ATUALIZADA * – Quatro titulares e um conjunto reserva vão compor a equipe brasileira nos Jogos Sul-Americanos de Santa Fé 2026, de acordo com as regras para o processo observatório de seleção e formação da equipe brasileira de adestramento que representará o País. O documento (confira aqui) foi divulgado pela Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) no último 19 de janeiro. Conjuntos de small e big tours concorrem indistintamente às vagas do time, sendo selecionados aqueles que obtiverem as maiores pontuações. Os selecionados serão anunciados até 5 de agosto de 2026.
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Podem participar conjuntos sêniores e valem os resultados obtidos em concursos internacionais de nível três estrelas ou superior, desde que o conjunto participe de todas as provas do CDI em questão entre 1º de janeiro de 2026 até a data imediatamente anterior às inscrições nominativas do evento, a ser definida pela Confederação Equestre Pan-Americana (Paec, pela sigla em inglês) e pela Federação Equestre Internacional (FEI).
Os esportes equestres dos Jogos Sul-Americanos de 2026 (também conhecidos como Odesur) serão de 12 a 26 de setembro em Rosário, na Argentina. Todos os postulantes a fazer parte do Time Brasil devem obter os requisitos mínimos de elegibilidade (MER), no entanto, tais índices ainda não foram divulgados pela Paec.
A CBH estipulou que podem concorrer atletas seniores e, ao detalhar os critérios de pontuação, apontou que serão apenas conjuntos de small e big tours. Pelo regulamento da CBH, sênior compete em small tour; sênior intermediário, em medium tour e sênior top, em big tour.
Critérios de seleção
No Brasil, há quatro CDIs previstos e válidos para as seletivas: de 26 a 29 de março de 2026; de 23 a 26 de abril de 2026; de 28 a 31 de maio de 2026; e de 30 de julho a 02 de agosto. Os postulantes à vaga devem obrigatoriamente competir em, pelo menos, três dos quatro CDIs. Os resultados obtidos em cada um dos internacionais têm pesos diferentes: os de março e abril valem peso 1 e os de maio e agosto serão peso dois e contarão com observação do treinador da equipe brasileira, Daniel Pinto.
A CBH estipulou ainda que pode haver um descarte de CDI. Para efeito de seletiva vale apenas a maior média obtida pelo conjunto nas duas reprises de sua categoria.
Os conjuntos de small tour terão calculadas as médias dos porcentuais finais das reprises de prêmio São Jorge e intermediária 1 de cada um dos internacionais e segundo o peso deles. Os de big tour seguem o mesmo critério, valendo as provas de grande prêmio e GP especial e sendo acrescidos à média três pontos porcentuais.
O CDI 3* ou CDI 1* em que o conjunto atingir a maior média será considerado para efeito de seletiva. As quatro vagas titulares destinam-se para os quatro conjuntos mais bem classificados e a vaga reserva será para o conjunto com o quinto melhor resultado.
É obrigatório que os conjuntos compitam em ao menos uma prova estilo livre com música de sua série durante a seleção.
Para a definição dos cinco conjuntos serão observados, além dos resultados obtidos, a qualidade técnica apresentada; a condição física do cavalo e do cavaleiro; a postura do cavaleiro perante o processo observatório e seletivo; avaliação clínica do veterinário da equipe CBH; e o histórico do conjunto.
Todos os atletas participantes do processo observatório deverão assinar um Código de Postura, Direitos e Deveres, a ser apresentado oportunamente pela CBH. E todos os animais indicados para compor a equipe estarão sujeitos à validação veterinária pelo profissional designado pela CBH.
A CBH informou que a Comissão Selecionadora detém amplos poderes para dirimir dúvidas e resolver casos omissos, estando também à disposição para esclarecimentos adicionais.
A comissão é composta pelo presidente da CBH, Constantino Scampini; por Petra Garbade, como comissão técnica de adestramento; Fabio Siqueira Camargo, diretor-veterinário da CBH; Valdir Araujo, gerente de esportes da CBH; e Daniel Pinto, treinador e chefe de equipe.
Quem está fora do Brasil
Os conjuntos residentes e competindo no exterior podem participar do processo de seleção. Eles devem informar previamente à CBH quatro CDI 3* ou de nível superior para cumprimento dos requisitos estabelecidos pela CBH e Paec, antes da participação no primeiro CDI. É obrigatória a participação do conjunto em, no mínimo, três CDIs, durante o período do processo observatório.
O último internacional considerado deverá ser o CDI 3* ou superior mais próximo da data das inscrições nominativas, previstas entre julho e agosto de 2026. A CBH vai aplicar aos eventos escolhidos os pesos correspondentes e observação do treinador da equipe brasileira, conforme estabelecido para os CDIs no Brasil. Será permitido um descarte.
A CBH destacou que “o objetivo do processo é a formação da equipe mais competitiva possível, pautada na transparência, equidade e mérito esportivo”.
* Após questionamento de Adestramento Brasil, a CBH atualizou o documento deixando clara a necessidade de participação em, pelo menos, três dos quatro CDIs válidos para as seletivas. Documento atualizado aqui.


