A qualidade dos lusitanos vem melhorando a cada leilão, o que reflete o avanço na criação e a modernização da raça, que vem buscando a esportividade. Em entrevista ao Adestramento Brasil, o veterinário Raul Maura Silva comentou não apenas as novidades da 4ª edição do leilão virtual Ares Lusitanos, da qual é idealizador e organizador, como também avaliou a criação nacional, o mercado atual para o lusitano e falou sobre os cuidados que devem ser tomados ao adquirir animais. O Ares Lusitanos coloca à venda 22 lotes no próximo dia 13 de junho.
Nesses quatro anos de realização de leilões virtuais, Raul Silva destaca que esse tipo de evento passou a ser mais bem visto e considerado. “Agora, tem uma seleção maior, os criadores estão mais concentrados no que é objetivo deles, mas também estão dispostos a participar do leilão colocando bons animais, até porque a criação se especializou”, apontou.
Esse será o segundo leilão de puro sangue lusitano de 2023. Para Silva, há uma demanda reprimida para comercialização de animais ainda neste ano.
“Eu corri para criadores importantes. O primeiro a se inscrever comigo foi a Coudelaria Ilha Verde, do Victor Oliva, uma coudelaria que se transforma na busca pela excelência. Victor cria muito bem e me ofereceu três éguas espetaculares. A partir daí, eu convidei outros criadores de renome. Convidei a Coudelaria do Castanheiro, que tem muitos proprietários montando felizes animais do sufixo. Procurando alguma coisa inédita e exclusiva para o leilão, convidei o senhor Vitor Silva, dos Estados Unidos, da Sons of the Wind Farm, que também me atendeu com três produtos. E, coroando esta iniciativa, convidei o Haras da Paixão, da Efigênia Naves, que cria com animais de sua própria criação, como o Xirineus da Paixão, mas que bebe na fonte da Sasa. Eles me atenderam com 11 machos”, detalhou.
Fiquem ligados
Um dos problemas que os leilões virtuais vêm enfrentando é o longo tempo de duração. “Eles têm demorado muito. Então, minha missão neste leilão é tentar mitigar esta característica. Vou tentar vender entre cinco a sete minutos cada lote”, alertou.
A meta é que toda a transmissão demore, no máximo, três horas. A recomendação dele é dar lances prévios. “Quero incentivar as pessoas que dão pré-lances e compram concorrendo a prêmios, como jóias da Vanessa Quintiliano, cabeçadas e uma cobertura do atual campeão nacional, o Orvalho Mito do Vouga.”
O leilão virtual vem ganhando força, principalmente, porque tem no custo baixo um grande facilitador. Este modelo se fortaleceu durante a pandemia e também devido aos bons negócios que têm acontecido. Mas há cuidados a serem tomados — assim como na modalidade presencial —, tais como olhar antes o animal, preferencialmente acompanhado de profissionais de confiança, e, no caso dos animais de sela, experimentar.
“A gente recomenda que isso aconteça. O comprador tem o direito e é aconselhado a revisar os animais antes de comprá-lo, porque depois que compra não pode reclamar mais”, destaca. “Isso é para tornar o negócio sério e valorizar o trabalho que tem por trás. O que faço, quando dou a minha cara aos leilões que faço, é que procuro me certificar da origem dos animais, são bons criadores”, completou.
Aos amadores, a dica é entender o tipo de cavalo que é mais adequado para cada um, sabendo que isso difere segundo os cavaleiros. Contar com assessoria, apontou Silva, também é fundamental — e não somente técnica, como de veterinária também — para comprar um cavalo que se encaixe ao nível e estilo de equitação. “E buscar informações pregressas; todo o cavalo tem uma história, nenhum tem a ficha zerada. Tem de ter paixão e ter feeling, mas bem assessorado”, ressaltou.
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Assista à íntegra da entrevista:

Esse conteúdo foi produzido por Adestramento Brasil com o apoio da Virtual Stables.

