Murilo Machado registra terceiro índice e sonha em voltar a Aachen; desta vez, como cavaleiro

O pódio de big tour não sofreu alterações entre as provas de grande prêmio e GP especial no concurso internacional (CDI 3*) no Centro Hípico de Tatuí entre os dias 23 e 26 de abril. Além de ganhar em ambos os dias, Murilo Augusto Machado registrou mais um índice com Jorge VO para o Campeonato Mundial de Adestramento em Aachen, corroborando o MER já conquistado pelo conjunto.

Por Portugal, Cesar Marques ficou em segundo lugar com Nagoh CAP OA, registrou notas acima de 66%, tanto final como com dois juízes FEI L4, mas um deles é português, o que inviabilizou o índice. Os representantes do Rancho Cariama, Adriano Soares com Jogador do Drosa e Fábio Rogério Lombardo Júnior com Mágico Interagro, ficaram em terceiro e quarto, respectivamente.



O júri de campo foi presidido pela diretora de adestramento da Confederação Brasileira de hipismo, Claudia Moreira de Mesquita, e contou com dois juízes de nível máximo — Carlos Lopes (FEI L4 por Portugal) e Jean-Michel Roudier (FEI L4 pela França) — e três de nível três: Marian E. Cunningham, pelo Peru, e Max Piraino Lyon, pelo Chile, além da brasileira.

“Estou muito feliz em ter conseguido mais um índice. Meu maior objetivo é ir para o Mundial, que foi o meu interesse desde sempre e espero poder ser escolhido para representar o meu País”, afirmou. Isso porque participar do Mundial teria um significado especial para Murilo, que registrou 67,217% no GP e 66,851% no GPS.

“É meu maior sonho, porque, quando eu entrei no Ilha Verde, uma das primeiras viagens que eu fiz foi para Aachen como tratador do João [Oliva], com o pai do Jorge, o Xamã. O Jorge foi o primeiro cavalo que eu domei. Então, poder ter a oportunidade de voltar para Aachen, mas como cavaleiro, com o filho do Xamã e tendo o João como parceiro é o meu maior sonho, meu maior objetivo”, contou.

Falando sobre as provas do CDI 3* de Tatuí, o cavaleiro da Coudelaria Ilha Verde disse que segue realizando trabalhos na mesma linha que vem fazendo e dando resultados, focando, principalmente, nos detalhes da prova.

“O GP tem diversos exercícios que a gente acaba desperdiçando nota. Como eu sei que eu tenho um cavalo limitado em muitos exercícios, eu tentei focar nos detalhes, fazer um bom alto, ter uma boa posição, mostrar para os juízes uma montaria agradável e fácil. E eu acho que tudo isso repercutiu na nota, porque, ao avaliar a súmula, vi que eu tinha vários 7,5 e até 8 no alto, na posição de assento do cavaleiro, nas mudanças. Então, tudo que o cavalo faz bem, eu tentei caprichar para que nas outras coisas que o cavalo não faz tão bem pudesse manter o padrão e, no final, dar uma somatória que nos alcançou índices”, refletiu.

Cesar Marques e Nagoh alcançaram 66,435% no geral, sendo 67,283% com Carlos Lopes e 67,174% com Jean-Michel Roudier. No entanto, o conjunto não registrou seu primeiro índice para compor o MER de Aachen 26, porque a regra exige resultado de pelo menos 66% atribuído pelo júri de campo (nota final) como também por dois juízes internacionais distintos e de nível 4 (FEI L4/5*) de nacionalidades diferentes da do cavaleiro. Lopes é também português.

Pelo Brasil, Adriano Soares e seu Jogador do Drosa fizeram 62,348% no GP e 63,638% no GP especial. Seu companheiro de equipe, Juninho com Mágico Interagro no segundo big tour em internacional do conjunto fecharam com 60,630% no GP e 62,404% no GPS.

“O Mágico foi muito bem, mas ele sentiu um pouco o calor e a diferença da claridade. O processo para o big tour está evoluindo. Fizemos as reprises pela segunda vez e tivemos problemas nas mudanças aproximadas — o que já está sendo corrigido no dia a dia”, refletiu Fábio Lombardo Júnior.

Foto: divulgação CBH / crédito: Carola May

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