Cuta: “Titular ou não, estarei preparado para dar meu máximo pela equipe e ter um bom resultado”

Jeferson Rodrigo Pereira, cavaleiro do Rancho Cariama, está realizando um sonho ao embarcar para Argentina como membro da equipe brasileira para os Jogos Sul-Americanos. Ele foi selecionado com Mestre da Sasa JE, lusitano que monta há cerca de um ano, tempo que foi avançando na formação do conjunto. “Integrar a equipe brasileira tem um significado bem marcante para mim, pois é um grande sonho de vários cavaleiros participarem da equipe brasileira”, contou ao Adestramento Brasil. Confira a entrevista.

Adestramento Brasil — Para começar, conte um pouco sobre sua carreira no adestramento, como começou no esporte
Jeferson Rodrigo Pereira (Cuta) —
Fui parar no adestramento graças ao Rogério Clementino, que me chamou para aprender a mexer com cavalos de adestramento na Coudelaria Ilha Verde em 2002. Passei dez anos no Ilha Verde como cavaleiro e tratador, então, aprendi muito com eles, tive bastante oportunidade de aprender na Europa e ver os melhores do mundo trabalhando. Isso me incentivou a me tornar um grande cavaleiro e entrar em uma grande equipe.

Depois me mudei para o Davi Carrano, onde tive uma carreira muito boa, e isso foi muito importante para mim. Três anos depois pensei várias vezes em desistir de montar, mas, então, tive a oportunidade de ir para o Haras Crystal e o Stephan, um grande professor alemão, me incentivou a não desistir e a continuar com as competições. Graças ao Eduardo Bundyra tive uma grande oportunidade de passar uma temporada com um dos maiores — Klaus Balkenhol — e aprendi muito com ele. Continuei uma grande carreira no Haras Crystal ganhando boas provas durante dez anos até chegar agora com o Paulo Portilho do Rancho Cariama e estou construindo minha carreira por aqui!

Como avalia o processo de seleção? O que foi mais desafiador, o que foi mais gratificante, quais lições aprendidas tira?
O meu desenvolvimento com o Mestre da Sasa JE foi, dia a dia, conhecendo cada detalhe dele. O desafio foi de nos tornarmos um bom conjunto em tão pouco tempo, mas conseguimos nos conectar com bastante com treino e paciência. Com isso, conseguimos vencer esse desafio e estamos entre os cinco da equipe brasileira.

Desde o anúncio da convocação, como foram seus treinos?
Os treinos foram normais, como se fosse no dia a dia, mas tivemos aula com o treinador Daniel Pinto e, após o Daniel, a equipe junta na quarentena se ajudou. Eu priorizei fazer um treino saudável para o cavalo.

Conte como serão os próximos passos?
Meu plano para o Odesur é continuar meus treinos com o Mestre em harmonia e sem forçá-lo. Independentemente, se eu for titular ou não, estarei sempre preparado para dar meu máximo pela equipe e ter um bom resultado!

O que significa para você integrar a equipe brasileira?
Integrar a equipe brasileira tem um significado bem marcante para mim, pois é um grande sonho de vários cavaleiros participarem da equipe brasileira.

Quais são suas expectativas com relação às provas do Sul-Americano?
Minha expectativa é trazer um bom resultado e manter o que eu fiz na seletiva.

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