As regras de adestramento da Federação Equestre Internacional (FEI) estão passando por uma revisão completa em 2026. Durante o FEI Sports Forum, em março, o diretor da disciplina, Ronan Murphy, apontou 30 recomendações iniciais propostas pelo grupo de trabalho (GT) de planejamento de ação estratégica de adestramento da FEI (DSAPWG, na sigla em inglês). Destas, 18 não exigem alteração nas regras e já foram concluídas ou estão em andamento, enquanto 12 recomendações exigem alteração; 12 foram incluídas na alteração parcial das regras da disciplina no ano passado e entraram em vigor em 1º de janeiro de 2026, incluindo, a opção de usar bridão até o CDI 3*. As demais fazem parte do atual período de consulta pública.
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As recomendações do DSAPWG abrangeram seis áreas estratégicas principais: julgamento e avaliação (12 recomendações); saúde e bem-estar do cavalo (6); arreios e equipamentos (3); área de aquecimento e comissários (3); comunicação, promoção e envolvimento (4); e educação (2).
As principais propostas de alteração de regras incluem:
- Ampliação da categoria de idade para crianças, que será abordada no Regulamento Geral da FEI e, portanto, será discutida olhando para todas as disciplinas da FEI;
- Revisão e atualização das provas de adestramento da FEI em todos os níveis, que foi feita pela última vez em 2015. Isso não requer uma alteração de regra;
- O uso de um sorteio comum para o grande prêmio no nível CDI, eliminando a opção de usar o Ranking de Adestramento;
- Publicação dos comentários dos juízes sobre as provas;
- Alterações no Artigo 411.3 para esclarecer a definição da área ao redor da pista (conforme a nova Regra introduzida no ano passado);
- Aumento da idade mínima dos cavalos que competem em provas sênior no nível CDI 2* e acima, de oito para nove anos, e algumas estatísticas sobre cavalos de oito anos que participam nesse nível;
- Revisão do uso de freio-bridão nos CDI 4* e 5* e em Campeonatos. Como parte disso, a FEI está atualmente avaliando dados sobre provas de GP realizadas com bridões simples em CDIs 3* desde o início deste ano;
- O papel da FEI na nomeação de oficiais, na avaliação deles e na transparência em relação a conflitos de interesse.
Confira a apresentação completa.
Após contribuições de Federações Nacionais e partes interessadas sobre o Artigo 424 referente a penalidades e eliminação, o Conselho da FEI aprovou a criação de um grupo de trabalho (cujo nome final vai ser confirmado) para revisar as diversas propostas de regras relacionadas à condição do cavalo (bem-estar animal, maus-tratos a cavalos etc.) com o objetivo de encontrar um consenso multidisciplinar.
O cronograma proposto, os termos de referência e a composição do GT serão submetidos ao Conselho para aprovação em sua reunião presencial agendada para 30 de junho a 1º de julho de 2026.

O Programa de Monitoramento de Juízes de Adestramento da FEI também foi apresentado. O programa foi concebido para avaliar e capacitar juízes da FEI, auxiliar na seleção de juízes para os principais eventos, fornecer feedback sobre os julgamentos a todas as partes interessadas e monitorar possíveis vieses e erros de julgamento recorrentes.
Na sessão de perguntas e respostas, foram abordados tópicos como a inclusão de trote estendido com rédea longa nas provas — algo que foi testado recentemente em Warendorf (Alemanha, a inclusão de movimento com os cavalos passando de um alto grau de reunião para uma postura mais relaxada e retornando ao alto grau de reunião, com o cavaleiro em trote sentado ou levantado.
Houve bastante apoio ao uso de inteligência artificial no aspecto técnico da avaliação. O GT já consultou um analista de dados que trabalha com outros esportes olímpicos de avaliação subjetiva.
O grupo de trabalho também está atualizando o Manual de Adestramento e as Diretrizes de Julgamento de Adestramento, que serão publicados online em 1º de janeiro de 2027.
Os participantes apresentaram pontos sobre a possível reintrodução de notas adicionais de reunião, que serão discutidos como parte do processo completo de revisão das regras. O diretor de adestramento comentou a introdução do novo sistema de grau de dificuldade introduzido após a final da Copa do Mundo.
O GT também propôs que todos os treinadores de adestramento que participam de um evento da FEI sejam registrados na FEI e, espelhando as discussões durante a sessão para jovens, ficou acordado que os jovens atletas também deveriam ser registrados.

