COI recua e diz que avaliará a necessidade de adiar os Jogos de Tóquio

Após reunião extraordinária do conselho executivo neste domingo (22/03), o Comitê Olímpico Internacional (COI) passou a avaliar a possibilidade de adiar os Jogos Olímpicos de Tóquio, cujo início está marcado para 24 de julho de 2020. Há uma pressão cada vez maior por parte de federações internacionais e comitês nacionais para que se postergue o início das olimpíadas e paraolimpíadas, em virtude da pandemia do novo coronavírus. Contudo, até então, o COI estava se mantendo contrário a esse cenário.


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Houve, portanto, uma alteração no discurso da entidade que, até o dia 17 de março, estava defendendo a manutenção dos Jogos, explicando que com mais de quatro meses antes dos Jogos, não havia necessidade de se tomar decisões drásticas e que qualquer especulação seria contraproducente. O tom mudou.

O COI, em coordenação e parceria com o Comitê Organizador de Tóquio 2020, as autoridades japonesas e o governo metropolitano de Tóquio, iniciará discussões detalhadas para concluir sua avaliação do rápido desenvolvimento da situação mundial da saúde e o impacto nos Jogos Olímpicos. A entidade considera o cenário de adiamento. “O COI está confiante de que finalizará essas discussões nas próximas quatro semanas e aprecia muito a solidariedade e a parceria dos comitês nacionais e federações internacionais no apoio aos atletas e na adaptação do planejamento dos Jogos”, diz a nota.

Contudo, o COI enfatizou que o cancelamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 não está na agenda, pois “não resolveria nenhum dos problemas nem ajudaria ninguém”.  Após a reunião do conselho executivo, o presidente do COI, Thomas Bach, escreveu uma carta (leia aqui) à comunidade global de atletas para fornecer uma explicação da abordagem do COI.

Na carta, Bach afirmou mais uma vez que salvaguardar a saúde de todos os envolvidos e contribuir para conter o vírus é o princípio fundamental. “As vidas humanas têm precedência sobre tudo, incluindo, a realização dos Jogos. O COI quer fazer parte da solução. Portanto, tornamos nosso princípio principal proteger a saúde de todos os envolvidos e contribuir para conter o vírus. Desejo, e todos estamos trabalhando para isso, que a esperança que tantos atletas, comitês nacionais e federações internacionais dos cinco continentes tenham expressado seja cumprida: que, no final desse túnel escuro no qual todos estamos passando juntos, sem saber por quanto tempo é, a chama olímpica, que será uma luz no fim deste túnel”, ressaltou.

O comitê executivo ponderou que há melhorias significativas no Japão em relação ao Covid-19, onde as pessoas estão recebendo calorosamente a chama olímpica. Por outro lado, reconhece que há um aumento dramático de casos e novos surtos de Covid-19 em diferentes países e continentes.

Vários locais críticos necessários para os Jogos podem não estar mais disponíveis. As situações com milhões de noites reservadas em hotéis são extremamente difíceis de lidar, e o calendário esportivo internacional para pelo menos 33 esportes olímpicos teria que ser adaptado. Estes são apenas alguns dos muitos, muitos outros desafios.

Comitê Olímpico do Brasil — Já a posição do COB é diferente. Em nota divulgada em 21/03, o presidente do COB, Paulo Wanderley, que comandou a seleção brasileira em Barcelona 1992, afirmou que “como judoca e ex-técnico da modalidade, aprendi que o sonho de todo atleta é disputar os Jogos Olímpicos em suas melhores condições. Está claro que, neste momento, manter os Jogos para este ano impedirá que este sonho seja realizado em sua plenitude”.

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