O ano era 2020. Joana Marie Sliwik havia comprado o Intef Interagro em fevereiro e, logo depois, eclodiu a pandemia da Covid-19. O tempo sem provas uniu o conjunto nos treinos e o resultado veio logo no primeiro Campeonato Brasileiro da dupla, que ganhou média 2 amador. Nos anos seguintes, partiram para desafios maiores, mudando para categoria profissional e competindo na forte 1, em 2021, e subindo para a forte 2 em 2022. Foram dois anos em small tour até a alemã, que reside no Brasil, dar o salto que é um marco na carreira de qualquer cavaleiro: encarar o grande prêmio. “É incrível evoluir com o cavalo junto até este nível; passar por todos os altos e baixos”, destacou em entrevista em vídeo após sagrar-se campeã brasileira sênior top (big tour).
Esta cobertura conta com o patrocínio de Sasa Horses JE e Coudelaria Rocas do Vouga

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Neste ano, Joana Marie Sliwik fez provas de rankings e concursos nacionais com Intef Interagro como preparação para estrear em internacional no CDI 3* Rancho Cariama, em setembro, quando fez 65,022% no GP — porcentual que subiu para 67,326% no CDI 3* do CBA. A final do brasileiro foi a reprise GP estilo livre com música, com dois competidores: ela e Murilo Machado com Jorge VO. Última a entrar em pista, Joana marcou 69,185%, à frente dos 65,170% do conjunto da Coudelaria Ilha Verde, assegurando, assim, o título.
Em 2023, Joana e Intef bateram na trave no Campeonato Brasileiro sênior (small tour), ficando apenas 0,135 ponto porcentual atrás de Eduardo Alves de Lima na somatória final da forte 2. Foram vice no brasileiro e, meses depois, ganharam os dois dias de provas — pontuando 69,677% na São Jorge e 70,882% na intermediária 1 — para retornarem ao V.M. Dressage Stable como campeões paulista. A dupla fechou o ano com duas vitórias no CDI 4* na Coudelaria Rocas do Vouga (intermediária 1 e freestyle).
“Vão ter outros cavalos importantes, mas não como ele”, destacou Sliwik, ao falar da conexão que tem com Intef Interagro. Com relação às principais dificuldades em trabalhar o cavalo para subir de série, ela contou que foram as mudanças de pé, que “já eram difíceis na média 2 e seguiram difíceis na forte 1, em small tour e agora em big tour”. Ela conta que sua filosofia foi seguir a escala de treinamento para evoluir o cavalo corretamente. “A única série que fiz duas vezes foi small tour que foi muito importante para o cavalo; ele evoluiu bastante no segundo ano”, contou.
O Campeonato Brasileiro sênior top teve três concorrentes. No GP, Murilo Augusto Machado, montando Jorge V.O., pontuou 67,022% e o estreante Adriano Soares com Jogador do Drosa no GP fez 63,152%. Soares não competiu no GP estilo livre. Na somatória geral, Machado ficou com média de 66,096% e foi vice-campeão, atrás de Joana Sliwik com 68,256%.
Assista à entrevista na qual ela conta como treinou o Intef Interagro, quando se deu conta de que ele poderia ser seu cavalo de GP e também fala sobre representar o Brasil:
O júri de campo do CDI e do CBA de cavalos novos tem Claudia Moreira de Mesquita (FEI L3/4*, pelo Brasil) como presidente do júri, cujos membros são Henning Lehrmann (FEI L4/5*, pela Alemanha); Agnieszka Majewska (L3/4*, pela Polônia); Jean-Michel Roudier (FEI L4/5*, pela França) e Natacha Waddell (FEI L3/4*, pelo Brasil).


