Frederico Mandrot ganha PSJ com Marajá da Sasa e Cristiano da Silva vence inter 1 com Beethoven; saiba como foi o CDI 1* de Tatuí

Cristiano Augusto da Silva com Beethoven; Frederico Correa Mandrot com Marajá da Sasa; Paulo Cesar dos Santos com Magnífico da Sasa JE; Jeferson Rodrigo Pereira com Mestre da Sasa JE, e Eduardo Alves de Lima com Ornello V.O. Esses conjuntos mudaram suas posições nos cinco primeiros lugares no concurso internacional realizado no Centro Hípico de Tatuí no último fim de semana (25 e 26 de abril). Enquanto, na reprise prêmio São Jorge, Mandrot ganhou com 68,500% e Cristiano Augusto foi quinto com 65,441%, o quadro se inverteu na intermediária 1. Os 67,676% de Beethoven foram a melhor nota do dia na série e Marajá registrou 65,265% para a quinta colocação.


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De maneira geral, o que se observou, no segundo internacional do ano realizado no Brasil, foram notas finais mais baixas na comparação com o CDI de março no Clube Hípico de Santo Amaro. Até por isso, no quadro geral com o acompanhamento de Adestramento Brasil para a seleção da equipe brasileira para os Jogos Sul-Americanos de Santa Fé 2026, as melhores médias entre PSJ e inter 1 — e também entre grande prêmio e GP especial — foram obtidas no CDI 1* do CHSA.

O júri de campo foi presidido pela diretora de adestramento da Confederação Brasileira de hipismo, Claudia Moreira de Mesquita, e contou com dois juízes de nível máximo — Carlos Lopes (FEI L4 por Portugal) e Jean-Michel Roudier (FEI L4 pela França) — e três nível três: Marian E. Cunningham, pelo Peru, e Max Piraino Lyon, pelo Chile, além da brasileira.

Visão dos cavaleiros
“O trabalho do Marajá está sendo focado para Sul-Americano. Estamos felizes com nossos resultados e sempre pensando em melhorar a cada prova. Seguimos com muita disciplina e calma; e já vamos sim pensando no GP para o Pan-Americano do ano que vem”, disse Frederico Mandrot. O cavaleiro da Sasa Horses lidera a disputa por vaga na equipe, tendo obtido médias de 69,647% no CDI 1* de março e 66,883% em Tatuí.

Falando sobre Beethoven, Cristiano Augusto avaliou que o cavalo ainda precisa ganhar experiência na série forte — assim como ele. “Eu fiz pouquíssimas provas de São Jorge. Então, nós estamos aprendendo juntos, literalmente. Na intermediária, ele está saindo até melhor que na São Jorge. No sábado, eu tive problemas com ele na pirueta e em uma linha de mudança. Fiz um padoque meio diferente com ele, uma estratégia minha e que acabou dando errado. Um erro 100%. Mas mudei para o domingo e deu certo”, contou o cavaleiro do Haras Cachoeira.

Agora, o plano é seguir focado e melhorando para as outras seletivas para Santa Fé. “Estão sendo as seletivas mais concorridas de todas até então, com vários cavalos excelentes e cavaleiros competindo quase de igual para igual”, avaliou, comentando um fato que se reflete nas notas dos conjuntos. Passando o Sul-Americano, a meta é aproveitar que Beethoven faz exercícios de grande prêmio — faltam as mudanças a tempo — prepará-lo para o big tour.

“Estou muito feliz com a evolução dele; não é um cavalo fácil, é um cavalo dificílimo de montar, foi um cavalo que eu mesmo iniciei do zero, como todos os meus cavalos, mas ele é complicadíssimo, nervoso, estressado e bravo, mas muito talentoso”, avaliou. Cris acumula médias de 67,412% no CDI do CHSA e 66,559% em Tatuí.

Paulo Cesar dos Santos tem a segunda mais alta média: 68,809% com Magnífico da Sasa JE no CDI de março e, agora, fez 67,398%. “O trabalho com o Magnífico está focado nos Jogos Sul-Americanos e, no momento, nosso objetivo é fazer parte do Time Brasil. Para mim, será um privilégio representar meu País mais uma vez”, disse. PH foi segundo na São Jorge (68,177%) e terceiro na inter 1 (66,618%).

Ao comentar a disputa, o cavaleiro da Sasa Horses avaliou que as vagas estão abertas para vários conjuntos. “Ainda não tem nada definido. Nosso trabalho está focado em ter sempre uma apresentação com harmonia e o cavalo descontraído; ainda não conseguimos chegar ao ponto que queremos, mas estamos no caminho”, assinalou Paulo Cesar.

Jeferson Rodrigo Pereira com Mestre da Sasa JE melhorou a média no CDI de Tatuí em relação ao anterior: 67,088% contra 66,853%. “Meu foco é manter a regularidade com ele para tentar uma vaga dentro da equipe. A competição está muito forte com excelentes cavalos; está muito competitivo”, ressaltou o cavaleiro do Rancho Cariama que foi terceiro na PSJ com 68,029% e quarto na inter 1 (65,677%).

Entre os top 5, Eduardo Alves de Lima também melhorou a atuação no cômputo geral, obtendo médias de 67,044% em Tatuí e 66,133% no CHSA. “Ornello é um cavalo especial, de um coração gigante como o tamanho dele. Eu venho trabalhando com muita cautela pelo tamanho dele — 1,82 de cernelha — e é mais complicado trabalhar um cavalo grande, então, a gente faz a exteriores, sobe bastante morros, um trabalho um pouco mais específico para fortalecer o corpo dele todo para ele aguentar”, contou o o cavaleiro da Coudelaria Ilha Verde que registrou 67,147% na PSJ com Ornello VO, ficando em quarto lugar, subindo para vice na inter 1 com 66,941%.

Melhorar as musculaturas dele é um dos objetivos com o trabalho e a meta é clara: estar nas equipe do Sul-Americano, com objetivo de também estar no Pan. “Mas uma coisa de cada vez. A gente tem que primeiro pensar em chegar bem no small tour para poder ajudar e ter uma equipe bacana para disputar e poder ganhar uma medalha de ouro no Sul-Americano. É trabalho muito forte, com uma equipe muito boa, sempre tendo ajuda das pessoas bacanas — o João me dá uns conselhos e, quando vem para o Brasil, me ajuda e o Severo veio há pouco tempo e também me ajudou. O nosso técnico agora, o Daniel Pinto, deu umas dicas muito legais para ajudar o crescimento dele. Isso é um trabalho conjunto de equipe que todos eles me ajudaram a subir um pouquinho”, contou.

No total, small tour teve 15 concorrentes inscritos. Na São Jorge, Leandro Aparecido da Silva tanto com L´Espprit 3 como com Impacto dos Diamantes foi desclassificado; e Paulo dos Santos não entrou com Proton da Sasa JE, porque o lusitano teve cólica — animal foi operado e passa bem. Na inter 1, dos 12 habilitados, 11 competiram e Vinicius Miranda da Costa não apresentou Odisseu Comando SN. A dupla havia feito 62,824% na PSJ.

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Fotos: Carola May / divulgação CBH

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