João Oliva, prata no Pan: “Feel Good queria a medalha como eu”

Quillota, Chile — Existem muitas vantagens de se conhecer um cavalo desde potro. Entre as principais está, sem dúvidas, ter o privilégio de saber decifrar o animal, inclusive, nas nuances que podem passar despercebidas para outras pessoas. João Victor Marcari Oliva tem esta conexão com Feel Good VO. “Meu cavalo estava me ouvindo, ele se sentia revigorado, ele também queria ganhar a medalha como eu”, disse a jornalistas na zona mista, após ter feito o galope da vitória com a inédita medalha de prata para o Brasil no peito.

Quarenta anos depois da conquista do português naturalizado brasileiro Orlando Facada da medalha de bronze no Pan de Caracas, em 1983, Marcari Oliva subiu ao pódio no segundo lugar — e no dia que Facada faria aniversário. Ele foi o penúltimo a entrar e ingressou no picadeiro na Escola de Equitação do Exército em Quillota, região de Valparaíso, sede do hipismo nos Jogos de Santiago, após o equatoriano, radicado nos Estados Unidos, Julio Mendoza Loor cravar 84,230% (mais 3pp, totalizando 87,230%) com Jewel’s Goldstrike. Era um recorde do concorrente e uma nota alta a ser debatida no grande prêmio estilo livre com música.

João Oliva apostou em músicas de Michael Bublé, entrando em pista com “Feeling Good”, em uma referência ao nome do garanhão westfalian, nascido em 2012 e filho de Franziskus Frh x Dimension, criação de Tina Ludwichowski e propriedade de sua família. Apostaram tudo e ganharam a prata, com a nota recorde em GPF do conjunto e “personal best” de Oliva: 83,160% com os juízes e 86,160% para a contagem nos Jogos, com os 3 pp adicionados. Um marco na vida de ambos.

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“Estou muito contente e feliz com meu cavalo. A gente vem trabalhando desde que ele era muito novinho, sempre acreditamos nele, eu, meu pai e o Norbert [Van Laak, técnico da equipe e do João Oliva desde há muitos anos]. Hoje, a gente veio colher o que plantamos há muito tempo. É o que eu falo para todo mundo: para chegar a um nível alto, a gente precisa programar e trabalhar com paciência e respeito”, destacou.  

Falando sobre a sua trajetória de sucesso, João Oliva apontou que é fruto de uma longa jornada de trabalho. “Significa que o nosso trabalho vem dando certo; a gente vem trabalhando todos os dias para subir as notas, melhorar as técnicas, e isso a gente consegue melhorar nos resultados, sinal que está dando certo”, disse.  

Assista, após o anúncio, à entrevista feita na zona mista.

Foto: Miguel Campos/Santiago 2023 via Photosport

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