Faltando 1,5 ano para o Campeonato Mundial de Adestramento, a Confederação Brasileira de Hipismo divulgou como será o processo observatório para a escolha da equipe que representará o Brasil em Aachen, na Alemanha, em agosto de 2026. Como premissa, a CBH estipulou que todos os conjuntos que obtiverem os requisitos mínimos de elegibilidade (MER, na sigla em inglês) poderão participar do processo seletivo. Como já divulgado por Adestramento Brasil, para o Mundial, o MER será de 66%, portanto, abaixo dos 67% exigidos para os Jogos Olímpicos de Paris 2024.
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A CBH estipulou que observará apenas resultados obtidos em competições internacionais de níveis três estrelas ou mais (CDIs 3* ou superior) e desde que o conjunto participe de todas as provas do CDI em questão. No entanto, apenas o resultado da prova de grande prêmio contará para o processo seletivo.
Serão selecionados os conjuntos que obtiverem os maiores porcentuais — resultados isolados por CDI — no período 1º de janeiro de 2025 até a data anterior às nominativas 2026. Ou seja, é obrigatório participar de todas as provas do evento CDI 3* ou superior, mas a nota final do GP que valerá.
Vagas — A CBH selecionará conjuntos para cinco vagas da equipe brasileira, sendo quatro titulares e uma reserva. Sobre as quatro vagas titulares, a confederação apontará ou três titulares por meio do critério objetivo e uma vaga em critério subjetivo, desde que tenham sido cumpridos os pré-requisitos definidos na regra, ou quatro vagas titulares para os quatro mais bem classificados segundo a regra. A vaga reserva será do conjunto que apresentar o quinto melhor resultado.
Não havendo um mínimo de três conjuntos aptos a constituir a equipe do Brasil, até dois conjuntos individuais poderão representar o Brasil no Campeonato Mundial de Aachen 2026.
É preciso que os atletas interessados em participar do processo manifestem o interesse preferencialmente até 10 de março de 2025 por meio de e-mail e eles devem manter a CBH informada do local de estabulagem do cavalo.
A CBH arcará com as despesas de transporte e estadias durante o Campeonato Mundial dos animais, atletas e um tratador por animal.
Exames e doping — Os animais considerados para ocupar uma vaga na equipe do Brasil estão sujeitos a validação pelo veterinário designado pela CBH.
A CBH também alerta que poderão ser coletadas amostras para exame de antidopagem de cavalo e atleta a qualquer momento do processo observatório. “A recusa ou não comparecimento em coletas quando solicitados pela CBH, COB e COI incorre na exclusão imediata do conjunto do processo de seleção”, diz o texto.
Além disso, os animais participantes do processo poderão ser, a qualquer momento, submetidos a exames complementares, conforme protocolo emitido pelo departamento veterinário da CBH. Da mesma forma, poderão, a qualquer momento do processo seletivo, ser avaliados fisicamente pelo veterinário designado pela CBH.
Casos positivos de doping estarão automaticamente eliminados do processo de observação. E a convocação de um atleta que esteja sob cartão amarelo da Federação Equestre Internacional (FEI yellow card) ou quaisquer outras penalidades disciplinares estarão sujeitas à autorização da presidência da CBH.
MER — Os requisitos mínimos de elegibilidade (MERs) para os conjuntos estarem aptos a disputar o Campeonato Mundial de Adestramento da Federação Equestre Internacional em 2026 será de 66%.
Para se qualificar para participar, atletas e cavalos devem ter alcançado (como conjunto) resultado de pelo menos 66% atribuído pelo júri de campo (nota final) como também por dois juízes internacionais distintos e de nível 4 (FEI L4/5*) de nacionalidades diferentes da do cavaleiro em provas de grande prêmio em dois eventos distintos (CDI3/CDI4/CDI5/CDI-W ou CDIO3/CDIO4/CDIO5), de 1º de janeiro de 2025 até a data das inscrições nomeadas.
A regra está alinhada com o que fora exigido para o Mundial de Herning, na Dinamarca, em 2022, quando os conjuntos também tiveram de alcançar 66% como nota final e com dois juízes FEI L4/5*.



13 respostas para ‘Seleção para Aachen 26: vale nota do GP, mas conjuntos devem disputar todas as reprises dos CDIs’