Conheça as raças dominantes em WEG

Por Raul A M Silva*

Tradição e modernidade empatam em número entre as raças que mais colocaram seus representantes entre os nominados dos Jogos Equestres Mundiais (WEG) 2018. Entre os 135 nominados, divulgados há alguns dias pela FEI, as raças com maior número de cavalos registrados são a alemã hanoveriano e a holandesa sela holandesa (KWPN), cada uma com 33 nominados.

Fundada em 1922, a associação dos criadores do cavalo hanoveriano reflete um trabalho de seleção secular, porém, extremamente estruturado e atento às mudanças e atualizações do esporte, o que explica a sua frequente presença no topo dos rankings de sucesso. A organização da associação hanoveriana chega ao ponto de contar com um patrocínio oficial dos cavalos de destaque nas modalidades olímpicas; esses animais levam em seu nome o sufixo FRH.

Já a KWPN, fundada no final da década de 1960, uniu a algumas linhagens genuinamente holandesas o que de melhor havia nas raças alemãs, utilizando garanhões holsteiners, puro sangue inglês (PSI) e hanoverianos, daí a sua característica mais moderna, frente às diversas raças alemãs que, mesmo adotando os garanhões de sucesso da maioria das raças (ou stud books) organizadas, ainda mantêm suas filosofias de criação originais.

A raça que aparece em terceiro lugar, considerando o número de indivíduos nominados, é a sela dinamarquesa (DWB), com nove animais. Com apenas alguns anos a mais que a KWPN, e com estratégia similar, o cavalo dinamarquês ocupa brilhantemente essa posição, deixando para trás várias outras raças de histórica importância nos esportes hípicos.

Mais um empate, desta vez na quarta posição, alinha, em número de nominados, o liberal stud book oldemburg (OLD), outra tradicional raça alemã, e o lusitano (PSL), raça de especial interesse para o leitor brasileiro, cada uma com oito animais nominados, graças principalmente ao trabalho dos cavaleiros brasileiros e portugueses.

Das demais, vale citar o importante alemão westfalen (WES), com sete; o também alemão rheiland (RHE), o sela suiça (CH) e o sela belga (BWP) com quatro cada; o tradicionalíssimo alemão trakehner (TRAK) e o espanhol (PRE) com três cada um.

* Raul A M Silva, médico veterinário, trabalha há 25 anos com cavalos de esporte. Atualmente, é proprietário da Virtual Stables, empresa de assessoria para criação de cavalos e esporte equestre.

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