Nascido e criado na Fazenda Sasa, Frederico Correa Mandrot leva o adestramento como parte da vida desde sempre. “Meus pais trabalham lá há mais de 30 anos, então, sempre tive o contato e o interesse pelos cavalos. Assim, tive a oportunidade de iniciar minha jornada profissional e evoluir ao passar dos anos”, contou ao Adestramento Brasil. Ele embarcou para a Argentina junto com companheiros de equipe para defender o Brasil nos Jogos Sul-Americanos de Santa Fé. O cavaleiro da Sasa Horses se destacou nas seletivas e, em julho, sagrou-se pela terceira vez consecutiva com o lusitano Marajá da Sasa JE campeão brasileiro sênior.
A estreia do conjunto ocorreu em fevereiro de 2024, quando disputou quatro CDIs 1* e nove provas, obtendo cinco vitórias, sendo uma vez segundo lugar e, por duas ocasiões, terceiro. Naquele ano, assim como em 2025 e 2026, foi campeão brasileiro em small tour com o Marajá. Ele já expressava o desejo de vestir o fraque verde oliva desde 2022, quando foi campeão e vice Paulista com Gladiador e Galileu, respectivamente. Não conseguiu vaga no Time Brasil para os Jogos Pan-Americanos de 2023.
A vontade de representar o País é antiga e foi se tornando um sonho possível com o bom desempenho com Marajá da Sasa JE. “Comecei nas categorias iniciais até chegar no small tour, que sempre foi um dos objetivos a ser alcançado. Marajá está comigo desde potro, fazendo uma trajetória das provas médias e cavalos novos 7 anos. Juntos conseguimos nos consagrar tricampeão brasileiro sênior — isso determina um ponto importante profissional, evoluindo com constância e equilíbrio”, pondera.
Fred Mandrot frisa que o objetivo sempre foi alcançar uma vaga nos Jogos Sul-Americanos para integrar a equipe brasileira de adestramento. O conjunto deteve a mais alta média de notas entre prêmio São Jorge e intermediária 1 no processo seletivo, tendo registrado 68,382% na PSJ e 70,176% na inter 1 no CBA, média de 69,279% e 138,558 multiplicando pelo peso dois.
Convocado, seguiu com os treinos “de uma forma tranquila, sempre pensando também no bem-estar do animal”. “ Tivemos treino com nosso treinador, individualmente e em equipe, ajustando detalhes e recebendo conselhos dos mais experientes.”
Agora ele segue rumo a Santa Fé com seus companheiros de equipe. “Estar representado a equipe do Brasil de adestramento, juntamente com outros atletas de alto padrão, está sendo um sonho realizado só de chegar até aqui. Se Deus permitir e for da sua vontade , voltaremos com a tão sonhada medalha.”



