Mudanças no calendário de provas em São Paulo

A realização do concurso de adestramento internacional (CDI 3*) e do concurso de adestramento nacional (CAN), entre 5 e 8 de julho na Sociedade Hípica Paulista (SHP), promoveu algumas alterações no calendário de provas em São Paulo, como o cancelamento do CAN de junho no Clube Hípico Santo Amaro e a mudança de data da Taça São Paulo.

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As alterações tiveram como objetivo melhor acomodar na agenda importantes provas marcadas dentro de um curto período de três semanas. Estavam programados um CAN de 22 a 25 de junho no CHSA, a quarta etapa do Ranking de Adestramento da SHP, que ocorre concomitantemente com a Taça São Paulo, em 30 de junho, e o CDI3* e CAN de 5 a 8 de julho.

Não haverá mais o Campeonato Nacional em junho no Clube Hípico Santo Amaro. No entanto, o clube realizará uma prova treino no dia 30 de junho. A competição não vale para a Copa CHSA; ela tem o intuito de fomentar o adestramento durante o Paulistão, provas de saltos que estarão ocorrendo no clube, e também dar oportunidade para aqueles que quiserem treinar antes do CDI3* e CAN de julho.

Já a quarta etapa do Ranking de Adestramento da SHP, válida como Taça São Paulo,  foi antecipada do dia 30 para o dia 16 de junho. A Taça São Paulo é obrigatória para quem está disputando o Campeonato Paulista. “Mudamos a data para poder ficar legal tanto para o ranking quanto para o CDI e o CAN de julho. Decidimos antecipar para dar uma folga entre as competições e ambas ficarem com bom número de conjuntos inscritos”, explicou o diretor de adestramento da SHP, Alexandre Morais de Oliveira.

>>> Acompanhe o calendário completo com datas, programas, ordens de entrada e resultados.

CDI 3* e CAN
Os segundos CDI 3* e CAN do ano — os primeiros ocorreram de 22 a 25 de abril no Centro Hípico de Tatuí (SP) — serão realizados de 5 a 8 de julho na Sociedade Hípica Paulista. O quadro de juízes anunciado tanto para o CDI 3* quanto para o CAN está composto pela juíza internacional FEI 5* Janet Foy e os juízes FEI 4* Claudia Mesquita, Sandra Smith, Cesar Lopardo Grana, da Argentina, e Cesar Torrente, da Colômbia.

Os CDIs são oportunidades para os conjuntos obterem índices de classificação para os Jogos Equestres Mundiais (WEG, na sigla em inglês), que ocorrem em sembro em Tryon, nos Estados Unidos. Para disputar, os conjuntos têm a obrigação de preencher a qualificação mínima exigida pela Federação Equestre Internacional (FEI). Eles precisam obter em, pelo menos, duas ocasiões diferentes o porcentual de, no mínimo, 66% de aproveitamento em prova de grande prêmio em CDI 3*, 4*, 5*, CDIW ou CDIO,  atribuído tanto pela nota final do júri de campo e como também por juiz de adestramento FEI 5*.

A prova internacional também serve de observação para formar a equipe que embarca para Buenos Aires em novembro para disputar uma vaga para os Jogos Pan-Americanos Lima 2019. Em recente entrevista, Sandra Smith, diretora de adestramento da Confederação Brasileira de Hipismo (CBH), explicou que a entidade busca repetir o feito dos Jogos Sul-Americanos de 2014 no Chile, quando a seleção brasileira conquistou ouro e João Victor Oliva o ouro individual, com Xamã dos Pinhais.

>>> Saiba como estão as notas dos conjuntos disputando GP e small tour

“Há quatro anos, levamos para o Chile uma equipe de 69%, 70%. O ideal é repetir isto e não andar para trás, lembrando que precisamos ganhar esta vaga,” explicou. Além de Oliva, a seleção foi formada por João Paulo dos Santos com Veleiro do Top, Pia Aragão com Zepelim Interagro e Leandro Aparecido da Silva com Di Caprio.
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Com juízes internacionais compondo o júri de campo, o CAN pode ser uma chance de os conjuntos serem avaliados por estrangeiros. “Tendo bastante gente na prova nacional, temos a oportunidade de fazer rodízio de juízes e, eventualmente, o conjunto pode ser julgado também por juiz estrangeiro. Isso é bom para o cavaleiro, porque, apesar de estar em uma prova nacional, estará sendo julgado por uma juíza internacional e também importante para o juiz nacional, porque é uma atualização para ele, além de poder comparar as notas na hora do intervalo e comentar os julgamentos”, disse, no ano passado, Sandra Smith.

Além disto, a CBH manteve neste ano a política de isenção de selo para as competições nacionais para cavalos competindo com amadores ou profissionais até a média 1. A dispensa do selo, que ocorreu também em 2017, é um incentivo da CBH com o objetivo de atrair mais participantes para as provas nacionais.

O CAN é reservado a concorrentes nacionais, filiados às federações estaduais, membros da Comissão de Desportos do Exército e entidades estrangeiras convidadas.

Foto: Thais Cerioni/Adestramento Brasil

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