Seletivas Santa Fé: Adestramento Brasil analisa como está a disputa

Com o término do terceiro concurso de adestramento internacional realizado no Brasil, há uma visão mais clara de como está a disputa para fazer parte da equipe nos Jogos Sul-Americanos de Santa Fé. Se, até o segundo CDI, Frederico Correa Mandrot liderava com Marajá da Sasa, as provas de small tour no último internacional na Sociedade Hípica Paulista, de 28 a 30 de maio, mudaram tudo. Apenas 1,235 ponto porcentual separam o quarto colocado do primeiro. 

Cinco conjuntos estão no páreo desde que as seletivas começaram: Frederico Correa Mandrot com Marajá da Sasa JE; Paulo Cesar dos Santos com Magnífico da Sasa JE; Cristiano Augusto Da Silva com  Beethoven; Eduardo Alves de Lima com Ornello V.O; e Jeferson Rodrigo Pereira (Cuta) com Mestre da Sasa JE. 

Pelas regras da seletiva para os Jogos Sul-Americanos Santa Fé 2026, a CBH disse que vai levar quatro titulares e um conjunto reserva para a Argentina. Para cada evento, será calculada a média dos porcentuais finais das reprises e vale a que o conjunto atingir a maior média. Os CDIs de maio e o de 9 a 12 de julho valem peso dois — o que aumenta a pressão nos conjuntos.

Os postulantes à vaga devem obrigatoriamente competir em, pelo menos, três dos quatro CDIs. Pode haver um descarte de CDI. Para efeito de seletiva vale apenas a maior média obtida pelo conjunto nas duas reprises de sua categoria.

Desempenho dos conjuntos

O primeiro CDI 1* do ano, em março, no Clube Hípico de Santo Amaro, foi o que rendeu mais notas para os conjuntos: Frederico Correa Mandrot lidera com Maraja da Sasa JE obteve média de 69,647; Paulo César dos Santos registrou média de 68,809 com Magnífico da Sasa JE. 

Contudo, ao considerar o peso dois do CDI 1* de maio na SHP, Cristiano Augusto passou à frente com Beethoven pontuando 68,029% na São Jorge, 67,500 na inter 1 e alcançando média de 135,529.

Apesar de ter ganhado a inter 1, Fred Mandrot e Marajá caíram para quarta colocação com média de 134,294 — à frente do Cuta com 131,176. Isso porque os 66,206% da PSJ pesou muito para baixo na nota do equitador que somou 68,088% na inter 1.

Contudo, os quatro primeiros colocados têm apenas 1,235 p.p. de diferença, fazendo a corrida pelo fraque verde oliva ainda mais acirrada. Segundo colocado, Duda de Lima tem 134,412, muito próximo ao PC com 134,324. 

Vale lembrar que conjuntos de big tour podem participar, mas não contabilizam 3 pontos porcentuais a mais. A Confederação Brasileira de Hipismo retirou a bonificação no processo de seleção para compor a equipe brasileira nos Jogos Sul-Americanos de Santa Fé 2026 depois que o regulamento do Odesur excluiu a adição de pontos de bonificação no manual técnico das disciplinas de equitação no Odesur deste ano – leia mais aqui.

Os postulantes à vaga devem obrigatoriamente competir em, pelo menos, três dos quatro CDIs. Por isso, Adestramento Brasil concentrou a análise nos conjuntos que participaram de todas as provas até o momento.

Fred Mandrot teve apenas duas notas finais abaixo dos 68%, o que coloca o conjunto entre os principais nomes para a seleção. Já Cristiano Augusto vem em uma crescente, assim como Duda, cuja primeira São Jorge rendeu 65,177% e agora fez 67,147%.

>>> continua

>>> Confira como está a seleção na planilha Adestramento Brasil

Os selecionados serão anunciados até 5 de agosto de 2026.

Certificado de Capacidade – MER
As federações equestres nacionais devem, até 13 de agosto de 2026, certificar por escrito à Federação Equestre Internacional e à Confederação Equestre Pan-Americana (PAEC, pela sigla em inglês) que cada conjunto (atleta/cavalo) possui Certificado de Capacidade (COC) válido para participar dos XIII Jogos Odesur Santa Fé Argentina 2026. Os Certificados de Capacidade podem ser obtidos de 1º de janeiro de 2025 a 13 de agosto de 2026.

Para os requisitos mínimos de elegibilidade (MER, na sigla em inglês), as federações nacionais (NFs) devem organizar, pelo menos, dois eventos CDI 1* / CDI 2* / CDI 3* ou concurso nacional entre 1 de janeiro de 2025 e 13 de agosto de 2026.

Os conjuntos de small tour devem obter com, ao menos, dois juízes FEI de nacionalidade diferente da do atleta uma média de 62% entre as provas prêmio São Jorge e intermediária 1. A título do Certificado de Capacidade (COC), o conjunto precisa alcançar o índice duas vezes, utilizando reprises São Jorge e intermediária 1 no mesmo evento. A média dos dois eventos fornecerá a pontuação final.

Em big tour, pelo menos dois juízes da FEI de nacionalidade diferente da do atleta devem estar presentes para julgar os eventos classificatórios podendo ser concursos nacionais ou internacionais a partir de CDI 2*. Os conjuntos precisam obter seu COC utilizando-se provas de grande prêmio. Os atletas precisam de uma pontuação média de 58%.

O COC precisa ser apresentado à FEI e ao PAEC até 13 de agosto de 2026.


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