CDI de maio reúne dez conjuntos e fecha sem MER para Aachen 2026 

Dez conjuntos competiram no concurso internacional de adestramento realizado no Brasil no feriado de 1º de maio de 2025. O CDI 1, 2 e 3, além de cavalos novos (CDIYH), foi realizado na Sociedade Hípica Paulista conjuntamente com um concurso nacional (CAN). Nenhum dos três conjuntos de big tour — Murilo Augusto Machado com Jorge VO, Adriano Salomão Paiva Soares com Jogador do Drosa e Joana Marie Sliwik com Intef Interagro — alcançou os porcentuais necessários para compor os requisitos mínimos de elegibilidade (MERs) para o Campeonato Mundial de Adestramento — Aachen 2026. O MER exige que o conjunto pontue 66% ou mais na prova de grande prêmio, tanto como nota final atribuída pelo júri de campo como também por dois juízes FEI L4/5.


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Já em cavalos novos, os três animais que competiram na categoria cinco anos fecharam com mais de 75% em alguma das provas, portanto, alcançando nota para MER para competir no Campeonato Mundial de Cavalos Novos em Verden (Alemanha). Para cavalos novos, o requisito mínimo a ​​ser alcançado como atleta/cavalo é de 75% para categorias de cinco e seis anos e de 70% para sete anos, podendo ser na reprise preliminar ou final das respectivas idades.

Quilombo da Sasa JE, apresentado por Frederico Correa Mandrot, fez 80,400% no primeiro dia, mas não assegurou o mesmo desempenho no dia seguinte, quando fechou com 70,600%, quando quem ganhou foi o Querido da Sasa JE, também montado pelo Fred Mandrot. Querido pontuou 83% no segundo dia e 75,800% no primeiro, quando ficou em terceiro lugar.

Seletiva para Mundial de Cavalos Novos exige participação em dois CDIYHs

O segundo posto em ambos os dias foi ocupado por Quehermosa do Vouga, que disputou seu segundo CDIYH com Fabio Rogerio Lombardo Junior. Desta vez, o conjunto somou 76% e 71,600%.

Em sete anos, apenas Ostrakova da Paixão disputou a prova na sela do Juninho Lombardo, mas, desta vez, não conseguiu MER, fechando com 67,357% e 68,457% — no internacional de março, o conjunto fez 73,086% na primeira prova e 71,557% na segunda.

Para a seleção, a CBH estipulou que é obrigatória a participação em, pelo menos, dois internacionais de cavalos novos (CDIYHs), sendo necessário que o conjunto se apresente tanto no preliminary dressage test da sua idade quanto no final dressage test, ficando, assim, o conjunto obrigado a realizar os dois dias de provas. Isso porque as notas finais de ambas as provas serão transformadas em pontos e somadas.

Aachen e Odesur 2026
Este CDI marcou também o início da corrida da formação da equipe brasileira para o Campeonato Mundial de Adestramento em Aachen e observação para os Jogos Sul-Americanos em Santa Fé, ambos no ano que vem. Para o Mundial, a Confederação Brasileira de Hipismo já definiu as regras para seleção dos conjuntos, mas, como as regras gerais do Odesur ainda não saíram, o processo para o regional não foi divulgado.

Apesar de os conjuntos de big tour não terem atingido MER no GP, na prova de grande prêmio especial, tanto Murilo Machado 66,128% como Adriano Soares, aumentaram o porcentual final. Machado com Jorge VO, pela Coudelaria Ilha Verde, ganhou ambas as provas com 64,761% no GP e 66,128% no GPS. Soares e seu Jogador do Drosa, passou de 62,674% no primeiro dia para 63,936% no segundo. E Joana Marie Sliwik, ainda representando a Alemanha, somou 64,065% no GP e 63,489% no GPS com seu Intef Interagro.

O CDI teve ainda Fabio Rogerio Lombardo Junior com Mágico Interagro em medium tour. O conjunto do Rancho Cariama pontuou 63,323% na intermediária A e 66,784% na inter B.

Em small tour, que tende a ser a série em foco para o Odesur, já que até então a disputa foi mista, Eduardo Alves de Lima ganhou os dois dias com Florisbela V.O, pontuando 67,853% na prêmio São Jorge e 68,294% na intermediária 1. Diego Fernando montando Motor Da Sasa JE fez 62,941% e 60,765%, respectivamente.

À CBH, o juiz Bernard Maurel, que era muito presente nos internacionais de adestramento no Brasil, na década de 1990 e início dos anos 2000, após um longo hiato, disse estar feliz com seu retorno ao Brasil.

“No GP, os conjuntos que se apresentaram ainda necessitam um amadurecimento maior. Nós, juízes, escrevemos muitos comentários no primeiro dia e penso que os cavaleiros levaram em conta as observações e melhoraram em alguns pontos na segunda prova. Como juízes de adestramento que somos, estamos sempre olhando para a escala de treinamento clássica com a autossustentação e contato corretos, impulsão e submissão”, observou Maurel, juiz FEI há mais de 30 anos.

O julgamento da série internacional contou com Natacha Waddell (FEI L3, pelo Brasil); Cara Whitham e Elizabeth McMullen, ambas do Canadá e FEI L4,o francês Bernard Maurel também FEI L4, o brasileiro Marcio Camargo FEI L1 e o mexicano Omar Zayrik, FEI L2.

Próximos passos
O treinador espanhol Luís Lucio Perez vai ministrar clínica no Brasil entre 9 e 11 de maio com objetivo de treinar conjuntos visando aos Jogos Sul-Americanos (Odesur) e ao Campeonato Mundial em Aachen, ambos em 2026.Serão dez vagas a serem preenchidas seguindo critério de seleção estabelecido pela CBH. A iniciativa integra os trabalhos de fomento e formação da equipe brasileira que representará o Brasil nos eventos internacionais do ano que vem. Leia mais aqui.

Foto: divulgação CBH

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