Eddy de Wolff: “Houve uma melhora nos conjuntos”

Assim como colocado por outros juízes e atletas, para o juiz internacional FEI 5* Eduard de Wolff van Westerrode, o nível técnico dos conjuntos brasileiros competindo no internacional evoluiu. Eddy de Wolff julgou os Jogos Olímpicos Rio 2016 e disse que pôde observar um aperfeiçoamento dos competidores entre a Olimpíada e o CDI 2* de abril. 

“Houve uma melhora nos conjuntos”, disse em entrevista por telefone ao Adestramento Brasil. O juiz lembrou que dar grandes saltos nos porcentuais no adestramento não é uma tarefa fácil e que há um grupo grande de conjuntos, ao redor do mundo, fazendo porcentuais entre 60% e 70%.

Uma das maiores dificuldades, apontou, é passar dos 67%, 68% para 71% e 72%. “No entanto, diferentemente do salto que, quando se faz falta não tem como recuperar, no adestramento, se fizer alguma figura ou transição não muito boa, mas tiver notas boas em todas as outras, a média pode ser boa”, explicou.

Questionado sobre o que fazer para melhorar as notas e ficar mais na casa dos 70%, Eddy de Wolff explicou que é preciso entender onde o cavalo se destaca e focar, principalmente, em melhorar andaduras e movimentos nos quais ele seja bom em vez de ficar fixado em corrigir o treinamento de coisas que não vão melhorar, seja pela conformação da raça, seja por uma limitação própria do animal.

“Se o cavalo tem um passo nota cinco, devido à movimentação natural dele, pode não chegar a um oito. Claro que tem de treinar para melhorar isto com a equitação correta, mas trabalhe para destacar mais as coisas que o cavalo tiver de melhor e onde puder aumentar consideravelmente a nota”, disse.

Wolff vai presidir o júri de campo dos Jogos Pan-Americanos de Lima 2019. Sobre as perspectivas para os jogos, ele disse que não pensa sobre o que vai esperar lá. “Meu trabalho é traduzir as regras em notas; sento lá e analiso o que está sendo apresentando.” Como todos os esportes, ele avalia que em dressage também está havendo uma constante evolução nas apresentações puxada pelo melhoramento e desenvolvimento das linhagens dos cavalos e no aperfeiçoamento dos cavaleiros.

Para as amadores, a dica de Eddy de Wolff é buscar a descontração e autossustentação nas andaduras. “Tensão é o que você não quer em dressage. Tudo tem de ser construído em cima de relaxamento. O princípio é o mesmo nas categorias mais baixas e mais altas”

Foto: Jane Monteiro Fotografia


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