O adeus ao mestre Orlando Facada

Mestre de gerações de atletas brasileiros, o cavaleiro luso-brasileiro Orlando Facada faleceu, no sábado (19/02), aos 91 anos — ele faria 92, em 30 de maio. Nascido em Portugal, ele optou por viver no Brasil e tirou a cidadania para disputar os Jogos Pan-Americanos de 1983 na Venezuela. Em Caracas, Facada conquistou para o Brasil a única medalha de bronze de adestramento na categoria individual que o País até hoje tem. Até sua morte, Facada montava e ministrava aulas em seu haras no Guarujá. A comunidade do adestramento usou as redes sociais para lhe prestar homenagem.

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Facada estava internado havia dias, ficou em coma e não resistiu. Ele morreu meses após sua esposa, Rita, falecer. Facada montou até antes de ficar doente.

O velório foi marcado no Haras Mestre Orlando Facada, localizado à Av. Rio Amazonas, 626 – Balneário Praia do Perequê, a partir das 12 horas de domingo. Um cortejo foi planejado para sair às 15h30 do Haras Mestre Orlando Facada até o Cemitério do Morrinhos, onde ocorrerá o sepultamento às 16h30 no Cemitério Morrinhos.

Em 2020, a revista Horse publicou uma matéria de capa com o ícone do adestramento, por ocasião de seu 90º aniversário. “Quem monta não adoece”, ressaltou Orlando Facada. A matéria intitulada ‘A longevidade na equitação’ contou que Facada começou cedo, aos três anos, na equitação, por influência dos avós e de seu pai, Germano Domingues. Aos dez anos, já participava de touradas montadas.

Homenagens
Sua aluna quando criança, Giovana Pass postou que o céu ganhou uma estrela e escreveu que não há palavras suficientes para explicar o que Facada foi para ela. “Nem posso mensurar a saudade que você vai deixar no meu coração. Nunca se esqueça que todas as minhas conquistas equestres são e serão sempre para você, meu eterno mestre”, postou em stories. Giovana Pass ingressou no hipismo pelo adestramento, tendo Facada como seu primeiro professor. “O mestre Orlando Facada até hoje é minha inspiração”, disse ela à Adestramento Brasil, na matéria com o perfil da atleta pouco antes dos Jogos Equestres Mundiais de Tryon, em 2018.

Isabela do Valle, também aluna dele, relatou em seu Instagram sua história com Facada. “Mestre, eu fui à sua casa para passar três dias, e passei dois anos. E eu passaria minha vida toda ali dentro com vocês, vocês marcaram profundamente minha vida. Eu amarei vocês, muito fundo no meu coração, para sempre. Espero honrar seus ensinamentos sempre. Não há um cavalo que eu suba que você não esteja comigo. Eu vou manter as minhas mãos leves. Vou usar minha cabeça para entender sempre meus cavalos. Como você me ensinou”, escreveu. “Quando um grande mestre parte, fica o seu legado. A sua arte será eterna através dos seus alunos e, graças às sementes que deixastes, nós manteremos viva a chama da clássica e nobre arte equestre a qual você semeou por tantas gerações e que lhe foi passada por seus antecessores.
Nos deixa aqui saudosos, porém sabemos que parte eternamente num lindo passage para os braços de Dona Rita, o grande amor de sua vida. Ficam nossas eternas saudades e gratidão por todos os ensinamentos de Equitação e de vida”, continuou.

O cavaleiro profissional de Minas Gerais Carlos Renato Veiga foi aluno de Facada por quase 30 anos anos e até recentemente ainda tinha aulas: “Teus ensinamentos estarão pra sempre em minha memória. Tenho certeza que continuarás a me ensinar em nossos encontros durante o sono e a intuição de tuas palavras me acompanharão enquanto eu estiver a montar”, escreveu em sua página no Instagram.

Paulo Caetano, cavaleiro e treinador português, escreveu em sua página do Facebook que Orlando Facada foi um dos grandes da equitação lusa e a quem o hipismo brasileiro muito deve. “A sua obra continuará a viver nas carreiras brilhantes de tantos dos seu alunos e o ritmo dos seus piaffé continuará, no Céu, a encantar a sua amada Rita”, apontou.

Entidades como CBH e ABPSL também prestaram suas homenagens. A associação do lusitan, destacou a construção da carreira de Facada se tornando a maior referência em equitação no Brasil.

Ex-diretora de adestramento da Confederação Brasileira de Hipismo e juíza FEI 4*, Sandra Smith agradeceu a Facada por todos os ensinamentos e pelo carinho dele e da dona Rita. “Vocês estarão sempre no coração e pensamento… Seus ensinamentos são eternos e seu nome sempre será lembrado. Descansem em paz”, postou no feed. O também juiz FEI Márcio Camargo também postou: “Sua capacidade mental não se perdeu. Suas conquistas seguem intactas, da mesma forma que quando estava ao nosso lado.”

Victor Oliva, da Coudelaria Ilha Verde e pai de João Victor Marcari Oliva, também homenageou o mestre, destacando que ele foi professor de seus filhos João e Antônio e do Rogério Clementino. “De uma elegância ímpar e bondade extrema. Está no céu com sua Rita. Chapeau bas”, escreveu.

Além deles, diversos outros integrantes da comunidade do adestramento prestaram homenagem.

Foto: reprodução Instagram @harasmestreorlandofacada

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