Sergio de Fiori, da CBH: “Estamos no caminho certo”

Em entrevista a Adestramento Brasil, durante o concurso internacional realizado no Centro Hípico de Tatuí no último fim de semana, Sergio de Fiori, diretor de adestramento da Confederação Brasileira de Hipismo, fez um balanço das últimas provas. “Têm vários conjuntos acima de 66% e, se você pega o CAN e esta prova, acho que estamos no caminho certo”, afirmou. Confira o bate-papo completo.

Adestramento Brasil — Que avaliação você faz do CDI 2* de Tatuí, seu primeiro internacional como diretor?
Sergio de Fiori —
A avaliação é boa; eu fiquei muito satisfeito, porque eu percebi que os cavaleiros gostaram da prova e encontraram boas condições para montar. Acho que isso é o principal. Tivemos, sim, uma dificuldade técnica enorme e um prazo muito curto para resolvê-la, que foi o cancelamento da viagem de um dos juízes [Knut Danzberg], que vinha da Alemanha, na sexta de manhã. Com o apoio do pessoal da CBH, secretária-geral, presidente, conseguimos resolver, mas foi por pouco. A Marian [Cunningham, FEI 4* pelo Peru] topou. Ela está no júri de campo do Odesur. Ela foi muito solícita e séria, porque ela topou basicamente fechar a mala dela e, em menos de uma hora, se dirigir ao aeroporto.

Os juízes de fora me falaram que, com o que viram, formamos uma boa equipe brasileira. O que você acha?
Eu concordo. Ainda estamos no começo da temporada. Hoje [em Tatuí], não temos todos os conjuntos que declararam interesse [em formar parte do Time Brasil] e sabemos que têm conjuntos fortes que não vieram aqui e irão nos próximos CDIs. Mas têm vários conjuntos acima de 66% e, se você pega o CAN e esta prova, acho que estamos no caminho certo.

Teve evolução do CAN de maio para o CDI 2* de Tatuí?
É difícil de avaliar, porque os conjuntos são outros. O Diletto, infelizmente, não está [o cavalo montado por Raquel Mattos faleceu após o último nacional]; a Florisbela também não veio, nem os cavalos da Sasa. Então, os cavalos são outros e fica difícil fazer uma comparação. Mas o nível é bom.

O CAN e o CDI 2* valeram para obtenção de MERs, mas vocês acabam avaliando também para equipe? Pergunto, porque o critério de seleção é objetivo.
Nós vamos escolher a equipe a partir dos CDIs 3* na Hípica Paulista e em Tatuí. Então, daqui a umas seis semanas vamos ter a equipe de fato, o que é uma coisa superlegal de se pensar, mas esta prova é importante sim. Era uma das nossas provas de emergência; e está mais do que provado, agora, na prática, que, em 2022, estes eventos são arriscados de organizar, estando sujeitos a percalços importantes.

Qual é a importância de um CDI como este de Tatuí?
A primeira importância é você assegurar chance do pessoal ter índice, até por causa destes percalços – vai ter caos aéreo, pegar covid… A segunda importância é oferecer aos atletas uma temporada de bom nível de provas internacionais, porque acreditamos que esta é uma forma importante de preparar os conjuntos.

Para o Sul-Americano, vocês estão pensando em quantos conjuntos de small tour e quantos de big tour?
Nós vamos escolher indistintamente para o Odesur, respeitando o critério, com os cinco mais altos, porque tem o reserva também.

Vai o reserva?
Vai; é importante.

E para o Pan?
Quero colocar dentro desta discussão o Norbert [Van Laak, técnico da equipe brasileira]. Mas a nossa sensação é de que vamos levar ou só big tour ou quase só big tour. Agora na Europa, nós temos três conjuntos interessantes. Provavelmente, no Brasil, no ano que vem, vamos ter pelo menos mais dois ou três conjuntos interessantes [em GP] e o bônus de três por cento é muita coisa.

Mudou? Porque no Pan de Lima o bônus foi de 1,5 ponto porcentual.
Deve ser três. Ainda não é obrigatório ser grande prêmio [no Pan-Americano]. Por causa da pandemia, estenderam um pouco esta questão da equipe mista, mas oferecer bônus de três [pontos porcentuais] é incentivo para que os países levem conjuntos de big tour.

Achei que nas provas de Tatuí os juízes estrangeiros julgariam os amadores. Podemos esperar eles julgando nos próximos CANs?
Com certeza, mas é importante também ter os juízes nacionais para eles se manterem no quadro e para eles julgarem provas. Esta mistura vai ter.

Adestramento Brasil está compilando em planilha as notas para compor índices para COC, bem como as notas para a seletiva do Time Brasil. Acompanhe aqui.

>>> Confira todas as matérias sobre o fim de semana de provas no Centro Hípico de Tatuí

2 respostas para ‘Sergio de Fiori, da CBH: “Estamos no caminho certo”’

  1. Sergio:no início da tua gestão,à frente da FPH,como diretor de Adestramento;Vc mencionou a necessidade da divulgação da modalidade,a fim de incrementá-la no interior do estado;Já tens uma data para iniciar esse projeto? Forte abraço!

    Jorge Raposo Lopes.

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