Febre do Nilo Ocidental é identificada em animal em São Paulo

ATUALIZADA – São Paulo registrou em julho deste ano um caso de cavalo que contraiu Febre do Nilo Ocidental (FNO). De acordo com Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, no Brasil, já houve casos de FNO em equinos no Espírito Santo em 2018 e 2019. Em 2019, ocorreram casos no Ceará e em São Paulo. No Piauí, houve a confirmação de um caso humano em 2014. De 2014 até 18 de junho (portanto, excluindo o caso mais recente), foram confirmados cinco casos de FNO em equídeos e 76 foram notificados, mas não confirmados.


Apoie_AB_PayPalApoie o jornalismo profissional
Desde o lançamento, Adestramento Brasil leva informação confiável e relevante, ajudando aos leitores a compreender a modalidade. Não fechamos o conteúdo para assinantes. Por isto, contamos com a colaboração de pessoas como você para seguir com a produção editorial.


De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o serviço veterinário oficial do Estado de São Paulo levantou todas as informações referente ao animal com FNO e estendeu a investigação à propriedade de origem do animal, após recebimento do laudo positivo. A investigação foi iniciada por médico veterinário privado de um hospital veterinário, com abordagem de suspeita de Sarcocystis Neurona.

O caso foi identificado em um animal de 20 anos, criado em região urbana, próxima a uma área de mata, que começou a apresentar claudicação após uma queda. Ainda segundo o ministério, foi realizado tratamento com anti-inflamatórios, sem resposta clínica. Com o agravamento do quadro clínico, o animal foi encaminhado ao hospital veterinário da região onde apresentou diminuição da propriocepção, ataxia, decúbito e convulsões. O animal foi eutanasiado em 28/07/2019 e o ministério considerou o foco encerrado.

De acordo com um comunicado datado de 2 de setembro (leia aqui) da Universidade Cruzeiro do Sul, em julho, o Complexo Veterinário da Universidade Cruzeiro do Sul recebeu um cavalo proveniente de Itaquera com sintomatologia neurológica e passou por tratamento EPM. No entanto, após uma semana de internação e medicação, houve piora do quadro.

O animal permaneu dois dias em decúbito, apresentando episódios de convulsão no último. Foi realizada a eutanásia e amostras do sangue e soro foram enviadas ao Laboratório de Pesquisa em Virologia Animal da Universidade Federal de Minas Gerais. O cavalo foi positivo para Febre do Oeste do Nilo.

O comunicado também informou que um segundo cavalo com suspeita, proveniente de Guararema (SP), foi encaminhado e o caso estava em análise até a data do comunicado.

Contatada pela reportagem, a universidade confirmou a autenticidade do comunicado. A universidade disse que tomou todas as providências e que está à disposição das autoridades responsáveis pela condução e acompanhamento do caso.

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento está responsável pelas referidas análises, assim como confirmações do caso.

Confira aqui, aqui e aqui notificações recentes de FNO do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Entenda a doença
A Febre do Nilo Ocidental (FNO) é uma doença viral transmitida por mosquitos e que pode afetar as aves, o ser humano e os equídeos, causando desde infecção subclínica, febre leve, meningite, encefalite e até mesmo a morte. O vírus da FNO se mantem na natureza, realizando seu ciclo epidemiológico nas aves silvestres e nos mosquitos. Diversas espécies de aves e de mosquitos, normalmente do gênero Culex, permitem a replicação do vírus.

Em muitas espécies de aves a infeção não produz sintomas evidentes, enquanto que em outras, a doença é geralmente fatal. Não há evidências de sua ocorrência e manutenção em aves domésticas.

Entre os mamíferos, a doença clínica ocorre em equídeos e nos seres humanos. Tanto os equídeos como o homem são hospedeiros acidentais e terminais, encerrando o ciclo de transmissão do agente, ou seja, não constituem risco para a disseminação da doença.

Nos equídeos, os sinais clínicos da FNO são decorrentes da encefalite ou encefalomielite induzidas pelo vírus. Os animais afetados apresentam frequentemente ataxia de intensidade leve a grave e outros sinais que podem variar desde uma leve incoordenação motora até prostração. Alguns equídeos apresentam debilidade, fasciculação muscular e problemas nos nervos craniais.

Não há tratamento específico para a Febre do Nilo Ocidental em equídeos, apenas terapia de suporte. A taxa de letalidade em equídeos, estimada em outros países que já convivem com a doença, é de aproximadamente 35%, ou seja, aproximadamente dois terços dos animais infectados se recuperam, podendo ou não apresentar algum grau de sequelas neurológicas.

Atualizada para acrescentar a confirmação por parte da Universidade Cruzeiro do Sul.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.