Depois estrear a temporada 2024 com um quinto lugar e três vitórias montando Feel Good VO nos CDIs 3* de Cascais, em fevereiro, João Victor Marcari Oliva disse ao Adestramento Brasil que se tratava da retomada às provas e que sabia o que tinha de trabalhar em casa para melhorar. Dito e feito. Nesse último fim de semana, a dupla subiu os porcentuais finais, ao competir em CDI 3* de Alter do Chão, e alcançou as notas mais altas do ano: 70,935% no grande prêmio e 71,851% no GP especial, contribuindo para elevar a média final, válida para a seleção para Paris 2024.
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Em Alter do Chão, Oliva obteve segundo e terceiro lugares, no GP e GPS, respectivamente. No grande prêmio, obteve 72,717% com o francês Jean-Michel Roudier e 68,152% com o holandês Eduard de Wolff van Westerrode. O representante do Brasil na competição disputou o GP com outros 20 conjuntos da Espanha e do país anfitrião.
Até o momento, Oliva e Feel Good VO— que ele já disse ser sua escolha para disputar a vaga individual para os Jogos Olímpicos de Paris 2024 — é o conjunto brasileiro que detém a média mais alta dentro do período de seleção estabelecido pela Confederação Brasileira de Hipismo, que vai de 1º de janeiro de 2024 a 3 de junho de 2024.
Nesse intervalo, os interessados em disputar a vaga devem, obrigatoriamente, participar de um mínimo de dois concursos internacionais de adestramento (CDIs) completos (3/4/5*) durante o período de seleção competindo, necessariamente, tanto na prova de grande prêmio (GP), quanto de grande prêmio especial (GPS). A média dos porcentuais finais obtidos nestas provas será considerada para cada CDI. Confira as regras completas aqui.
Em Alter do Chão, Oliva e Feel Good chegaram à média de 71,393% (entre GP e GPS), acima dos 70,329% do CDI 3* de Cascais de 16 a 16 de março e superior aos 68,699% também de Cascais, mas no fim de semana anterior.
Também na disputa, Manuel Tavares de Almeida Neto tem de média 65,006% com Ingênuo Interagro e Victor Trielli Ávila soma 64,342% com Gabarito HI — mas nenhum deles alcançou os MERs exigidos pela FEI para estarem aptos a competir em olimpíada.
A regra estabelece que o conjunto precisa pontuar o mínimo de 67% em prova de grande prêmio em, pelo menos, dois concursos internacionais de três estrelas ou superior, tanto como nota final quanto com um juiz de nível quatro (FEI L4/5*) de nacionalidade diferente do atleta. Esses dois (ou mais) índices devem ser obtidos em provas de grande prêmio julgadas por quatro ou mais juízes.
>>> Acompanhe as seletivas nesta planilha de Adestramento Brasil
Em busca de mais uma olimpíada
Depois das medalhas de prata inéditas conquistadas para o Brasil no Pan do Chile, no ano passado, João Oliva está preparando Feel Good VO para representar o País na Olimpíada de Paris. Se conquistar a vaga, disputará sua terceira olimpíada depois de ter ficado em 46º com Xamã dos Pinhais no Rio 2016 e em 26º com Escorial em Tóquio 2020/21. O garanhão westfalen é de sua propriedade e criação de Tina Ludwichowski.
O Brasil tem direito a uma vaga no individual, depois de perder (de novo) a oportunidade de levar uma equipe por não conseguiu entregar o certificado de capacidade para confirmar a cota do time.
O processo seletivo começou em janeiro e segue até junho. “Sim, o Feel Good é o cavalo que eu pretendo levar”, confirmou a este noticiário, em fevereiro. “Ele vem representando o Brasil super bem, merece estar representando o Brasil [em Paris] por ter feito os melhores resultados no Pan-Americano e recordes para o Brasil. No GP especial e freestyle, ele tem os recordes do Brasil e o Escorial tem no grande prêmio — uma prova em Jerez de la Frontera quando ele fez 74%”, acrescentou Oliva.
Foto: Rui Pedro Godinho



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