Cinco conjuntos representando o Brasil competiram no concurso internacional de Alter do Chão, em Portugal, no último fim de semana (2 e 3 de maio). João Victor Marcari Oliva apresentou-se com Feel Good VO para mais um MER para o Campeonato Mundial de Adestramento e Nuno Chaves de Almeida com Lizarran no CDI 4, enquanto Renderson Silva de Oliveira estreou Jota Campline no CDI 3*, ao lado dos compatriotas Manuel Tavares de Almeida Neto com Hermes e Nuno Chaves que garantiu mais um índice com Noga para Aachen 26.
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Depois de garantir MER com Noga em abril, Nuno Chaves de Almeida voltou a competir com o lusitano em Alter do Chão para mais índice. O conjunto ficou em terceiro lugar no grande prêmio ao pontuar 67,804% de nota final — com destaque para 70,543% de Carlos Lopes e 68,152% de Clive Halsal (FEI L4 pela Grã-Bretanha).
No dia seguinte, os 66,064% colocaram o conjunto na quinta posição. “Foi uma ótima prova e estão cada vez mais sólidos como dupla. No GPS, os juízes estavam em geral mais exigentes. Fizeram um ou dois erros em coeficientes 2, mas, definitivamente, estão em progressão e no caminho certo”, comentou a Coudelaria Félix da Costa a este noticiário sobre a terceira participação de Nuno e Noga em CDIs.
Também garantiu mais um índice, reforçando a consistência do conjunto, João Oliva e Feel Good. Disputando no internacional quatro estrelas, os medalhas de prata do Pan-Americano de Santiago registraram 68,044% de nota final no grande prêmio, sendo 70,109% com a juíza internacional nível quatro Elisabeth Max-Theurer. No GP especial, Oliva e Feel Good subiram a nota para 69,255%, ficando em segundo lugar no geral — com seis competidores.
No CDI 4*, Nuno Chaves quase alcançou o marco de 66% no GP com Lizarran. Eles tiveram nota final de 65,087%, pesando para baixo os 61,304% de Elisabeth Max-Theurer (FEI L4 pela Áustria) — todos os demais pontuaram a dupla acima dos 65%. No GPS, a nota aumentou para 66,191% levando o conjunto à terceira colocação.
Ao Adestramento Brasil, Renderson Oliveira contou estar muito contente com a evolução do Jota. “Foi nosso primeiro internacional e é um sentimento extraordinário no grande prêmio. Ficamos muito perto do MER, voltamos pra casa consciente dos detalhes que precisamos melhorar com a visão dos juízes internacionais!”, relatou o cavaleiro que monta o lusitano desde agosto do ano passado.
No CDI 3*, a dupla fechou com nota final de 64,957% no GP, sendo 66,848% com Kurt Christensen (FEI L4 pela Dinamarca) terminando em nono, e 59,660% no GPS, 11º lugar.
Manuel Tavares de Almeida e Hermes não conseguiram completar o MER, após de garantir um dos dois índices necessários no CDI 3* de Golegã (17 a 19 de abril). O conjunto fez 63,652% no GP (11ª posição) e 64,787% no GPS (9º lugar).
O CDI 4* teve oito concorrentes no GP e CDI 3, 11 no GP. José Antonio Garcia Mena, pela Espanha, venceu o GP no CDI 3 montando Lagotek com 67,913%, enquanto Jeannette Jenny, por Portugal, ganhou o GPS com Jairo d’Além para 68,340%. Mena também venceu o CDI 4*, mas com Jumeax e 69,195%. No GPS do quatro estrelas, Claudio Castilla Ruiz ganhou com Jota das Figueiras (69,958%).
O júri de campo das provas foi presidido por Elisabeth Max-Theurer (FEI L4 pela Áustria), tendo como membros Maria Colliander (FEI L4 pela Finlândia), Clive Halsal (FEI L4 pela Grã-Bretanha), Carlos Lopes (FEI L4 por Portugal), Miguel Gonçalves (FEI L2 por Portugal), Kurt Christensen (FEI L4 pela Dinamarca) e Juan Carlos Campos Escribano (FEL L3 pela Espanha).
Adestramento Brasil tem um resumo de como está a disputa por MERs – confira a planilha
Como está a disputa
O Brasil segue com quatro conjuntos habilitados para competir no Mundial: João Victor Marcari Oliva com Feel Good VO; Nuno Chaves de Almeida com Lizarran e com Noga; e Murilo Augusto com Jorge VO, dupla que fez seu terceiro índice no CDI 3* de Tatuí.
Para Aachen 26, os requisitos mínimos de elegibilidade (MER) exigem que o conjunto obtenha em, pelo menos dois CDI 3* ou superior, nota de 66% atribuído pelo júri de campo (nota final) e também por dois juízes internacionais distintos, de nível 4 (FEI L4/5*) e de nacionalidades diferentes do cavaleiro em provas de grande prêmio. Os dois eventos devem ser entre 1º de janeiro de 2025 até a data das inscrições nominais em 6 de julho.
Dentro do processo observatório para a escolha dos conjuntos para representar o Brasil no Campeonato Mundial de Adestramento, a CBH observará apenas resultados obtidos em competições internacionais de níveis três estrelas ou mais (CDIs 3* ou superior) e desde que o conjunto participe de todas as provas do CDI em questão, além de obter os requisitos mínimos de elegibilidade (MER, na sigla em inglês).
Serão selecionados os conjuntos que obtiverem os maiores porcentuais — resultados isolados por CDI — no período 1º de janeiro de 2025 até a data anterior às inscrições nominativas em 2026. Ou seja, é obrigatório participar de todas as provas do evento CDI 3* ou superior, mas a nota final do GP que valerá.
- Seleção para Aachen 26: vale nota do GP, mas conjuntos devem disputar todas as reprises dos CDIs
- Documento do processo seletivo da CBH
- Matéria completa do MER para Aachen 26
- Regra FEI para MER Aachen 26
- Página oficial FEI – Aachen 26
Foto: montagem em cima de imagens do Instagram

