Os atletas brasileiros terminaram a fase de times dos Jogos Sul-Americanos de Santa Fé/Rosário com a medalha de prata no peito. Agora, se preparam para a final individual. Eles já viram que não será fácil. O Brasil, que nas últimas edições, era franco favorito, encontrou um Equador bem mais forte, com o medalha de ouro do último Pan-Americano, Julio Mendoza Loor montando Deparon e vencendo todas as provas até o momento. Em Assunção, foi Paulo César dos Santos e, em Buenos Aires, João Paulo dos Santos, que saíram-se invictos.
Resultados 13/9: individual | equipe – Resultados online
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Também pelo Equador, Carolina Espinoza melhorou consideravelmente seu desempenho na comparação com os 62,559% e 64,118% que obteve no Sul-Americano do Paraguai. Agora, com Bak Conde, foi segundo lugar na PSJ e inter 1 pontuando acima dos 68%
É esse cenário que Paulo César dos Santos com Magnífico da Sasa JE, Eduardo Alves de Lima com Ornello V.O, Frederico Correa Mandrot com Maraja da Sasa JE e Jeferson Rodrigo Pereira com Mestre da Sasa JE vão encontrar na quarta-feira (16/9) quando entrarem em pista para disputar as medalhas individuais. Na terça, os 12 conjuntos habilitados à final passam pela segunda inspeção veterinária (confira ordem de entrada).
Para as medalhas individuais, todos os conjuntos partem do zero. Ouro, prata e bronze são atribuídos conforme o resultado nas provas inter 1 ou GP estilo livre com música. Em caso de empate na pontuação entre os três primeiros colocados, a nota artística mais alta determinará a melhor classificação.
Caso a nota artística seja igual, a nota mais alta no quesito harmonia servirá de critério de desempate. Persistindo o empate, a nota mais alta em coreografia decidirá a classificação. Para as demais colocações, em caso de empate na pontuação percentual, os atletas receberão a mesma classificação.
“As provas correram bem, a gente fez o nosso melhor. A gente sabia que ia pegar um Equador forte e, por isso, tinha que andar mais alto. Acho que a equipe foi muito homogênea, com uma pontuação bem parecida”, avaliou Paulo César.
Falando sobre suas provas, PC considerou a inter 1 melhor que a São Jorge. “Na São Jorge, ele estava meio apagado e na inter 1 estava com um pouco mais de energia, mas acabou com pouca energia durante a prova. Fiz o meu melhor, acho que todo mundo fez o melhor. E a gente conseguiu a prata, que é o que importa para classificar o Brasil para o Pan. Eu gostei das provas, acho que foram sem erro”
Para Duda Lima, que ficou em terceiro na São Jorge e quarto na inter 1, a equipe está muito forte e unida. “Agora é descansar e pensar no individual”, disse. Ao comentar seu desempenho, o cavaleiro destacou que na São Jorge o Ornello VO estava muito à frente e bastante companheiro, lhe acompanhando em tudo. “Os exercícios foram bem bons. No primeiro trote alongado, ele se assustou um pouco, porque de frente estavam a torcida e as bandeiras; estava um pouco ventando, mas as provas em si foram muito boas, gostei muito. O cavalo é novo e grande, então, é um pouquinho mais difícil de reunião, mas o cavalo estava muito bem”, assinalou.
Os treinos com Daniel Pinto foram muito bons, na avaliação de Duda. “Só tenho a agradecer ao Daniel, a todos que estavam aqui perto de mim, me ajudando e torcendo. Uma equipe nota mil, um ajudando o outro, aqui todos estão muito contentes com tudo que estão fazendo. Todas as provas foram bem boas, as minhas provas foram boas, acho que só tenho a agradecer e agradecer sempre aos meninos que a gente estava e está muito unido”, concluiu.
Estreante no Time Brasil, Fred Mandrot disse que competir no Sul-Americano representa um aprendizado enorme como cavaleiro e que vai tirar uma grande evolução da experiência. “Na São Jorge, tivemos uma boa apresentação, porém, o cavalo estava um pouco fechado, o que acabou prejudicando um pouco na nota. Na inter 1, o cavalo estava bem aberto, estava sobre o bridão, mas teve um errinho de pirueta, que é peso 2, e isso custou um pouco na nota. No geral, foram bem constantes as notas e praticamente sem erros mesmo. Muito bom”, avaliou Mandrot.
Também vestindo o fraque verde-oliva pela primeira vez, Cuta considerou boas suas apresentações. “Achei que foi uma reprise muito boa; nos dois dias, consegui manter a tranquilidade para zerar a prova. Estava bem com o cavalo nos treinos e consegui subir a minha média da São Jorge e, na inter 1, eu fiz a média que eu vinha fazendo. Tentei levar a tranquilidade para dentro e deu tudo certo”, ponderou.
O juiz FEI L4 Cesar Torrente, da Colômbia, preside o júri de campo dos Jogos. São membros: Sandra Smith (FEI L3 pela Argentina, mas residente no Brasil), Mariano Santos Redondo (FEI L3 pela Espanha), Sandra Hotz (dos Estados Unidos) e Alexandre Leão (FEI L3 pelo Brasil). Maribel Alonso, do México, é a delegada técnica.
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Entrevistas com o Time Brasil antes dos Jogos:
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