Ambar, da FPH: “Tenho certeza de que novo modelo do CPA funcionou”

Em novo formato, o campeonato paulista de adestramento foi descentralizado, pontuando em etapas dos rankings de hípicas tanto na capital como no interior. Com isto, o número de inscritos aumentou consideravelmente. Em entrevista ao Adestramento Brasil, Luis Augusto Pacheco Ambar, diretor de adestramento da Federação Paulista de Hipismo, avaliou positivamente a mudança e disse que manterá a estrutura para 2018, com pequenos ajustes, se necessários. “A ideia deste modelo foi viabilizar para que mais concorrentes possam participar de mais etapas”, enfatizou.  

Adestramento Brasil: Após mudanças, como você avalia o campeonato paulista 2017?
Luis Augusto Pacheco Ambar: Tenho certeza de que este novo modelo funcionou. Na avaliação pela quantidade de cavaleiros por prova, tivemos um crescimento muito grande em todas as entidades que fizemos provas, com uma média de 55 a 60 conjuntos por prova. No outro campeonato, no ano passado, tivemos etapas com 15, 20 conjuntos e, neste ano, chegamos a ter mais de 70 em algumas etapas. Este lado eu quero continuar, mas tivemos muitas etapas.

Quantas etapas ficaram no total? Tiveram alguns cancelamentos. 
Dezesseis contando com a etapa final obrigatória. Isso é algo que vou avaliar até o fim de dezembro para ver se seguimos com esta mesma quantidade de etapas ou se diminuímos um pouco. Vamos avaliar para fechar o calendário até o fim do ano.

Pelas entrevistas que eu fiz, a recepção deste modelo do paulista foi positiva.
Foi bastante interessante, primeiro porque pulverizamos as etapas com várias entidades e tivemos etapas no interior, o que eu acho extremamente importante. Com isto, todo mundo teve a oportunidade de, inclusive, fazer alguma prova em casa. Isto é muito positivo também para a questão de custos. Temos de considerar que seja acessível para todo mundo para que mais concorrentes possam participar. Além disto, houve uma integração muito grande, que é extremamente saudável para qualquer tipo de esporte. Concorrentes de um clube indo fazer provas em outro clube e no interior, isto é um dos pontos mais positivos deste modelo.

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O CPA também incentiva que os conjuntos fiquem um ano na série, contribuindo para firmarem-se nas reprises.
Acho isto importante, mas, com a quantidade de etapas que o campeonato teve, a pessoa até teve chance de mudar de série se quisesse, ou seja, teve tempo de começar o ano em uma série e mudar. Mas, com certeza, fidelizar na série é importante, porque consolida o trabalho do conjunto.

Para o ano que vem fica do mesmo jeito? Há pontos para rever?
Vou fazer uma análise de provas chanceladas e de etapas válidas. Outra ideia é ter algo no meio do ano, como uma premiação intermediária para não ter a premiação da federação apenas no fim do ano. É uma ideia que ainda estou estudando para que os conjuntos tenham já algum resultado no meio do ano.

E o troféu eficiência?
A premiação, normalmente, ocorre em fevereiro ou março. Neste ano atrasou, mas esperamos fazer mais no começo, no primeiro trimestre, no ano que vem. Acabou o campeonato paulista, mas para o troféu eficiência ainda temos contagem do último CAN [campeonato de adestramento nacional — o festival do lusitano em Tatuí terá uma etapa do CAN], que também pontua. Eu fiz uma alteração na tabela de pontuação para ter uma pontuação mais importante para as provas da federação. As provas estaduais hoje valem mais que as provas nacionais para realmente incentivar as pessoas a participarem. O troféu eficiência junta os resultados de todas as provas ou da federação ou da confederação e também as internacionais, mas as provas têm pesos diferentes.

Hoje, com as etapas do CPA ocorrendo em diversas hípicas, uma vez federado na FPH, o conjunto consegue pontuar não apenas para o campeonato paulista, como também para os rankings internos das entidades e para o troféu eficiência.
A ideia deste modelo foi viabilizar para que mais concorrentes possam participar de mais etapas. A pessoa federada, regularizada, vai competir para o ranking da entidade, que é local das provas, e pontuar para o paulista. Isto diminui os custos e deixa mais atrativa a prova. Hoje [dia 25 de novembro, final do CPA, quando a entrevista foi realizada], vemos um evento cheio; isto é o que queremos, é muito importante a casa cheia. Desde que a entidade tenha condições, buscamos colocar duas pistas funcionando juntas para que tenhamos o público concentrado e estejamos todos juntos, com o público interagindo com concorrentes.

O que está sendo feito para incentivar os amadores?
Nossa ideia sempre foi fomentar. Todas as categorias são importantes e temos olhos muito atentos para as crianças. Começamos neste ano com pônei e esperamos, no ano que vem, ver esta série mais forte com as escolas. Queremos incentivar cada vez mais a participação deles.

Foto: arquivo pessoal

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