João Torrão: “O cavaleiro que sou hoje devo a Coralie Baldrey”

O cavaleiro português João Miguel Torrão começou a montar com oito ou nove anos, com aulas de volteio; teve um cavalo em casa e, aprendendo por meio de vídeos e revistas, na tentativa e erro, foi ensinando seu cavalo. Fez curso de equinocultura após terminar o Ensino Médio e lá teve a certeza do que queria fazer na vida. Enquanto estudava fez períodos de estágios no Monte Velho, onde segue trabalhando até agora e onde conheceu o lusitano Equador MVL quando ainda era potro.


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Em entrevista em vídeo e realizada ao vivo transmitida no canal do Youtube de Adestramento Brasil, Torrão contou que Equador foi o primeiro cavalo que rodou na guia, quando o lusitano tinha três anos, e foi com ele também que o jovem cavaleiro estreou em prova de grande prêmio no ano passado. Cavalo e cavaleiro, sob treinamento de Coralie Baldrey, cresceram juntos e conquistaram as pistas europeias.

“Comecei, de início, a treinar com o Paulo Caetano, por um ano. Depois se juntou à equipe de Monte Velho a Coralie, que é minha treinadora há cinco anos. Logo de início me identifiquei muito com a maneira como ela via a equitação, como ela via os cavalos e criamos nós dois uma relação de muita cumplicidade, de muita confiança. Foi graças a ela que eu cheguei aonde cheguei. O cavaleiro que sou hoje em dia eu devo à Coralie”, enfatizou.

Mais recentemente, Torrão esteve por dois períodos na Inglaterra no centro de treinamento de Carl Hester, onde teve a oportunidade de montar Utopia para sentir a pirueta. “Foi uma experiência única poder estar lá, beber um bocadinho dos ensinamentos dele, que é uma pessoa com carreira fora de sério e poder vê-los a montar.”

Aos 26 anos, Torrão tem o sonho de representar Portugal em Jogos Olímpicos — pela primeira vez, o país conquistou a vaga por equipe. Na entrevista, ele contou como foi o treino de Equador ao longo dos anos, animal que monta desde que o cavalo tem cinco anos; falou dos altos e baixos da carreira, dos desafios que enfrentou e das dificuldades em subir de nível junto com o cavalo. “Antes de estrear na prova Prêmio São Jorge, fiz uma prova treino e não fui nada bem. Fiquei muito triste. Mas depois minha primeira prova [oficial] correu muito bem, foi uma das minhas melhores provas em São Jorge e passei a barreira dos 70%”, lembrou-se.

Ele, inclusive, contou a passagem quando questionou se era a pessoa mais adequada a seguir montando Equador, já que era um cavalo novo e com grande potencial — enquanto, ele também era um cavaleiro sem vasta experiência. “Não queria sentir que eu era o responsável por o Equador não ter a carreira que eu sentia que ele podia ter. Ter em mãos um cavalo com tanta qualidade e sendo eu um cavaleiro inexperiente poderia prejudicar a carreira dele, portanto, houve muitos momentos em que eu pensei em desistir, mas [não desisti] graças à equipe que eu tinha à minha volta, que me apoiou e disse que acreditava no meu trabalho, e é por isto que hoje em dia chegamos aonde chegamos”, disse.

Para ele, a mudança de nível da São Jorge para grande prêmio foi a mais difícil, por ser um salto muito grande na aprendizagem do cavalo. “Os exercícios de grande prêmio são muito mais difíceis. Eu nunca tinha feito GP na minha vida. Aliás, muitos dos exercícios que existem no grande prêmio eu nunca tinha feito. Foi, sem dúvida, uma aprendizagem para mim e para o Equador e talvez isto tornou o processo um bocadinho mais difícil.”

“Mais do que talento, que pode nos ajudar a progredir mais ou menos rapidamente, mas, sem dúvida, o trabalho e a dedicação são a base de tudo. Sem isto e sacrifício não se consegue nada”, destacou, ao ser questionado sobre as lições que tira da sua jornada de aprendizado. “Além disto, sem ajuda, eu nunca teria conseguido. E ter humildade também. Mostrar que precisamos de ajuda não é fragilidade.”

Assista à entrevista na íntegra:

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