Adiada 2ª etapa do Paulista de Paraequestre

A segunda etapa do Campeonato Paulista de Adestramento Paraequestre, que seria realizada junto com a 4ª etapa da Copa Santo Amaro de Adestramento, válida como 8ª etapa do Campeonato Paulista de Adestramento (CPA), será adiada.

O diretor de paraequestre da FPH, Syllas Jadach, explicou que uma juíza de paraequestre não poderá comparecer, obrigando a organização a adiar a etapa. A terceira e a quarta etapas estão confirmadas, segundo Jadach. Ele assegurou também que não haverá mudanças no regulamento do campeonato.

“Não teremos a etapa no CHSA dia 26/08, mas a segunda etapa terá nova data para contarmos com quatro etapas”, disse. Assim que sair a nova data, Adestramento Brasil informará ao público.

Na primeira etapa, quatro conjuntos participaram. Presente à disputa, o juiz FEI Arnaldo Conde Filho destacou que a iniciativa da federação é muito importante para o esporte. “Vivemos um momento de transição. Ao mesmo tempo em que o Brasil tem um campeão do mundo e quatro medalhas olímpicas no adestramento paraequestre, nós temos uma potência, que é São Paulo, retomando o trabalho agora. O adestramento paraequestre no Brasil começou por São Paulo, por meio da doutora Gabriele [Brigitte Walter]”, ressaltou.

Para Conde Filho é necessário fazer um trabalho de fomento à base para que mais pessoas tenham mais possibilidade de começar o esporte. “O campeonato serve de incentivo para as pessoas retomarem o paraequestre”, completou.

Ao avaliar a realização de um campeonato paulista, Gabriele Brigitte Walter disse acreditar que ele pode incentivar bastante a entrada de mais atletas no paraequestre. “Os cavaleiros estão começando a se interessar pelo adestramento de novo. Já passaram por mim,para fazer a classificação um total de em torno de 50 cavaleiros, que se acomodaram por falta de provas. Mas tendo campeonatos vamos conseguir chamar eles de volta”, apontou.

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Entenda o campeonato
No calendário, constam quatro etapas do paulista, a serem realizadas junto com provas da Copa CHSA e do Ranking da SHP. Em entrevista, no ano passado, Syllas Jadach havia revelado o objetivo da FPH em fomentar o paraequestre no Estado. O campeonato começou em 19 de maio com a realização da primeira etapa na Sociedade Hípica Paulista. Em 25 de agosto, ocorre a segunda etapa no Clube Hípico Santo Amaro, onde também será a terceira etapa, no dia 20 de outubro. A final está marcada para 24 de novembro na SHP.

Para o campeonato paraequestre, os atletas têm de ter a classificação do grau realizada por oficial FEI (leia mais abaixo) e o conjunto deve estar registrado na FPH. A inscrição para cada etapa deverá ser realizada no mínimo dois dias antes da prova. De acordo com o regulamento, esta necessidade se dá em razão de consultas aos perfis dos atletas e ajudas permitidas. No campeonato podem disputar concorrentes do grau 1 ao 5.

>>> Confira o calendário atualizado, com programa, ordem de entrada e resultados

O conjunto federado também concorre ao Troféu Eficiência nos mesmos graus em que compete nas provas estaduais. Será vencedor o conjunto que obtiver a maior pontuação, sem descartes, conforme tabela abaixo. Para o Troféu Eficiência, as provas dos Campeonatos Paulista e Brasileiro têm coeficiente 2 e as demais, coeficiente 1. É obrigatória a participação em pelo menos metade (50%) das provas do Campeonato Paulista para concorrer ao Troféu Eficiência.

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Entenda o paraequestre
O adestramento paraequestre é igual ao adestramento regular. A única diferença é que os cavaleiros e amazonas têm lesões físicas e passam por avaliações para serem classificados segundo o grau das deficiências. Assim explicou Gabriele Brigitte Walter, classificadora oficial da Federação Equestre Internacional (FEI), ao Adestramento Brasil o funcionamento da modalidade que, ao longo dos anos, conferiu ao Brasil várias medalhas paralímpicas e de outras competições.

“A divisão é por perfil funcional para ficar mais justo”, explicou Gabriele Walter. Nas provas paraequestres, os atletas são divididos em cinco classes — Grau I , Grau II, Grau III, Grau IV e Grau V —, de acordo com os tipos de deficiência. A avaliação para identificar a qual grupo cada pessoa pertence é feita por um profissional habilitado e oficial da Federação Equestre Internacional. No Brasil, cabe à Walter esta tarefa.

Fotos: Thais Cerioni/Adestramento Brasil

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