A Confederação Brasileira de Hipismo retirou a bonificação de três pontos porcentuais para os conjuntos competindo em big tour no processo de seleção para compor a equipe brasileira nos Jogos Sul-Americanos de Santa Fé 2026. A medida decorre da exclusão da adição de pontos de bonificação no manual técnico das disciplinas de equitação no Odesur deste ano – leia mais aqui. Os selecionados serão anunciados até 5 de agosto de 2026.
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Em nota, a CBH detalhou que “fica suprimida a concessão do bônus de três pontos percentuais anteriormente divulgada nas provas de big tour. Ressalta-se que, todas as avaliações e classificações no âmbito do processo seletivo passarão a considerar exclusivamente os resultados técnicos obtidos, sem a aplicação do referido bônus. As demais diretrizes e critérios permanecem inalterados, salvo disposição em contrário a ser oportunamente comunicada”.
Podem participar conjuntos sêniores e valem os resultados obtidos em concursos internacionais de nível três estrelas ou superior, desde que o conjunto participe de todas as provas do CDI em questão entre 1º de janeiro de 2026 até a data imediatamente anterior às inscrições nominativas do evento, a ser definida pela Confederação Equestre Pan-Americana (Paec, pela sigla em inglês) e pela Federação Equestre Internacional (FEI).
Os esportes equestres dos Jogos Sul-Americanos de 2026 (também conhecidos como Odesur) serão de 12 a 26 de setembro em Rosário, na Argentina. Todos os postulantes a fazer parte do Time Brasil devem obter os requisitos mínimos de elegibilidade (MER).
>>> Confira como está a seleção na planilha Adestramento Brasil
Certificado de Capacidade – MER
As federações equestres nacionais devem, até 13 de agosto de 2026, certificar por escrito à Federação Equestre Internacional e à Confederação Equestre Pan-Americana (PAEC, pela sigla em inglês) que cada conjunto (atleta/cavalo) possui Certificado de Capacidade (COC) válido para participar dos XIII Jogos Odesur Santa Fé Argentina 2026. Os Certificados de Capacidade podem ser obtidos de 1º de janeiro de 2025 a 13 de agosto de 2026.
Para os requisitos mínimos de elegibilidade (MER, na sigla em inglês), as federações nacionais (NFs) devem organizar, pelo menos, dois eventos CDI 1* / CDI 2* / CDI 3* ou concurso nacional entre 1 de janeiro de 2025 e 13 de agosto de 2026.
Os conjuntos de small tour devem obter com, ao menos, dois juízes FEI de nacionalidade diferente da do atleta uma média de 62% entre as provas prêmio São Jorge e intermediária 1. A título do Certificado de Capacidade (COC), o conjunto precisa alcançar o índice duas vezes, utilizando reprises São Jorge e intermediária 1 no mesmo evento. A média dos dois eventos fornecerá a pontuação final.
Em big tour, pelo menos dois juízes da FEI de nacionalidade diferente da do atleta devem estar presentes para julgar os eventos classificatórios podendo ser concursos nacionais ou internacionais a partir de CDI 2*. Os conjuntos precisam obter seu COC utilizando-se provas de grande prêmio. Os atletas precisam de uma pontuação média de 58%.
O COC precisa ser apresentado à FEI e ao PAEC até 13 de agosto de 2026.
Critérios para seleção
No Brasil, há quatro CDIs previstos e válidos para as seletivas: de 26 a 29 de março de 2026; de 23 a 26 de abril de 2026; de 28 a 31 de maio de 2026; e de 30 de julho a 02 de agosto. Os postulantes à vaga devem obrigatoriamente competir em, pelo menos, três dos quatro CDIs. Os resultados obtidos em cada um dos internacionais têm pesos diferentes: os de março e abril valem peso 1 e os de maio e agosto serão peso dois e contarão com observação do treinador e chefe da equipe brasileira, Daniel Pinto.
A CBH estipulou ainda que pode haver um descarte de CDI. Para efeito de seletiva vale apenas a maior média obtida pelo conjunto nas duas reprises de sua categoria.
Os conjuntos de small tour terão calculadas as médias dos porcentuais finais das reprises de prêmio São Jorge e intermediária 1 de cada um dos internacionais e segundo o peso deles. Os de big tour seguem o mesmo critério, valendo as provas de grande prêmio e GP especial.
O CDI 3* ou CDI 1* em que o conjunto atingir a maior média será considerado para efeito de seletiva. As quatro vagas titulares destinam-se para os quatro conjuntos mais bem classificados e a vaga reserva será para o conjunto com o quinto melhor resultado.
É obrigatório que os conjuntos compitam em ao menos uma prova estilo livre com música de sua série durante a seleção.
Para a definição dos cinco conjuntos serão observados, além dos resultados obtidos, a qualidade técnica apresentada; a condição física do cavalo e do cavaleiro; a postura do cavaleiro perante o processo observatório e seletivo; avaliação clínica do veterinário da equipe CBH; e o histórico do conjunto.
Todos os atletas participantes do processo observatório deverão assinar um Código de Postura, Direitos e Deveres, a ser apresentado oportunamente pela CBH. E todos os animais indicados para compor a equipe estarão sujeitos à validação veterinária pelo profissional designado pela CBH.
A CBH informou que a Comissão Selecionadora detém amplos poderes para dirimir dúvidas e resolver casos omissos, estando também à disposição para esclarecimentos adicionais.
A comissão é composta pelo presidente da CBH, Constantino Scampini; por Petra Garbade, como comissão técnica de adestramento; Fabio Siqueira Camargo, diretor-veterinário da CBH; Valdir Araujo, gerente de esportes da CBH; e Daniel Pinto, treinador e chefe de equipe.
Quem está fora do Brasil
Os conjuntos residentes e competindo no exterior podem participar do processo de seleção. Eles devem informar previamente à CBH quatro CDI 3* ou de nível superior para cumprimento dos requisitos estabelecidos pela CBH e Paec, antes da participação no primeiro CDI. É obrigatória a participação do conjunto em, no mínimo, três CDIs, durante o período do processo observatório.
O último internacional considerado deverá ser o CDI 3* ou superior mais próximo da data das inscrições nominativas, previstas entre julho e agosto de 2026. A CBH vai aplicar aos eventos escolhidos os pesos correspondentes e observação do treinador da equipe brasileira, conforme estabelecido para os CDIs no Brasil. Será permitido um descarte.
A CBH destacou que “o objetivo do processo é a formação da equipe mais competitiva possível, pautada na transparência, equidade e mérito esportivo”.


