CBA: Natacha Waddell e Lindinha Macedo comentam desempenho dos conjuntos da pista 2

Em uma temporada com provas suspensas devido às restrições impostas pelo governo na tentativa de conter a propagação da Covid-19, a quantidade de conjuntos disputando o Campeonato Brasileiro e a Taça Brasil de Adestramento foi um dos destaques apontados por juízes. Em entrevista ao Adestramento Brasil, Natacha Waddell e Lindinha Macedo, que julgaram as provas da pista 2, avaliaram o desempenho dos concorrentes.


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As juízas julgaram os três dias de competições da pista dois, que teve, na sexta, as séries elementar, média 2 e forte 1; no sábado, elementar, iniciante e preliminar; e, no domingo, iniciante e preliminar.

Para a Lindinha Macedo, como houve uma parada forçada nas provas neste ano, fica mais difícil avaliar o trabalho dos atletas, mas ela classificou as apresentações como positivas. “Naturalmente que sempre queremos mais, mas não podemos estipular paralelos do adestramento daqui com de fora do Brasil, mas a gente sempre quer mais. Acho que foi um nível satisfatório”, disse.

“O que me chamou a atenção é que foi um ano muito difícil com a pandemia, sem provas, então, os cavalos, naturalmente, não estavam naquele mesmo ritmo de treinamento. Me chamou a atenção o interesse dos Estados que comparecerem, das pessoas; foram muitos concorrentes e isso é muito positivo para o adestramento”, acrescentou.

Em uma análise mais detalhada, Natacha Waddell, juíza internacional FEI 4*, disse que, entre os iniciantes, teve conjuntos sendo muito bem apresentados e uns mais fracos com reais problemas de encurvatura, com cavalo encurvado para fora, o que tem de ser trabalhado pelos professores.

Na elementar, Waddell apontou que alguns minimirins foram muito bem, mas outros se apresentaram com cavalos bem acima da mão. “Eu sei que é difícil para um minimirim, porque eles são pequenos, mas tem de achar cavalos ou mais adestrados ou menores de tamanhos, porque tivemos pulguinhas em cima de cavalos gigantes e é muito complicado deixá-los na mão, enquanto a perna deles apenas ultrapassa a sela”, explicou.

Do lado dos amadores e profissionais em todas as séries, Waddell afirmou que teve de tudo: boas apresentações e outras bem medianas. Na preliminar, ela disse que alguns cavalos realmente se destacaram tanto no bom quanto mau sentido.

“Quando os cavalos estão nas categorias certas, tudo dá certo. Quando os cavalos estão sendo apresentados nas categorias erradas, está tudo errado, o que é extremamente injusto para o cavalo, e, quando um cavalo está sendo apresentado por um profissional, é injusto para o cavalo e para o proprietário”, apontou Waddell.

Questionada sobre qual seria uma nota de referência para orientar os atletas, Waddell explicou que, se obtiver um porcentual abaixo dos 60%, deve-se considerar o fato de que estar em uma série errada, acima da ideal. Entre 60% e 65%, o conjunto não tem nada de super brilhante e acima de 65% já se considera como “uma prova na qual o cavalo tem o lugar dele na prova contemplado”.

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