Não é a primeira vez que Manuel Tavares de Almeida Neto está às voltas com os Jogos Pan-Americanos. Em 2011, no Pan de Guadalajara, no México, ele foi reserva do time. Desta vez, ele chega ao Chile escalado como titular e vai montar a égua hanoveriana Rosa Belle, de 14 anos. O cavaleiro, que também foi reserva da equipe para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, avalia que o Brasil chega com força e apto a disputar medalha inédita. “É meu primeiro Pan como titular. Para mim, é muito importante e especial; e espero representar o Brasil da melhor maneira possível”, disse.
“As expectativas estão muito boas. O Brasil tem uma equipe muito forte e temos chance não apenas de uma medalha de bronze, mas temos total condição de disputar medalha de prata que seria inédito. Mas tem três equipes bem emboladas, em termos de resultados recentes, então, tudo pode acontecer”, avaliou para o Adestramento Brasil.
Falando sobre as seletivas, Manuel avaliou que foram provas interessantes e desafiadoras. “Foi a primeira vez que montei um cavalo alemão. Fui para Europa e tive um mês para me adaptar com ela e começar as competições. Depois, decidi trazê-la para o Brasil e foi outro desafio, porque ela ficou mais de 40 dias parada e tivemos tempo curto para fazer o nosso primeiro CDI 3* no Brasil. Foi bem desafiador, tanto na questão física, como de me adaptar a um cavalo que é completamente diferente do que estava acostumado”, contou.
Selecionado para equipe como titular com Rosa Belle e na reserva com Ingênuo Interagro, Manuel concentrou os treinos recentes da égua em alguns exercícios os quais chamou de “mais burocráticos” do grande prêmio e também na questão física para preparar a égua para o Pan. “Como ela tem bastante experiência, agora no final, é só manter o cavalo fresco, na ponta dos cascos para entrar lá e o conjunto executar o que a gente já sabe executar”, contou. (continua após o anúncio)

Almeida ressaltou a necessidade de o Brasil contar com mais um conjunto de big tour obtendo índices para os requisitos mínimos de elegibilidade (MER) para assegurar a vaga, caso ela seja conquistada — saiba mais aqui. “Contamos com dois conjuntos muito fortes, então, esta responsabilidade é dividida e não apenas individual”, apontou.
Com relação a ficar nervoso em uma competição deste porte, o cavaleiro da Coudelaria Rocas do Vouga disse que o melhor é não pensar muito nisso, mas sim em entrar e dar o melhor. “É fazer como nos treinos, nas outras provas. Quando você pensa em entrar lá e dar o seu melhor, você acaba tirando um pouco esta responsabilidade dos ombros. É um pensamento que ajuda muito o atleta, pensar no que você tem o controle.”
“O Pan é uma competição muito importante, vale vaga para Paris, e o nosso time está muito forte. Então, em termos de resultados por equipe no Pan-Americano, estou muito confiante”, acrescentou.
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