FPH busca leis de incentivo para fomentar adestramento

A temporada 2019 do Campeonato Paulista de Adestramento (CPA) pode contar um incentivo por parte da Federação Paulista de Hipismo (FPH). Em entrevista ao Adestramento Brasil, o diretor de adestramento da FPH, Luis Pacheco Ambar, contou que a federação tem um projeto, que ele ainda não pode divulgar e nem dar detalhes, que busca apoio em leis de incentivo ao esporte para fomentar a modalidade.

“Temos um projeto montado, com uma captação muito bem-desenhada, para que possamos, principalmente, baratear as provas e isto logicamente vai favorecer aos cavaleiros participarem em um número maior de provas e mais cavaleiros entrarem nas provas”, disse Ambar. A quantidade de provas e o formato do CPA devem seguir os mesmos adotados em 2018.

O CPA 2018 encerrou-se dia 8 de dezembro com a etapa final e obrigatória no Clube Hípico de Santo Amaro (CHSA) — os resultados finais ainda não foram publicados no site da federação.  Valendo peso dois, a última etapa da Copa Santo Amaro de Adestramento, válida como final do Campeonato Paulista de Adestramento, reuniu 53 conjuntos (leia cobertura da prova). Confira a seguir a entrevista com Ambar, diretor de adestramento da FPH.

Adestramento Brasil: Que avaliação você faz da temporada de provas 2018?
Luis Augusto Pacheco Ambar: Logicamente, a gente sempre tem algo a melhorar, mas julgo que o ano foi muito positivo para o adestramento, principalmente, pelo número de conjuntos, que foi um pouco maior que em 2017. Buscamos que a quantidade aumente a cada ano. Nós temos um projeto importante para o ano que vem, que ainda não posso divulgar, mas que, com certeza, vai fomentar a modalidade. Também destaco a quantidade de crianças que estiveram neste ano. Elas são a base; e a base é fundamental para dar continuidade do adestramento. Estamos trazendo a base e este é um trabalho, não digo difícil, mas é complexo e acho que conseguimos trazer um pouco neste ano. Para o ano que vem, acho que vai ser melhor ainda.

Em 2019, será a mesma quantidade de etapas? E que tipo de mudanças podemos esperar?
Nós vamos fazer mais ou menos a mesma quantidade — não sei dizer ao certo quantas, porque dependo dos clubes e eles ainda não se posicionaram. Os clubes vêm sendo grande parceiros da federação. Preciso da posição deles, mas posso dizer que vamos continuar mais ou menos com o mesmo desenho deste ano. Devemos ter algumas alterações com relação a provas obrigatórias e provas com pesos diferentes.

A mudança na data da prova obrigatória do meio do ano, a Taça São Paulo, não foi bem recebida pelos concorrentes.
Na verdade, tivemos duas mudanças, uma na Taça São Paulo, que, infelizmente, não foi uma escolha nossa, foi uma alteração de data que veio pela Confederação, pela FEI, que era importante para classificar os cavaleiros para provas internacionais, então, tivemos de fazer a alteração. A gente busca não fazer para que as pessoas possam se planejar, se programar. Para 2019, buscamos que não haja alteração de datas. [A segunda mudança foi a data da etapa final que passou de 1º para 8 de dezembro em virtude do Festival do Lusitano]

As provas continuam na capital ou há planos de fazer alguma no interior?
Para 2018, nós pedimos para as hípicas do interior se pudessem [fazer etapas], mas não houve interesse delas. Como federação, nós, logicamente, temos interesse em fazer provas no maior número possível de clubes. Ribeirão Preto tem um núcleo muito forte e se interessou, mas não conseguiu neste ano montar a prova. Acredito que em 2019 podemos conseguir.

Como é este projeto que você comentou? Vai fomentar o adestramento, aumentar a base?
No projeto, que ainda não posso divulgar, nós buscamos apoio com leis de incentivo ao esporte. Temos um projeto montado, com uma captação muito bem-desenhada, para que possamos, principalmente, baratear as provas e isto, logicamente, vai favorecer aos cavaleiros a participarem em um número maior de provas e também a mais cavaleiros entrarem nas provas.

Há previsão de formar mais juízes estaduais?
Isto também está incluso neste projeto, que é muito amplo e vai além de provas, premiação para também com relação a juízes, formação de cavaleiros e instrutores. É um projeto grande que acho que vai ser muito produtivo para a modalidade.

Foto: Roberta Prescott

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