Mudança de pé simples impõe dificuldades para conjuntos na média 1

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Executar bem a mudança de pé simples é primordial para quem está disputando a série média 1. No entanto, este movimento é desafiador para muitos conjuntos, como ressaltaram juízes que julgaram a 2ª etapa da Copa Santo Amaro de Adestramento, batizada de VQ Jóias e válida para o Troféu Eficiência.

“Na média 1, tivemos alguns concorrentes fazendo a serpentina bem feita, mas não caracterizando o passo. Outros fizeram a mudança de pé simples pelo trote e a gente tem de penalizar”, disse a juíza Lindinha Macedo.

Ao comentar as apresentações da média 1 na prova do último dia 24/3, Sérgio de Fiori, que também estava no júri de campo, destacou que metade dos cavalos não conseguiu fazer a mudança de pé simples. “É preciso ser capaz de reunir o galope. Para fazer isto, uma dica é fazer círculos pequenos no galope mantendo a mesma cadência. Assim que conseguir atingir um galope reunido e, a partir deste círculo, introduzir a transição para o passo. Quando isto ficar muito mais fácil, pode tentar fazer na linha reta. Tem de treinar várias vezes no mesmo lado antes de tentar a mudança simples, que tem de partir ao galope na outra direção”, assinalou. Quebrar o movimento em várias etapas para o cavalo ganhar segurança foi outra dica dada pelo juiz estadual.

Compare no vídeo abaixo duas mudanças de pé simples e repare na diferença entre elas. As imagens foram cedidas por Santo Antônio Filmes; entre em contato (codhec@gmail.com) para adquirir o vídeo da sua prova.

Em fevereiro, a juíza internacional FEI 4* Natacha Waddell já havia destacado que a mudança de pé simples pode adicionar dificuldade para os conjuntos que planejam subir de série. “Sem falar de série forte, pegando entre a elementar e a média 2, para mim [a mudança de séries mais complexa] seria da preliminar para média 1, porque muitos cavalos que as pessoas compram já tem mudança de pé, que, se ela está bem ensinada, é uma coisa fácil e fluida, mas, na média 1, se pedem movimentos muito complexos, como travers e mudança de pé simples, que parecem simples, mas não são”, explicou.

Para a mudança de pé simples, detalhou Waddell, precisa-se realmente do galope reunido, pois é através dele que o conjunto vai passar para o passo para partir ao galope na outra direção. “De galope de trabalho você vai para o trote de trabalho, mas, para fazer galope-passo, você tem de mostrar um bom inicio de reunião, senão vai trotinar; o passo não vai ser muito bem definido. Todos estes movimentos são muito cricri e requerem ajudas mais finas do que na elementar e na preliminar”, disse. “As pessoas que não conseguem atingir o início de reunião são aquelas que vão ter dificuldade na mudança de pé simples”, completou.

A segunda etapa foi marcada pela forte presença de amadores e de atletas da escola do clube participando da estreante. A competição teve 64 inscritos, sendo apenas 15 profissionais, e as séries estreante escola, elementar profissional e média 1 amador foram as mais disputadas com 15, cinco e sete competidores em cada.   

24 de março: 2ª etapa – VQ Jóias => Programa | Programa Paraequestre | Ordem de entrada | Resultados

Copa Santo Amaro
Para disputar a oitava edição da Copa Santo Amaro de Adestramento, os conjuntos têm de participar de, pelo menos, cinco das oito provas do calendário. A classificação será feita pela somatória dos índices porcentuais das etapas, com três descartes dos menores porcentuais. Diferentemente de anos anteriores, não há etapa obrigatória e nem provas com peso dois. Serão consagrados campeões e vice em cada série e categoria.

De acordo com o regulamento (veja documento aqui), cada cavalo pode ter duas participações em cada etapa, exceto nas séries estreante e pônei, nas quais os animais podem executar até três participações, sendo duas como estreante. Já o número de cavalos por concorrente é livre. Criada pelo CHSA, a reprise estreante é voltada para aqueles que estão começando na modalidade. A prova exige a execução de figuras ao passo e ao trote, não tendo galope. Confira aqui a reprise.

O Troféu Eficiência, da FPH, é disputado ao longo do ano em provas pré-definidas no calendário da federação. Não são efetuados descartes, ou seja, todas as provas são computadas para o Troféu Eficiência, mas é necessária a participação em pelo menos 40% das provas. Os pontos seguem uma tabela definida pela FPH que leva em consideração a colocação do conjunto versus o número de participantes na disputa e os pontos têm coeficiente segundo o tipo de prova. Por exemplo, o Campeonato Paulista é vezes dois, assim como campeonatos estaduais, temporadas e regionais, a Taça São Paulo e o Paulistão de Adestramento. Campeonato Brasileiro, CANs e CDIs valem um. Saiba mais aqui.

Acompanhe a página especial com a cobertura completa da temporada 2019 da Copa Santo Amaro de Adestramento

Foto: Ana Carolina Chemin

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