Diante de casos confirmados, CBH reforça necessidade de vacinação contra encefalomielite viral equina

A CBH emitiu um comunicado orientando a vacinação contra a encefalomielite viral equina. Assinado pelo diretor-veterinário da entidade, Marcello Servos, o ofício ressalta a necessidade de proteger a saúde e bem-estar dos equinos mantendo a vacinação em dia. De acordo com ele, trata-se de uma medida preventiva e de controle, tendo em vista que houve uma notificação positiva de um caso no Rio Grande do Sul, além de casos confirmados recentemente na Argentina e Uruguai. Adestramento Brasil pediu a Servos que respondesse a algumas perguntas para esclarecer melhor o tema. Confira a seguir:


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Adestramento Brasil — Por que a CBH emitiu comunicado orientando a todos sobre a vacinação dos cavalos contra a encefalomielite viral equina? Há um surto em curso?
Marcello Servos —
Essa passa a ser uma medida preventiva e de controle, tendo em vista que houve uma notificação positiva de um caso no Rio Grande do Sul. Além de casos confirmados recentemente na Argentina e Uruguai.

Esta vacinação não faz parte normalmente do calendário de vacinação?
A vacinação está no protocolo obrigatório de vacinação equina, no regulamento Veterinário CBH. Encontra-se disponível no mercado e visando à necessidade de proteger a saúde e o bem-estar equino, é imprescindível que todas as entidades e estabelecimentos mantenham a vacinação em dia. Houve, inclusive, mudança neste regulamento. A orientação era para vacinação anual e, considerando os casos ocorridos, ela passa a ser semestral. Sua primeira dose deve ser aplicada com o animal ainda potro (idade específica a depender do fabricante da vacina), com reforço após 30 dias e depois revacinação semestral.

O que é a encefalomielite viral equina?
A encefalomielite viral equina é uma zoonose de alta letalidade que acomete equinos, independente de sexo, raça ou idade, sendo mais comum em animais mais jovens não vacinados, manifestando-se principalmente nas épocas quentes e chuvosas, o que favorece a proliferação de artrópodes (insetos) responsáveis pela transmissão, o que faz caracterizar a sazonalidade da doença.

Como ela é transmitida?
A transmissão ocorre com um ciclo silvestre, que envolve a participação de vetores biológicos como os artrópodes do gênero Culex e do gênero Aedes, os hospedeiros reservatórios são os pássaros locais e silvestres e entre os hospedeiros acidentais estão o homem e o equino, porém, estes não contribuem para a manutenção do vírus.

Como evitar a propagação?
O controle está sustentado na vacinação de todos os equídeos e na implementação de medidas que auxiliem a reduzir as populações de mosquitos. Uma outra importante forma de prevenção é o controle dos vetores, tais como a eliminação de água parada e criadouros de mosquitos.

O que ela causa? Leva a morte?
Alguns animais podem ter infecções assintomáticas ou casos leves sem sinais neurológicos, entretanto, em casos clássicos de encefalomielite, um pródromo inicial caracterizado por sinais inespecíficos (febre, anorexia e depressão) é seguido por sinais neurológicos que podem incluir alteração mental, hipersensibilidade a estímulos, movimentos musculares involuntários, visão prejudicada, alterações comportamentais (andar errante, pressão de cabeça, andar em círculos), uma incapacidade de engolir, ataxia, paresia, paralisia e/ou convulsões. Períodos de excitação ou prurido intenso foram relatados, e os animais lateralmente reclinados, por vezes, têm um movimento de remada característico. Além disso, alguns animais podem desenvolver diarréia ou constipação, ou ter perda de peso significativa. Alguns vêm a óbito dentro de alguns dias. Cavalos que se recuperam de encefalite têm uma alta incidência de déficits residuais.

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