Final individual consagra Jessica von Bredow-Werndl; Werth é prata e Dujardin, bronze

O estádio vazio não tirou o brilho da final do adestramento nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Com 13 conjuntos pontuando acima dos 80%, as favoritas fizeram jus ao que lhes colocou no topo. Após dois dias de apresentações, imaginava-se que as alemãs Jessica von Bredow-Werndl e a égua Dalera e Isabell Werth e a égua Bella Rose 2 iriam ocupar as duas posições mais altas do pódio. O bronze, contudo, era uma dúvida, principalmente, após a final por equipes, com Sabine Schut-Kery e Sancero entrando nos holofotes. Ocuparia ela o terceiro lugar ou seria a duas vezes medalha de ouro Charlotte Dujardin ou ainda estrela dinamarquesa Cathrine Dufour? Passadas as 18 apresentações, Bredow-Werndl, Werth e Dujardin subiram ao pódio conquistando, respectivamente, as medalhas de ouro, prata e bronze. Adestramento Brasil conta todos os detalhes da final olímpica.

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Para a final individual, foram classificados 18 conjuntos na prova de grande prêmio — os dois melhores de cada um dos seis grupos e mais seis conjuntos com as melhores pontuações, além dos já qualificados. Contudo, Adrienne Lyle, dos Estados Unidos, desistiu de disputar a grande final olímpica depois de Salvino não ter se sentido muito bem depois da conquista da prata. Em seu lugar, entrou Brittany Fraser-beaulieu e All In, pelo Canadá.

No primeiro bloco, competiram Brittany Fraser-beaulieu e All In, pelo Canadá (76,404%); Nanna Skodborg Merrald e Zack, pela Dinamarca (80,893%); Steffen Peters e Suppenkasper (80,968%); pelos Estados Unidos; Rodrigo Torres e Fogoso, por Portugal (78,943%); Beatriz Ferrer-Salat e Eleganc (77,532%); pela Espanha; e terminou com a bela apresentação de Carl Hester e En Vougue, que assumiram a liderança antes do intervalo com 81,818%.

O segundo bloco começou com Hans Peter Minderhoud e Dream Boy, que, com 80,682%, não conseguiram superar a marca dos três primeiros — Hester, Peters e Merrald. Segunda em pista, a expectativa era alta para Sabine Schut-Kery, de 52 anos, e Sancero. Após surpreender no grande prêmio especial e pontuar 81,596% no GPS, levando os Estados Unidos à medalha de prata, Schut-Kery e Sancero entraram como fortes candidatos ao pódio, ainda que tivessem terminado o GP abaixo com 78,416%. Até então, Carl Hester e En Vogue lideravam com 81,818%, mas o conjunto, que despertou atenção mundial na final por equipes, foi além e finalizou o kur com 84,300%. (continua…)

Na sequência, Carina Cassoe Kruth e Heiline’s Danciera se apresentaram com ritmos dançantes e galgaram o segundo posto até aquele momento, com 83,329% — ela fez 76,677% no grande prêmio e 77,249% no GPS. A sueca Therese Nilshagen — que pontuou 75,140% do GP e 75,988% no GPS com Dante Weltino OLD — também apostou em ritmos dançantes (escolheu os da década de 1990) e finalizou com 79,721%. Conterrânea de Nilshagen, a 11ª competidora em pista foi a sueca Juliette Buriel K.H. Ramel, que fez 73,369% no GP e 75,714% no GPS, subindo a pontuação para 81,182% na kür.

O segundo bloco terminou com a medalhista de bronze por equipe Charlotte Fry e Everdale, pelo Reino Unido. A filha de Laura Fry (in memorian), também amazona olímpica, se classificou para a final ao pontuar 77,096% no GP e fez 76,854% no GPS. Na kür, a dupla fez 80,614%, ficando na oitava colocação ao término do segundo bloco.

Acompanhe a cobertura de Adestramento Brasil sobre os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 – página especial

Final acirrada
Ao entrar em pista como primeira competidora do terceiro e último bloco, Cathrine Dufour e Boehmian tinham de bater os 84,300% de Sabine Schut-Kery e Sancero para assumir a liderança. E ela fez! Dufour, que escolheu disputar Tóquio com o castrado de dez anos em vez do parceiro de longa data Atterupgaards Cassidy, jogou a régua do pódio lá para cima ao obter 87,507% em uma apresentação linda de ver. A dupla se classificou com 81,056% no GP e 77,720% no GPS.

Favorita, Jessica von Bredow-Werndl entrou em pista ao som de ‘City of Stars’ — e mostrou a que veio. Que kür: leveza, precisão, independência do assento e suavidade no contato com a égua Trakehner Dalera. Um dia depois de bater recorde olímpico na reprise de GPS, ao pontuar 84,666%, ela tomou a liderança da final individual com 91,732%, sendo 85,893% técnica e 97,571% artística. A nota mais alta em olimpíada segue com Charlotte Dujardin e Valegro com seus 93,857% nos Jogos do Rio 2016.

Depois de Dufour e von Bredow-Werndl, a nota a bater ficou alta para o holandês Edward Gal e o garanhão filho de Totilas Total US. Eles pontuaram 84,157%, alcançando a quarta colocação. Mas, na sequência, foi a vez da maior medalhista da história do adestramento: Isabell Werth. Misturando ritmos da música clássica, com remix de uma batida que lembrava samba logo na entrada, a alemã levou Bella Rose 2, égua de 17 anos, filha de Belíssimo, aos 89,657%, nota alta, mas não o suficiente para assumir a liderança.

Medalha de ouro no Rio 2016 e em Londres 2012, com Valegro, Charlotte Dujardin e o novato Gio foram os penúltimos a competir. Até então, as alemãs Jessica e Werth estavam com ouro e prata, respectivamente, e a dinamarquesa Dufour com o bronze. Mas Dujardin mostrou que o castrado KWPN com pouca experiência em grandes competições tem muito potencial ao cravar 88,543% e ultrapassaram Dufour, levando a medalha de bronze.

A alemã Dorothee Schneider fechou o adestramento nos Jogos de Tóquio com Showtime FRH e 79,432%, em uma boa apresentação, principalmente, levando em conta que ela, recentemente, quebrou a clavícula. Em abril, a égua de 17 anos Fohlenhof’s Rock ‘n Rose caiu morta durante uma cerimônia de premiação, derrubando também a Schneider. O conjunto havia ficado em terceiro.

Com isso, os Jogos de Tóquio lançaram ao topo Jessica von Bredow-Werndl, que fez os maiores porcentuais nos três dias (GP, GPS e kür), e consagraram ainda mais Isabell Werth que, com as medalhas conquistadas no Japão, agora soma seis medalhas de ouro por equipe e uma individual (com Gigolô em Atlanta, 1996) e mais cinco individuais de prata: em Barcelona 1992 com Gigolo; em Sidney 2000 também com Gigolo; em Pequim 2008 com Satchmo 78 e no Rio 2018 com Weihegold OLD.

Foto: Reprodução TV / Helena Botelho Gomes

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