Desenho das figuras é o que mais conta na reprise estreante

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Criada pelo Clube Hípico de Santo Amaro, a reprise estreante é voltada para aqueles atletas que estão começando no adestramento. A prova exige execução de figuras ao passo e ao trote, não tendo galope.  Ao julgar os 16 conjuntos concorrendo nesta série na 2ª etapa da Copa Santo Amaro de Adestramento, batizada de VQ Jóias e válida para o Troféu Eficiência, a juíza Sonia Hanssen destacou que o fundamental da prova é a execução das figuras. “E o cavalo tem de manter um bom passo ativo e o trote de trabalho fluente”, disse.

A segunda etapa foi marcada pela forte presença de amadores e de atletas da escola do clube participando da estreante. A competição teve 64 inscritos, sendo apenas 15 profissionais, e as séries estreante escola, elementar profissional e média 1 amador foram as mais disputadas com 15, cinco e sete competidores em cada.   

Para Hanssen, para alguns dos participantes de estreante ainda falta caprichar um pouco mais no desenho e entender como funciona a prova, o percurso que eles têm de fazer. “Os concorrentes precisam ler o que está sendo pedido na reprise e treinar, porque, quanto mais você treina, melhor consegue executar.  O que vi que mais falta é treinar cantos, círculos e altos. Isto é a base de toda a equitação; se você consegue fazer isto logo no início bem, você terá mais facilidade quando mudar de categorias”, apontou a juíza.

Na estreante, os juízes estão observando mais como o atleta executa as figura e não se o cavalo está colocado. “Nesta categoria, o mais importante é o desenho da reprise”, assinalou Hanssen.

Vencedora da estreante na categoria amador, Michelle Schmitel, com Inventor dos Sonhos, começou a treinar adestramento há três anos, mas, antes disto, montava na fazenda. “Eu sempre fui apaixonada por cavalos desde pequena. Meu pai me colocava nos cavalos e ia me puxando, mas passei a andar sozinha com meus 4 ou 5 aninhos, desde então, não parei mais, mas tornei como esporte tem exatos três anos”, contou.

Nas provas, a amazona optou por começar do mais básico para ganhar experiência. “Acho legal começar pela categoria estreante para você saber a sensação de uma prova, fazer as figuras das reprises com melhorias, conhecer o conjunto cavalo e cavaleiro, saber como é seu cavalo em pista”, relatou. “Sempre tive um grande sonho de fazer essas montarias clássicas. Minha primeira prova foi uma experiência incrível, um nervoso de iniciante inexplicável, aquele frio na barriga de ver os juízes ali olhando sua prova e te avaliando, mas, quando você entra, é só você e seu cavalo, um momento de concentração e parceria”, contou ao Adestramento Brasil.

Michelle Schmitel disse que treina todos os dias para se aperfeiçoar cada vez mais na modalidade. “Observo atentamente as críticas e os elogios dos juízes para que eu possa melhorar, pois espero estar em futuro breve fazendo um GP. Aconselho a quem tiver a oportunidade de conhecer esse esporte, conheça! Pois não tem sensação melhor, cada dia você fica mais conectado com o cavalo.”

24 de março: 2ª etapa – VQ Jóias => Programa | Programa Paraequestre | Ordem de entrada | Resultados

Copa Santo Amaro
Para disputar a oitava edição da Copa Santo Amaro de Adestramento, os conjuntos têm de participar de, pelo menos, cinco das oito provas do calendário. A classificação será feita pela somatória dos índices porcentuais das etapas, com três descartes dos menores porcentuais. Diferentemente de anos anteriores, não há etapa obrigatória e nem provas com peso dois. Serão consagrados campeões e vice em cada série e categoria.

De acordo com o regulamento (veja documento aqui), cada cavalo pode ter duas participações em cada etapa, exceto nas séries estreante e pônei, nas quais os animais podem executar até três participações, sendo duas como estreante. Já o número de cavalos por concorrente é livre. Criada pelo CHSA, a reprise estreante é voltada para aqueles que estão começando na modalidade. A prova exige a execução de figuras ao passo e ao trote, não tendo galope. Confira aqui a reprise.

O Troféu Eficiência, da FPH, é disputado ao longo do ano em provas pré-definidas no calendário da federação. Não são efetuados descartes, ou seja, todas as provas são computadas para o Troféu Eficiência, mas é necessária a participação em pelo menos 40% das provas. Os pontos seguem uma tabela definida pela FPH que leva em consideração a colocação do conjunto versus o número de participantes na disputa e os pontos têm coeficiente segundo o tipo de prova. Por exemplo, o Campeonato Paulista é vezes dois, assim como campeonatos estaduais, temporadas e regionais, a Taça São Paulo e o Paulistão de Adestramento. Campeonato Brasileiro, CANs e CDIs valem um. Saiba mais aqui.

Acompanhe a página especial com a cobertura completa da temporada 2019 da Copa Santo Amaro de Adestramento

Foto: Ana Carolina Chemin

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