Piroplasmose tem cura? Saiba tudo sobre esta doença que acomete a maioria dos cavalos no Brasil

A piroplasmose é uma doença transmitida por carrapatos que acomete as células vermelhas de equinos, causando principalmente anemia. Em entrevista ao vivo transmitida no canal do YouTube de Adestramento Brasil, Neimar Roncati, médico veterinário formado pela Universidade de São Paulo em 1991, com mestrado e doutorado na área de clínica médica de equinos pela mesma universidade, explicou como se dá a transmissão, abordou as implicações de exportação e viagens internacionais para cavalos com piro positiva, bem como falou acerca dos tratamentos mais eficazes nos cavalos e sobre o que fazer para que os haras fiquem livres de carrapatos.

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Há vários anos, a doença era chamada de nutaliose, mas hoje o termo correto é babesiose, sendo piroplasmose um nome “guarda-chuva” para designar os vários tipos de babesia e theileria, explicou Roncati que, entre outras atribuições, é coordenador do curso de Medicina Veterinária da Universidade Anhembi Morumbi desde 2003, ex-presidente e representante do Conselho Técnico do Stud Book da Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Puro Sangue Lusitano (ABPSL) e juiz internacional do Puro Sangue Lusitano desde 2005.

Em linhas gerais, o carrapato, quando morde um animal que tenha o protozoário em seu sangue, ele suga o sangue e pode transmitir a doença para outro cavalo ao mordê-lo. “O protozoário, quando entra no organismo do equino, ele vai parasitar as hemácias, que são as células vermelhas do sangue, e começa a fazer um ciclo de multiplicação ali”, explicou Roncati, acrescentando que isto leva à anemia, fazendo o cavalo perder rendimento, ficar fraco, perde apetite, inchar os membros e, inclusive ter febre. “É uma doença bastante ruim para o cavalo, mas que não causa tanta mortalidade no Brasil, porque o País é endêmico e a maioria dos cavalos, uns 80% deles, já teve contato com esta doença, então, aqui eles têm certa resistência, não levando a obtido”, detalhou.

“O cavalo pode voltar a ter babesiose quantas vezes ele tiver contato com o protozoário ou ele estiver em uma condição de estresse e tiver o protozoário no organismo. Tem cura? Tem. Ou seja, eu consigo tratar o animal para ele não ter mais o protozoário, sim. E daí, se ele não tiver mais contato com carrapato, ele não terá mais a doença. Então, a gente consegue curar com tratamento bastante cuidadoso e daí o principal para evitar que ele tenha novas contaminações, logicamente, é a ausência do contato com o carrapato que é o vetor de transmissão”, disse.

No bate-papo, com ampla participação da audiência enviando perguntas, o veterinário falou sobre como se dá o tratamento, inclusive para zerar a piro em animais que objetivam a exportação; e que não existe imunidade, ou seja, ficando o cavalo suscetível a pegar várias vezes. Também falou sobre transmissão em competições, medicamentos mais eficazes, possibilidade de transmissão em competições, cuidados que se devem tomar, entre outros temas.

Assista à entrevista na íntegra:


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