SHP aposta em três juízes; escola soma metade dos concorrentes

A sétima e penúltima etapa do ranking de adestramento da Sociedade Hípica Paulista foi marcada pela grande participação dos alunos da escola de equitação SHP e amadores, que juntos representaram 28 conjuntos dos 37 que competiram. Outro destaque foi, assim como adotado na Copa CHSA, ter três juízes julgando em cada uma das duas pistas.

Mais concorrida da etapa, a série elementar escola teve participação de oito concorrentes e foi vencida por Chiara Vergamini Alloza, que montou Protti e obteve nota de 65,145%. Em segundo, ficou Denis Satoshi Komoda, com Rob Touch e 63,696%; e, em terceiro, Ana Damiano Martins com New Time (63,406%).

>>> Compare a evolução das notas dos competidores no Ranking SHP 

Alexandre Morais de Oliveira, diretor de adestramento da Sociedade Hípica Paulista, explicou que, com três juízes, a avaliação fica mais justa para os concorrentes. “Com dois juízes, se um dá uma castigada muito forte, fica difícil de recuperar. Com três juízes não, dá uma equilibrada melhor”, contou. Para a última etapa, que ocorre dia 25 de novembro e marca a última prova do campeonato paulista (CPA), Oliveira espera inscrição de 70 conjuntos.

Sobre a qualidade das apresentações, a juíza Rosalind F. De V. Macedo, a Lindinha, que julgou em B na pista dois os concorrentes de iniciante, elementar e preliminar, o competidores estão procurando melhorar, com cavaleiros que tiveram uma melhora bem sensível. “Gostei de julgar a pista dois, porque esta é a base e é onde podemos ajudar com os comentários [nas súmulas]. Teve bastante criança na etapa. O ranking da Paulista realmente está muito bom”, afirmou.

Leandro_DiCaprio_7SHP
Além dos amadores, profissionais também marcaram presença. Leandro Silva venceu GP com DiCaprio (66,600%) 

Lindinha lembrou que os conjuntos de iniciante, elementar e preliminar precisam se focar nos ensinamentos de descontração, ritmo e contato da escala de treinamento. “Alguns cavalos tiveram problemas com contato. Os cavalos que usam rédea Tidman são cavalos que, aos poucos, os cavaleiros têm de ir treinando para que a rédea Tidman apenas esteja ali como segurança, porque o cavaleiro pode ser iniciante e ter certo receio, mas a rédea não deve ser usada diretamente. As rédeas auxiliares são um meio para atingir uma finalidade; não se pode usar aquilo como método de equitação. Tem de começar, aos poucos, ir se desvencilhando da rédea”, destacou.

Na mesma linha, Syllas Jadach, que também julgou a pista dois, chamou a atenção para a necessidade de se trabalhar os fundamentos. “Às vezes, você vê bons conjuntos fazendo boas provas, mas perdendo notas em coisas simples que são fáceis de corrigir, como um desenho, figura fora da letra e preparar melhor o cavalo para um alto”, afirmou. Jadach recomendou aos cavaleiros a lerem para entender a parte teórica.

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Sophie Vergamini Alloza, Valentina Toledo e Beatriz Malta Stirn Berg

Pôneis
Com três concorrentes representando a EESHP, a série pônei escola chamou a atenção dos juízes. Natacha Waddell, que julgou na pista um (cavalos novos, média 1, forte 2, grande prêmio e pônei escola), disse que ficou muito feliz em ver as três competidoras. “Achei que elas se viraram muito bem, as três têm posição linda e são cavaleiras não agressivas, mas dinâmicas”, destacou.

Vencedora da série, Sophie Vergamini Alloza, de 9 anos, montou Teco e tirou nota de 72,632%. Em entrevista ao Adestramento Brasil, a amazona contou que monta há cerca de quatro anos e pratica salto e adestramento, mas gosta mais do último. “É mais legal”, disse, contando que adora competir nas provas.

Claudia Mesquita também destacou a atuação das competidoras em pônei e dos concorrentes amadores. “Tinha bastante escola, mas escola com qualidade, que é importante para o futuro do adestramento. Se você não tiver a base, não adianta ter dez lá em cima”, avaliou.

Para o capitão Monteiro, diretor da escola de equitação da SHP, a participação dos alunos e familiares que comparecem em peso à prova foi emocionante. Ele ressaltou também o aumento de conjuntos na prova de uma média de cinco para 18 na sétima etapa. O professor da EESHP Jean Blaise Rezzonico destacou o desempenho dos alunos e a harmonia dos conjuntos.

Confira os resultados completos.

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