César Torrente torna-se o primeiro sul-americano promovido a juiz FEI L4/5*

Natural da Colômbia e residente nos Estados Unidos, César Torrente se tornou o primeiro juiz sul-americano promovido a juiz da Federação Equestre Internacional nível 4 (FEI L4), o antigo cinco estrelas. “De fato, sou o primeiro sul-americano a atingir esse nível desde que a FEI implementou o novo sistema de avaliação para promoções de juízes há 15 anos. Sinto-me pessoalmente honrado e feliz por a América do Sul ter representação em um esporte tão eurocêntrico, pois isso nos ajuda a promovê-lo e globalizá-lo”, disse, nesta segunda-feira, 5/1, por e-mail ao Adestramento Brasil.

Torrente fora promovido para juiz FEI L3/4* em 2010.

O juiz em entrevista a este noticiário, em 2023, defendeu a volta dos Jogos Pan-Americanos para disputas unicamente em big tour. “Eu acredito que temos que dar o passo a big tour, sobretudo, levando em consideração que se trata de uma seletiva para os Jogos Olímpicos”, afirmou.

Ele também falou sobre a dificuldade na transição entre small e big tour e assinalou como quem monta lusitanos deve aproveitar suas qualidades. “Eu acredito muito nos lusitanos, porque têm uma habilidade fenomenal para piaffe e passage. Esses cavalos bem treinados e que possam tirar notas altas em passage, piaffe e piruetas dão muitas possibilidades aos ginetes”, disse à época.

>>> Leia a íntegra aqui.

De acordo com o sistema de educação da FEI (documento aqui), é o Painel de Supervisão de Juízes (JSP, na sigla em inglês) quem propõe juízes candidatos que julgue adequados para subir para o nível 4, após uma avaliação e análise objetivas do desempenho e da conduta dos juízes FEI nível 3.

O JSP deve levar em consideração a promoção ao nível 4 juízes que julguem com precisão, sejam geralmente consistentes com a pontuação dos demais juízes e não haja indícios de julgamento nacionalista, além de integridade profissional, honestidade e boas habilidades de comunicação.

Os juízes de nível 3 da FEI também devem ter proficiência em inglês de nível B2 ou superior; estar cadastrados como juízes de nível 3 da FEI por um mínimo de três anos; estar em situação regular perante à FEI.

Devem ainda comprovar que, nos últimos dez anos, arbitraram um mínimo de 30 competições big tour em CDIs 4* ou superiores; ter arbitrado small tour em um mínimo de seis CDIs 3* ou superiores; dois campeonatos em diferentes níveis, tais como finais da Copa do Mundo, Campeonato Mundial de Criadores de Cavalos Novos, Campeonato Continental para Sub-25, Jovens Cavaleiros, Juniores, Cavaleiros de Pônei e Children.

Tendo os requisitos, os candidatos avançam no programa de educação para juízes da FEI e devem ser aprovados tanto nos estudos de caso de resolução de problemas, quanto na entrevista online, para seguir para a segunda fase.

A segunda fase consiste em um curso presencial de três dias na sede da FEI. Se aprovado, a transferência para o nível 4 é confirmada. Se uma ou ambas as fases não forem aprovadas, o oficial terá a oportunidade de tentar novamente após um ano.

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