Paraequestre terá campeonato paulista com quatro etapas

Conforme adiantado pelo Adestramento Brasil, a Federação Paulista de Hipismo (FPH) realizará um campeonato estadual de adestramento paraequestre neste ano. No calendário, constam quatro etapas, a serem realizadas junto com provas da Copa CHSA e do Ranking da SHP. Em entrevista, no ano passado, o diretor de paraequestre da FPH, Syllas Jadach, havia revelado o objetivo da FPH em fomentar o paraequestre no Estado.

O campeonato começa em 19 de maio com a realização da primeira etapa na Sociedade Hípica Paulista. Em 25 de agosto, ocorre a segunda etapa no Clube Hípico Santo Amaro, onde também será a terceira etapa, no dia 20 de outubro. A final está marcada para 24 de novembro na SHP.

Em 2017, depois de quase sete anos sem provas em São Paulo, cinco conjuntos participaram de uma competição realizada junto com etapa do Ranking da SHP, em em 5 de agosto na SHP — veja os resultados.

>>> Confira o calendário atualizado, com programa, ordem de entrada e resultados

Para o campeonato paraequestre, os atletas têm de ter a classificação do grau realizada por oficial FEI (leia mais abaixo) e o conjunto deve estar registrado na FPH. A inscrição para cada etapa deverá ser realizada no mínimo dois dias antes da prova. De acordo com o regulamento, esta necessidade se dá em razão de consultas aos perfis dos atletas e ajudas permitidas. No campeonato podem disputar concorrentes do grau 1 ao 5.

O conjunto federado também concorre ao Troféu Eficiência nos mesmos graus em que compete nas provas estaduais. Será vencedor o conjunto que obtiver a maior pontuação, sem descartes, conforme tabela abaixo. Para o Troféu Eficiência, as provas dos Campeonatos Paulista e Brasileiro têm coeficiente 2 e as demais, coeficiente 1. É obrigatória a participação em pelo menos metade (50%) das provas do Campeonato Paulista para concorrer ao Troféu Eficiência.

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Entenda o paraequestre
O adestramento paraequestre é igual ao adestramento regular. A única diferença é que os cavaleiros e amazonas têm lesões físicas e passam por avaliações para serem classificados segundo o grau das deficiências. Assim explicou Gabriele Brigitte Walter, classificadora oficial da Federação Equestre Internacional (FEI), ao Adestramento Brasil o funcionamento da modalidade que, ao longo dos anos, conferiu ao Brasil várias medalhas paralímpicas e de outras competições.

“A divisão é por perfil funcional para ficar mais justo”, explicou Gabriele Walter. Nas provas paraequestres, os atletas são divididos em cinco classes — Grau I , Grau II, Grau III, Grau IV e Grau V —, de acordo com os tipos de deficiência. A avaliação para identificar a qual grupo cada pessoa pertence é feita por um profissional habilitado e oficial da Federação Equestre Internacional. No Brasil, cabe à Walter esta tarefa.

 

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