissão, acompanhado os trabalhos durante toda a clínica.

Confira a lista dos cavalos e atletas classificados:

Big Tour
– Jorge V.O com Murilo Augusto Machado
– Jogador do Drosa com Adriano Salomão Paiva Soares
– Intef Interagro com Joana Marie Slinik

Medium Tour
– Mágico Interagro com Fabio Rogerio Lombardo Jr.
– Goya Cristal com Sara Godoy

Small Tour
– Florisbela com Eduardo Alves de Lima ou Antônio Victor Marcari Oliva
– Motor do Sasa com Diego Fernando
– Mestre da Sasa com Jeferson Rodrigo Pereira
– Jane Esther II SVN com Vinicius Miranda
– Galardão do Nico com Sergio Marques Oliveira

Aachen 26
As regras para Aachen 26 já foram publicadas pela Federação Equestre Internacional, mas o processo para Odesur 26 e Lima 27 ainda não saíram, segundo apurou Adestramento Brasil. A principal questão reside se os Jogos Sul e Pan-Americanos serão mistos (com small e big tours) ou apenas para as reprises de grande prêmio. Em junho deste ano, Cesar Hirsch respondeu a este meio que isso estava em conversas com o Comitê Olímpico e que, quando as bases técnicas fossem publicadas, o delegado técnico avisaria.

Nuno Almeida foi o primeiro a conseguir os dois índices necessários para compor os requisitos mínimos de elegibilidade (MER). O primeiro ele obteve no CDI 3* de Samora Correia, Lezírias, quando registrou 67,413% com LizarranRenderson Oliveira com Fogoso Campline fez 67% no CDI-W Neumünster; Adriano Soares com seu Jogador do Drosa somou 66,087% como nota final no CDI 3* de julho na Sociedade Hípica Paulista e, com 67,326%, Murilo Augusto Machado registrou primeiro MER para Aachen 26 com Jorge VO no CDI 3* no Rocas Festival.

Para se qualificar para participar do Mundial de Aachen 2026, atletas e cavalos devem ter alcançado como uma combinação (conjunto) resultado de pelo menos 66% atribuído pelo júri de campo (nota final) e também por dois juízes internacionais distintos e de nível 4 (FEI L4/5*) de nacionalidades diferentes da do cavaleiro em provas de grande prêmio. Devem obter esse índice em dois eventos distintos (CDI3/CDI4/CDI5/CDI-W ou CDIO3/CDIO4/CDIO5), de 1º de janeiro de 2025 até a data das inscrições nomeadas para conseguir o MER.

Em fevereiro deste ano, a CBH anunciou como seria o processo observatório para a escolha dos conjuntos para representar o Brasil no Campeonato Mundial de Adestramento, em agosto de 2026. Como premissa, a CBH estipulou que todos os conjuntos que obtiverem os requisitos mínimos de elegibilidade (MER, na sigla em inglês) poderão participar do processo seletivo.

A CBH observará apenas resultados obtidos em competições internacionais de níveis três estrelas ou mais (CDIs 3* ou superior) e desde que o conjunto participe de todas as provas do CDI em questão. No entanto, apenas o resultado da prova de grande prêmio contará para o processo seletivo.

Serão selecionados os conjuntos que obtiverem os maiores porcentuais — resultados isolados por CDI — no período 1º de janeiro de 2025 até a data anterior às nominativas 2026. Ou seja, é obrigatório participar de todas as provas do evento CDI 3* ou superior, mas a nota final do GP que valerá.

Pelas regras da seleção da CBH, não havendo um mínimo de três conjuntos aptos a constituir a equipe do Brasil, até dois conjuntos individuais poderão representar o Brasil no Campeonato Mundial de Aachen 2026 — leia matéria completa aqui. Adestramento Brasil tem um resumo de como está a disputa por MERs – confira a planilha

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Foto: reprodução Instagram

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