FPH terá campeonato paulista paraequestre e mira disputa do brasileiro

A Federação Paulista de Hipismo (FPH) planeja a realização de um campeonato paulista paraequestre em 2018 e também enviar uma representação do Estado para o campeonato brasileiro, contou o diretor de paraequestre da FPH, Syllas Jadach, em entrevista exclusiva ao Adestramento Brasil. Jadach também é coordenador de equoterapia do regimento de polícia montada 9 de julho e juiz estadual de adestramento clássico.

Adestramento Brasil: Quais são os planos da FPH para 2018?
Syllas Jadach: Pensamos em fazer o campeonato paulista prevendo várias etapas e também queremos enviar representação de São Paulo para o campeonato brasileiro que será em março em Brasília.

Como está a preparação dos atletas paulistas para o brasileiro?
Hoje, eu vejo que existem condições de termos atletas da FPH competindo em Brasília, mas não vejo muitas chances de formar equipe. É necessário ter três atletas. Os atletas de Brasília treinam há bastante tempo. Mas o caminho é este: organizar provas e eventos.

Como será o campeonato paulista?
Vamos ter o campeonato. Isto é certo. Devem constar, pelo menos, quatro etapas, sendo que uma das etapas será dentro do Paulistão, que é de salto. A ideia é colocar dentro do paulistão uma etapa do paraequestre.

O que você destaca de feitos em 2017?
Fizemos a tradução das reprises de novato para facilitar o ingresso dos atletas e vamos deixá-las disponíveis nos próximos dias. Também vamos traduzir as reprises do campeonato individual e por equipe. Outro esforço que iniciamos neste ano foi a formação de juízes e comissários. Tivemos, no segundo semestre, uma palestra com a Gabriele [Brigitte Walter, classificadora oficial da Federação Equestre Internacional (FEI)], uma prova isolada junto com uma etapa do ranking da SHP e a clínica de Limeira.

Há carência de juízes?
Sim, existe hoje em SP uma carência de juízes. Temos apenas a Claudia Mesquita que julga paraequestre. Formar mais juízes é uma necessidade, principalmente, tendo quatro etapas no ano que vem vamos precisar de mais juízes. O juiz tem de ser do adestramento clássico e fazer um curso de julgar o paraequestre.

Como foi a clínica?
Foi bem legal. Foi na Hípica de Limeira e participaram 11 pessoas montadas e três como ouvintes, inclusive uma com deficiência que pretende entrar no paraequestre. Abordei como é dada a nota para o atleta na reprise e falei especificamente das figuras: círculos, serpentinas, espádua adentro, além do papel do atleta de fazer bons exercícios e figuras bem desenhadas.

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Como é dada a nota?
A primeira parte é igual a do adestramento clássico, com notas atribuídas a figuras, ideias diretivas e notas com peso 2. A segunda parte da reprise, que na clássica é graus de conjunto, entra o que chamamos de sentimento equestre, porque não se pode julgar a posição do corpo devido à deficiência. Não tem o julgamento da postura, mas tem como julgar a precisão e a acuidade dos movimentos. Às vezes, os atletas não se dão conta de que poderiam ter notas maiores, se fizessem os cantos, se preparassem bem para o alto, porque são critérios bem importantes.

Quais são as reprises hoje?
Pela FEI temos as reprises de novatos de graus 1 a 5; campeonato individual graus 1 a 5; campeonato por equipe graus 1 a 5 e a estilo livre. Esta graduação das reprises no clássico não existe no adestramento. No grau 1, é sempre ao passo e no grau 5 já tem todas as andaduras, apoio, mudança de pé no ar.

Foto: arquivo pessoal

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