Morre Equador MVL após cirurgia

O lusitano Equador MVL morreu, aos 13 anos, após não se recuperar de uma cirurgia devido à lesão cervical. O comunicado foi feito pela Coudelaria do Monte Velho em rede social, que explicou que o Equador foi submetido a uma intervenção cirúrgica de emergência executada na França, mas que, apesar de todos os esforços, o garanhão não sobreviveu ao pós-operatório.

“O Equador não deixou ninguém indiferente com quem os seus caminhos se cruzaram, impressionando pelo seu adorável carácter, coração de ouro e enorme espírito de sacrifício. Ele era simplesmente o cavalo perfeito, um verdadeiro campeão em todos os sentidos. O seu espírito irá permanecer nos corações da sua múltipla descendência. A sua alma estará para sempre presente nas nossas mentes, este cavalo era simplesmente único”, escreveram Diogo Lima Mayer e Diogo Lima Mayer Jr, da Coudelaria do Monte Velho, além Katarzyna Gontarska e Marc Lebbe.

“Neste momento difícil para todos nós, gostaríamos de referir o melhor amigo do Equador, o João Torrão. Juntos criaram uma parceria difícil de expressar em palavras, fazendo história por Portugal e pela raça lusitana, batendo recordes e abrindo novos horizontes para o nosso país na Dressage. A sua história e tudo o que alcançaram juntos foi uma inspiração para todos nós, bem como para a toda a comunidade equestre a nível mundial. Iremos honrar o seu legado e a sua memória continuando o caminho que ele iniciou para a nossa coudelaria a nível internacional. Gostaríamos de agradecer a todas as pessoas envolvidas neste trajeto único. Equador, estarás para sempre nos nossos corações!”, completaram.

Torrão e Equador competiram pela última vez em CDIs nos Jogos Olímpicos de Tóquio, quando fizeram 70,186% no grande prêmio e 68,298% no GPS. Confira aqui todas as pontuações de Equador em concursos internacionais.

Em setembro de 2020, o cavaleiro português João Miguel Torrão concedeu uma entrevista em vídeo a Adestramento Brasil, na qual contou sua trajetória e deu detalhes sobre sua principal montaria, o Equador. Ele relatou, por exemplo, que o Equador foi o primeiro cavalo que rodou na guia, quando o lusitano tinha três anos, e foi com ele também que o jovem cavaleiro estreou em prova de grande prêmio em 2019. Cavalo e cavaleiro, sob treinamento de Coralie Baldrey, cresceram juntos e conquistaram as pistas europeias.

Ao longo da trajetória do conjunto, o João Torrão chegou a se questionar se era a pessoa mais adequada a seguir montando Equador, já que era um cavalo novo e com grande potencial — enquanto, ele não tinha vasta experiência. “Não queria sentir que eu era o responsável por o Equador não ter a carreira que eu sentia que ele podia ter. Ter em mãos um cavalo com tanta qualidade e sendo eu um cavaleiro inexperiente poderia prejudicar a carreira dele, portanto, houve muitos momentos em que eu pensei em desistir, mas [não desisti] graças à equipe que eu tinha à minha volta, que me apoiou e disse que acreditava no meu trabalho, e é por isto que hoje em dia chegamos aonde chegamos”, disse.

Foto: reprodução post Coudelaria do Monte Velho

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