Saiu a lista preliminar de conjuntos que podem competir no Campeonato Mundial de Adestramento em Aachen em agosto. Nessa primeira nomeação, os países inscrevem até oito possíveis conjuntos a representá-los, uma vez que somente atletas apontados nela que podem ser escolhidos para disputar o campeonato. Agora, as nações têm até dia 27 de julho para enviar a lista definitiva de conjuntos que efetivamente competirão. O Brasil inscreveu os cinco conjuntos que obtiveram os requisitos mínimos de elegibilidade (MER).
Os cinco conjuntos — quatro cavaleiros — são: João Victor Marcaria Oliva com Feel Good VO; Nuno Chaves de Almeida com Lizarran e com Nogá; Murilo Augusto Machado com Jorge VO; e Manuel Tavares de Almeida Neto com Hermes. Cabe à comissão técnica escolher quais deles efetivamente irão competir na Alemanha. Dos cinco animais, apenas o lusitano Jorge VO residia no Brasil, mas o animal já está em solo europeu.
O Brasil pode levar uma equipe composta por três ou quatro conjuntos titulares. No adestramento, a FEI permite que cada federação nacional possa inscrever no máximo quatro atletas humanos e quatro cavalos. Já no caso de levar apenas atletas individuais em vez de equipe, o máximo é de dois atletas individuais, cada um com um cavalo.
>>> Confira a lista preliminar do adestramento
Pela contabilidade informal deste noticiário (confira a planilha), cabe a João Victor Marcaria Oliva com Feel Good VO a melhor nota: 70,522% no CDI 4* de Bordeaux, na França, em fevereiro. A dupla da Coudelaria Ilha Verde também assegura a segunda melhor nota (69,478* no CDI 3* Le Mans em outubro de 2025).
Na sequência vem Nuno Chaves de Almeida com Lizarran que ficou em segundo no CDI 3* Companhia das Lezírias com 69,022%. O mesmo cavaleiro tem para si a quarta melhor nota, 68,217%, obtida com Noga no CDI 3* de Abrantes em abril.
Murilo Augusto Machado e Jorge VO tem no 67,696% do CDI 3* no Clube Hípico de Santo Amaro em março sua melhor nota em GP. E Manuel Tavares apresenta um 67,304% no CDI3* Golegã em abril.

Dentro do processo observatório, a CBH observou apenas resultados obtidos em competições internacionais de níveis três estrelas ou mais (CDIs 3* ou superior) e desde que o conjunto participe de todas as provas do CDI em questão, além de obter os requisitos mínimos de elegibilidade (MER, na sigla em inglês).
Serão selecionados os conjuntos que obtiverem os maiores porcentuais — resultados isolados por CDI — no período 1º de janeiro de 2025 até a data anterior às inscrições nominativas em 2026. Ou seja, é obrigatório participar de todas as provas do evento CDI 3* ou superior, mas a nota final do GP que valerá.
Para Aachen 26, os requisitos mínimos de elegibilidade (MER) exigem que o conjunto obtenha em, pelo menos dois CDI 3* ou superior, nota de 66% atribuído pelo júri de campo (nota final) e também por dois juízes internacionais distintos, de nível 4 (FEI L4/5*) e de nacionalidades diferentes do cavaleiro em provas de grande prêmio. Os dois eventos devem ser entre 1º de janeiro de 2025 até a data das inscrições nominais em 6 de julho.



