CDI 4*: Victor Ávila consegue índice para MER com Corsário IGS

Victor Trielli Ávila, montando Corsário IGS, registrou 67,022% de nota final e 67,717% com o juiz FEI L4/5* pela Dinamarca Leif Törnblad na prova de grande prêmio, nesta sexta-feira (08/12), no CDI 4* na Coudelaria Rocas do Vouga. Com isso, o conjunto, que foi reserva nos Jogos Pan-Americanos de Santiago, conseguiu um dos dois índices exigidos para compor os requisitos mínimos de elegibilidade (MER, na sigla em inglês). O Brasil ainda precisa de um conjunto com MER para assegurar a vaga, que ganhou com a medalha de prata no Chile, para competir por equipe nos Jogos Olímpicos de Paris 2024.


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Todos os países que conquistaram vaga para disputar por times na olimpíada devem apresentar até 31 de dezembro o certificado de capacidade (NOC certificate of capability). Nele, é exigido que a nação aponte que, pelo menos, três conjuntos diferentes (atletas distintos) alcançaram os requisitos mínimos (MER) durante o período que vai do Campeonato Mundial da FEI em Hering 2022 até 31 de dezembro de 2023.

Até o momento, o Brasil conta com apenas dois atletas com os requisitos mínimos. João Victor Marcari Oliva conseguiu MERs com dois cavalos — Escorial Campline e Feel Good VO — e Renderson Silva de Oliveira, com Fogoso Campline. Falta ainda um conjunto.

Para conquistar o MER, cada conjunto precisa pontuar o mínimo de 67% em prova de grande prêmio em, pelo menos dois concursos internacionais de três estrelas ou superior, tanto como nota final quanto com um juiz de nível quatro (FEI L4/5*) de nacionalidade diferente do atleta. Esses dois (ou mais) índices devem ser obtidos em provas de grande prêmio julgadas por quatro ou mais juízes.

CDI 4*
Pela primeira vez na história do adestramento brasileiro, o País sedia um concurso internacional de nível quatro estrelas (CDI 4*) e com premiação em espécie no total de 20 mil euros para os conjuntos de big tour. A competição na Coudelaria Rocas do Vouga teve três conjuntos competindo em grande prêmio e dez na reprise prêmio São Jorge em small tour.

Murilo Augusto Machado ficou em segundo no GP com Jorge V.O ao pontuar 66,870% — batendo na trave para o índice. Em terceiro, Ávilla fez 64,174% com Gabarito HI.

Na prêmio São Jorge, vitória para o espanhol José Antonio Garcia Mena que montou Hector do Vouga para 68,735%. Em segundo, ficou Adriano Salomão Paiva Soares com Jogador do Drosa e 68,647%. Terceiro posto foi para Joana Marie Sliwik e Intef Interagro com 68,088%, dupla que ganhou recentemente o Campeonato Paulista.

O CDI 4* tem a juíza brasileira FEI L3/4* Claudia Moreira de Mesquita como presidente do júri de campo, que tem como membros Ulrike Nivelle (FEI L4/5* pela Alemanha); Leif Tornblad (FEI L4/5* pela Dinamarca); Isabelle Judet (FEI L4/5* pela França); Natacha Waddell (FEI L3/4* pelo Brasil); Sandra Andrea Smith (FEI L3/4* pela Argentina) e Gotthilf Riexinger (FEI L4/5* pela Alemanha).

No sábado, serão realizadas as provas internacionais (GP especial e intermediária 1) e nacionais. Assista abaixo a transmissão das provas. O evento contou ainda com competições nacionais de cavalos novos e amadores. Confira os resultados online.

Na saga pelos MERs
Desde o começo do ano, o País sediou sete concursos internacionais, sendo cinco deles CDI 3* e um CDI 4* e, portanto, válidos para obtenção de MER. No entanto, até o CDI 4* do Rocas do Vouga, nenhum conjunto havia conseguido o mínimo de 67% em prova de grande prêmio, tanto na nota final como com juiz FEI L4/5*.

Uma das esperanças era obter índice nos Jogos Pan-Americanos, o que não ocorreu. Inclusive o Pan estava fora da lista de concursos aptos para obtenção de um dos índices necessários para compor os requisitos mínimos de elegibilidade (MER) e voltou à lista da FEI após questionamento de Adestramento Brasil.

Depois de quase cravar índice no Pan, Manuel Tavares de Almeida embarcou Rosa Belle para os Estados Unidos, onde competiu um CDI 3* em Ocala, Flórida. Mas lá o MER também não veio. Em paralelo, seu irmão gêmeo, Pedro, também competiu no exterior para buscar os índices e qualificar o Brasil por equipes.

Pedro Tavares de Almeida disputou com Hermes CDIs 3* em Kronenberg (Holanda) e em Troisdorf, onde também se apresentou com Hot Hit Old Campline, mas em ambos os casos os porcentuais finais não chegaram aos necessários 67%.

Caso o Brasil não tenha mais um conjunto com MER completo, ou seja, dois índices, estará fora de Paris 2024 na disputa por equipe e terá uma vaga para competir no individual, tal como ocorreu no ciclo olímpico passado com a diferença de que em 2019 o Brasil não realizou CDIs de níveis três ou mais estrelas.


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