Manuel Almeida faz 67,304% e obtém primeira nota para MER

O medalha de prata por equipe nos Jogos Pan-Americanos de Santiago 2023 Manuel Tavares de Almeida registrou o primeiro dos dois necessários índices para compor os requisitos mínimos de elegibilidade (MER) para o Campeonato Mundial de Adestramento. No último fim de semana, no CDI 3* de Golegã (17 a 19 de abril), o brasileiro montou Hermes para 67,304% de nota final e acima de 66% com todos os juízes do júri de campo na prova de grande prêmio.



Com o resultado, Manu terminou na segunda colocação na prova de GP que contou com 12 concorrentes. No dia seguinte, no GP especial, o conjunto da Coudelaria Rocas do Vouga somou 65,553%, fechando a participação em Golegã em quarto no GPS que teve nove concorrentes.

Hermes é um lusitano nascido em 2012. Ele já foi montaria dos irmãos de Manuel, Pedro e Luiza, que competiram em CDIs no ano de 2023. O primeiro internacional na sela de Manuel Almeida foi em Beloura em um três estrelas, quando a dupla fez 62,152% no GP. Desde então, o conjunto vem melhorando o desempenho. Em março, em Jejer de la Frontera, a nota do GP subiu para 64,870%. Em Abrantes, também em CDI 3*, mantiveram o porcentual, fechando com 64,674%, mas saltaram para 67,170% no GPS do mesmo CDI.

O Brasil conta com quatro conjuntos habilitados para competir no Mundial: João Victor Marcari Oliva com Feel Good VO; Nuno Chaves de Almeida com Lizarran e com Noga; e Murilo Augusto com Jorge VO.

Para Aachen 26, os requisitos mínimos de elegibilidade (MER) exigem que o conjunto obtenha em, pelo menos dois CDI 3* ou superior, nota de 66% atribuído pelo júri de campo (nota final) e também por dois juízes internacionais distintos, de nível 4 (FEI L4/5*) e de nacionalidades diferentes do cavaleiro em provas de grande prêmio. Os dois eventos devem ser entre 1º de janeiro de 2025 até a data das inscrições nominais em 6 de julho.

Dentro do processo observatório para a escolha dos conjuntos para representar o Brasil no Campeonato Mundial de Adestramento, a CBH observará apenas resultados obtidos em competições internacionais de níveis três estrelas ou mais (CDIs 3* ou superior) e desde que o conjunto participe de todas as provas do CDI em questão, além de obter os requisitos mínimos de elegibilidade (MER, na sigla em inglês).

Serão selecionados os conjuntos que obtiverem os maiores porcentuais — resultados isolados por CDI — no período 1º de janeiro de 2025 até a data anterior às inscrições nominativas em 2026. Ou seja, é obrigatório participar de todas as provas do evento CDI 3* ou superior, mas a nota final do GP que valerá.

Foto: CBH – Photohorse

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